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sábado, 7 de setembro de 2013

Exposição: “A Magia de Escher”


Belo Horizonte recebe a partir de 20 de setembro, sexta-feira, a mais completa exposição já realizada no Brasil dedicada ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher. A mostra, intitulada "A magia de Escher", reúne 85 obras, entre gravuras originais, desenhos e fac-símiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista, além de instalações interativas. O acervo da coleção é todo da Fundação Escher, na Holanda, e estará distribuído nas três galerias do Palácio das Artes, até 17 de novembro. A visitação gratuita acontece de terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingo e feriados, 16h às 21h.

A exposição permitirá que o público passe por uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que Escher utilizava em seus trabalhos.

Faz parte ainda um filme 3D de sete minutos (com capacidade de 40 pessoas por exibição), que possibilita um passeio por dentro das obras do artista. É possível também tirar fotos de si mesmo com outras pessoas, sem flash, tendo como resultado ilusões de ótica, por exemplo, de uma pessoa ficar muito grande e outra muito pequena. A expografia ainda apresentará animações de algumas das gravuras de Escher.
Outra instalação traz um quebra-cabeça gigante, que mostrará como o artista se utilizava de imagens geométricas ou figurativas unindo-as umas às outras para criar gravuras que remetem ao infinito, comum em obras como em "Menor e Menor" (1956), o clássico "Dia e Noite" (1938) e "Metamorphosis II" (1940), nas quais Escher mostra também como, por meio de pequenas mudanças numa sequência, é possível transformar uma imagem em outra.
Mais uma peça de destaque traz imagem plotada no chão, que se completa com um espelho curvado, e mistura as três dimensões, assim como Escher costumava brincar com a percepção imediata das pessoas.

Escher

Escher foi um artista gráfico holandês que ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis. Uma de suas principais contribuições foi sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de ótica impressionantes, sem deixar de lado a qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva.

"Escher utilizava princípios da matemática sem ser rígido na sua aplicação. Ele seria mais um matemático amador, que aplicava certos efeitos quase intuitivamente. Há obras que mostram situações que parecem normais, mas com uma observação mais atenta, elas comprovam ser impossíveis. Elas são baseadas em modelos matemáticos como a cinta de Möbius ou o triângulo de Penrose", explica Pieter. As obras "Belvedere" (1958), "Subir e descer" (1960) e "Cascata" (1961) são exemplos dessa aplicação.


20 de setembro a 17 de novembro de 2013
Terça a sábado, de 9h30 às 21h; domingo e feriados, 16h às 21h
Local: Palácio das Artes
(Galerias Alberto da Veiga Guignard, Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta)
Av. Afonso Pena, 1537, Centro
Informações: (31) 3236-7363
Entrada Franca
Classificação etária: Livre