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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Festival de Arte Negra de Belo Horizonte/FAN




FANBH

Conheça um pouco da história do FAN.

Promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, desde 1995, o Festival de Arte Negra/FAN é um dos maiores do gênero no Brasil e reforça a vocação da cidade para sediar eventos que respeitam a diversidade cultural e democratizam o acesso à arte. O FAN nasceu da necessidade de mostrar a vigorosa produção cultural de africanos e seus descendentes, residentes no país ou no exterior, inclusive com expressiva presença na cena artística de Belo Horizonte. Logo, transformou a capital em pólo de reflexão sobre a arte negra feita hoje, recuperou a sua história, apontou rumos e revelou talentos. Consolidado, a cada edição explora novas possibilidades e conquista cada vez mais as atenções do público. Durante o FAN, a cidade se alegra e se enriquece com a presença de intelectuais e artistas de grande qualidade e ao mesmo tempo assiste ao espetáculo de integração cultural que o Festival realiza.
Festival de Arte Negra/FAN nasceu em Belo Horizonte, capital do segundo maior estado brasileiro em densidade populacional negra, integrando as celebrações do tricentenário da morte de Zumbi dos Palmares, herói nacional e símbolo da resistência cultural da população negra do Brasil. O evento movimentou a cidade, que assistiu, fascinada, a ocupação de suas ruas, praças e teatros, por artistas oriundos de diversos pontos da África e das diásporas negras.
A segunda edição, em 2003, conferiu-lhe o caráter permanente, com periodicidade bienal. Da mesma forma reforçou a sua contribuição enquanto difusor da arte negra no Brasil e a sua fundamental importância para se compreender a origem e a inserção das diversas vertentes das culturas de matrizes africanas.
A terceira edição, num formato extensivo, realizada nos anos de 2005 e 2006 teve como tema “Re: Territórios Negros”, remetendo às diversas estratégias de ocupação e reconfiguração do espaço urbano, desenvolvidas no passado e no presente pelas populações negras da cidade, e foi estruturada em três eixos: “Reconfigurações Urbanas”, “Corporalidades” e “Palavra, Imagem e Mídia”.
Na sua quarta edição, que aconteceu entre os dias 9 e 27 de novembro de 2007, o FAN voltou novamente o seu olhar para a África, em especial para a parte ao norte da linha imaginária do Equador. Dentre os motivos que elegeram este recorte estava a oportunidade de apresentar um painel da diversidade de questões e proposições que os artistas e grupos sociais desta vasta região têm formulado no sentido de combinar tradição e modernidade, encontrando soluções para as problemáticas contemporâneas.
A quinta edição do FAN aconteceu em 2009, e por meio da arte e cultura, discutiu-se caminhos para o desenvolvimento de um mundo melhor. Para tal reflexão, houve uma programação de espetáculos cênicos, musicais, oficinas, cinema, exposições e debates. A ideia foi envolver, durante sete dias, Belo Horizonte na ambiência propiciada pela arte proveniente de países africanos e de suas diásporas, representada por artistas, grupos, realizadores e pesquisadores do tema.