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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Seminário sobre Reforma da Previdência reúne especialistas na FGV

O seminário Reforma da Previdência, realizado no dia 20 de fevereiro, debateu a revisão do sistema previdenciário. O evento reuniu especialistas para analisar a proposta de reforma da previdência, em discussão no Congresso Nacional. No seminário foram avaliados os aspectos econômicos das medidas propostas e as questões políticas e institucionais do processo da reforma.
O evento foi aberto ao público e teve a participação do presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal; do diretor da Escola de Direito do Rio de Janeiro (Direito Rio), professor Joaquim Falcão; do diretor do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), Luiz Guilherme Schymura; e do diretor da EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças, professor Rubens Penha Cysne na mesa de abertura. Dentre os participantes, nomes como Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência Social; José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar e Marcelo Abi-Ramia Caetano, Secretário da Previdência Social do Ministério da Fazenda.
O professor Carlos Ivan defendeu a urgência da necessidade de mudança do atual sistema de aposentadorias. “Não fazer a reforma não é uma opção. O que estamos decidindo é um caminho para o futuro”, ponderou o presidente da FGV.
Já o Secretário Marcelo Caetano destacou que a reforma é fundamental para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário e afirmou que o governo quer aprovar a reforma da previdência da forma mais fiel à proposta original, encaminhada ao Congresso. “Mesmo com a reforma, não será possível acabar com o déficit, pois a despesa tem uma trajetória muito crescente. Mas ela vai manter a despesa previdenciária como proporção do PIB estável, ainda que cresça em termos reais”, avaliou o secretário, lembrando também que o déficit da Previdência, considerando as aposentadorias rurais e urbanas do país, atingiu R$ 150 bilhões no ano passado e deve ficar no patamar de R$ 180 bilhões em 2017.

Lançamento do livro “Desafios Gerenciais em Defesa” apresenta aspectos contemporâneos da gestão estratégica da Defesa Nacional

A FGV e a Escola Superior de Guerra (ESG) realizaram o lançamento do livro “Desafios Gerenciais em Defesa” no dia 8 de fevereiro, na ESG, na Urca, Zona Sul do Rio. Organizada por Paulo Roberto de Mendonça Motta, Valentina Gomes Haensel Schmitt e Carlos Antônio Raposo Vasconcellos e editada pela FGV, a obra reúne informações de 23 colaboradores e estudiosos sobre as Forças Armadas, apresentadas em 15 capítulos.
O livro aborda os aspectos contemporâneos da gestão estratégica da Defesa Nacional, a relevância da cultura e do multiculturalismo, liderança, processos orçamentários, logística e gestão de pessoas, entre outros temas relacionados ao assunto.
Um dos objetivos da obra é apresentar formas de gerenciar grandes instituições. Dentre elas, as Forças Armadas nas esferas terrestre, naval, aérea e espacial. Dentre os destaques, a dimensão do ciberespaço e as infinitas possibilidades de armazenamento de informações e conexões do campo de batalha real com o virtual.
Um dos pontos altos da solenidade foi o discurso do professor Carlos Ivan Simonsen Leal, presidente da FGV, que destacou a necessidade de investimento constante na Forças Armadas, assim como os benefícios do avanço tecnológico que o setor pode gerar para a sociedade.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Pesquisadora recebe prêmio do MS por trabalho sobre esquizofrenia e utilização de redes de apoio na internet

Viver com esquizofrenia: estudo de caso em uma comunidade virtual. Este foi o título da tese de doutorado da aluna do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) e pesquisadora da ENSP, Vera Frossard, que recebeu menção honrosa no Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS - 2016 . O trabalho de Vera foi um dos seis finalistas entre 89 inscritos na categoria doutorado. Ele teve como objetivo analisar grupos de ajuda mútua que se formam na internet, que, segundo ela, são um novo fenômeno em saúde. 
 
"Nestes espaços de interação, o conhecimento adquirido pela experiência com a doença é valorizado entre os pares, pois leva em conta vários aspectos da vida com esta condição, sem excluir impactos emocionais, muitas vezes ausentes dos consultórios”, explicou Vera, dizendo ainda que a internet facilitou o acesso à informação biomédica. "Estes dois saberes associados, conhecimento da experiência e credenciado, caracterizam os grupos virtuais como potentes espaços de apoio e oferecimento de informação com impactos no autocuidado e empoderamento da pessoa”. 
 
O prêmio é uma iniciativa do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS) e visa incentivar a produção de trabalhos técnico científicos na área de ciência e tecnologia de interesse do SUS. A premiação aconteceu em 13 de dezembro de 2016, em Brasília, no âmbito do I Encontro Nacional da Rede para Políticas Informadas por Evidências (EvipNet Brasil. 
 
O trabalho apresentou uma abordagem sobre moral voltada à realização dos funcionamentos básicos para o respeito e florescimento das diversas formas de vida. Segundo Vera, funcionamentos básicos, nesta abordagem, são estados e ações que conformam a identidade de cada ser, analisados a partir de investigações empíricas para cada caso concreto, como a realizada na tese. A teoria utilizada foi desenvolvida pela orientadora da tese, Maria Clara Marques Dias, que é docente do PPGBIOS. 
 
Para Vera, o principal funcionamento realizado pelo grupo virtual para quem tem sofrimento psíquico “é o reconhecimento de si no outro. O que produz alivio, pois as pessoas percebem que não são as únicas em relação à experiência do sofrimento psíquico, o qual deixa de ser estranho e ameaçador. Assim, detalhou Vera, “delineia-se uma nova identidade forjada a partir da condição crônica: uma bioidentidade. O anonimato é confortável para as narrativas da vida com esta condição. O ‘estranho íntimo’ - vínculo possível de ser estabelecido na internet - é a base da intimidade entre os membros do grupo”, explicou. 
 
A pesquisadora, que é psicóloga e atua no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da ENSP, apontou que o grupo virtual indica “ser uma alternativa de socialização para alguns membros que sentem desconforto em frequentar o espaço público, identificada como retraimento positivo (positive whitdraw)”. E argumentou que “a comunidade virtual auxilia na redução do sentimento de solidão e, aliado ao compartilhamento de experiências, promove maior controle e domínio sobre a vida de quem convive com a esquizofrenia”.
 
A pesquisadora defendeu ainda que grupos de apoio devem ser analisados para seu aproveitamento pelo SUS, pois em algumas situações e formatos a comunicação digital pode resultar em promoção à saúde e cuidado integral. “Os participantes de grupos virtuais têm grande demanda por informação sobre direitos, serviços, medicação e novos tratamentos. Portanto, Vera aponta que profissionais de saúde têm relevante papel a desempenhar na orientação de tais solicitações. Ela finalizou analisando que as perspectivas futuras de evolução deste trabalho indicam a capacitação de profissionais do SUS para facilitação das conversações dialógicas de modo a garantir o acolhimento a todos bem como a ideia de expansão dos grupos de ajuda mútua para compor ampla rede integrada de apoio, a exemplo de iniciativas internacionais. 

Artigo sobre transmissão da malária em RO é destaque na Plos One

A Revista científica Plos One publicou, nesta terça-feira (21/2), o artigo The role of spatial mobility in malaria transmission in the Brazilian Porto Velho municipality, Rondônia, Brazil (2010-2012), de autoria da pesquisadora Jussara Rafael Angelo, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz. O trabalho, orientado pelo pesquisador Carlos Afonso Nobre, é resultado da tese de doutorado Modelagem Espacial Dinâmica dos Determinantes Sociais e Ambientais da Malária e Simulação de Cenários 2020 para Município de Porto Velho - RO, desenvolvida no Centro de Ciência do Sistema Terrestre (PGCST/INPE), com colaboração da ENSP/Fiocruz e Fiocruz-RO. A Plos One é uma revista científica de acesso livre, disponível on-line, publicada pela Public Library of Science.
 
O município de Porto Velho apresenta alta endemicidade da malária e desempenha papel importante na disseminação do parasita para outros municípios da Amazônia e até para áreas não endêmicas do país. A migração continua a ser um fator importante para a ocorrência da malária. No entanto, devido às recentes mudanças na ocupação humana da Amazônia brasileira, caracterizada pela intensa expansão das redes de transporte, a mobilidade pendular também se tornou um fator importante na transmissão da doença. Este novo padrão de transmissão é explicado pela vulnerabilidade resultante de novos processos de produção centrados nas relações de trabalho precário, mobilizando trabalhadores suscetíveis residentes nas periferias das cidades e os expondo a condições ambientais favoráveis à produção da doença, levando ainda à reintrodução da malária nas cidades.

“Esse padrão é bastante distante dos tradicionais modelos explicativos da transmissão da malária, atribuídos ao desmatamento, à migração interna encabeçada por fronteiras de expansão agrícola e grandes projetos de infra-estrutura, como a construção de estradas e hidrelétricas na Amazônia. Esses resultados são extremamente relevantes para redirecionar as ações de vigilância e controle da malária na Amazônia que encontram-se diante de um verdadeiro desafio: possibilitar um diagnóstico e tratamento mais rápido do que a população consegue se movimentar pelo território", detalhou a pesquisadora, que também é membro do Laboratório de Monitoramento Epidemiológico de Grandes Empreendimentos da ENSP.
 
Na opinião do orientador, "o estudo mostra o poder de uma abordagem interdisciplinar para dar luz a um complexo problema de saúde. Combinando dados epidemiológicos, socioeconômicos, de mobilidade e de malária para Porto Velho, permitiu-se a identificação de um novo modelo de transmissão da malária ligado à mobilidade dos trabalhadores no município", admitiu Carlos Nobre.
 
O artigo pode ser acessado neste link.

Roberto Leher, reitor da UFRJ, ministrará aula inaugural da ENSP

IPEA seleciona pesquisadores da FGV para contribuir com projeto ‘Desafios da Nação’

Com o objetivo de construir um arcabouço de políticas públicas, econômicas e sociais que possibilitem ao Brasil dobrar a renda real por habitante nas próximas décadas, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) selecionou um grupo de especialistas para contribuir em diferentes temas do Projeto “Desafios da Nação”. Entre eles, estão pesquisadores e professores da FGV que tiveram seus trabalhos selecionados com destaque.
O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), Samuel Pessôa, ficou com o primeiro lugar na categoria “Política Macroeconômica”. Já os professores Carlos Ragazzo (Escola de Direito do Rio de Janeiro – Direito Rio) e Alketa Peci (Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas – EBAPE) ficaram nas duas primeiras colocações no tema “Risco Regulatório”. Na categoria “Reforma Tributária”, destaque para os trabalhos de Melina Rocha Lukic (Direito Rio) e de José Roberto Afonso (IBRE), que terá auxílio da economista Vilma Pinto (IBRE).
"O projeto reúne especialistas que terão como objetivo a análise e apresentação de propostas de melhorias nas mais variadas áreas. No campo tributário, a ideia é apresentarmos um diagnóstico dos problemas e as bases para um projeto de reforma que melhore o sistema tributário do país", destaca a professora Melina.
De natureza aplicada, o projeto Desafios da Nação do IPEA tem ainda como finalidade balizar os processos estratégicos de elaboração de políticas públicas nas mais diversas áreas nas próximas décadas, auxiliando os policy-makers.