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UMA REVISTA DE DIVULGAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA SEM FINS LUCRATIVOS
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rio Info 2011



Em sua nona edição consecutiva desde 2003, o Rio Info é o principal evento dedicado à Tecnologia da Informação (TI) realizado anualmente no Estado do Rio de Janeiro e um dos principais do país. Reúne empresários, acadêmicos e profissionais que buscam novas oportunidades de mercado e realizam negócios. É um espaço para apresentação de novas ideias e troca de experiências.

Pela sua realização anual, qualidade da programação e dos participantes, o evento tornou-se referência no contexto da Tecnologia da Informação no Brasil, onde especialistas e empresários, nacionais e internacionais, apresentam em seminários e workshops o estado da arte da TI, considerando a sua evolução, perspectivas e demandas específicas.

Em razão de seu sucesso, o Rio Info tornou-se uma excelente vitrine para a exposição e o reconhecimento institucional e comercial das empresas de TI, com foco na apresentação das inovações tecnológicas e no debate sobre o futuro do setor. No campo dos negócios, é um espaço privilegiado para a troca de experiências e informações. Por meio da rodada de negócios, favorece o estabelecimento de parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, abrindo novas oportunidades de mercado.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

V Encontro de Arquivos Científicos


O V Encontro de Arquivos Científicos será realizado na Fundação Casa de Rui Barbosa na cidade do Rio de Janeiro, e tem como tema principal:
Políticas de aquisição e preservação de acervos em universidades e instituições de pesquisa.
Tema 1 – A formação dos acervos científicos: a aquisição como estratégia de produção e preservação da memória científica.
Tema 2 – Políticas de aquisição e políticas de preservação: o desafio institucional de saber quem, como e por que se define o que deve ser adquirido e preservado.
Tema 3 – Pesquisadores, arquivistas e conservadores: o diálogo em busca de políticas e diretrizes e para a preservação do patrimônio científico.
Tema 4 – Usuários dos arquivos científicos: o papel das instituições de custódia de acervos na mediação entre o direito de acesso e as informações com restrições.

Programa


26 de setembro de 2011
15.00 - 16.00Credenciamento e entrega de material
16.00 - 17.00Solenidade de abertura
17.00Confraternização
27 de setembro de 2011
09.30 – 12.00Primeira Plenária: A formação dos acervos científicos: a aquisição como estratégia de produção e preservação da memória científica

Ementa: As políticas de aquisição de acervos adotadas pelas instituições científicas configuram-se como o conjunto de princípios que norteiam seus programas, projetos e procedimentos pertinentes aos processos de crescimento dos acervos. O quadro envolve a discussão sobre linhas de acervos, políticas de gestão, formas de aquisição (recolhimento, doação ou compra), diretrizes para seleção dos materiais doados, instrumentos reguladores, entre outros aspectos. No entanto, estas políticas institucionais não podem ser desarticuladas da demanda da sociedade no que se refere à construção da memória cientifica da própria sociedade. Este processo de reconhecimento por parte da sociedade e das instituições de custódia dos acervos científicos possibilita a legitimação e institucionalização do que passa a ser identificado como patrimônio científico e, portanto, deve ser preservado.

Presidente: Maria Celina Soares de Mello e Silva – Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST)

Conferencistas:

Joe Anderson– American Institute of Physics (EUA) Pragmatic Appraisal: Building Collections in the History of Science

Ana Maria de Almeida Camargo – Universidade de São Paulo (USP) A memória da pesquisa nas instituições acadêmicas

Magali Romero Sá – Casa de Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) A formação de acervos científicos
12h – 14hIntervalo para almoço
14.00 – 17.00Sessão de Comunicações Livres
Sonia Troitiño; Cristiane Alves de Sousa Marcos da Memória: fontes orais para pesquisas em Ciência e Tecnologia no acervo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo

Felipe de Almeida Vieira The Experience of Preservation of Science in Memory of Faculdade de Ciências Médicas of Unicamp

Catia Alves de Senne; Olga Sofia Fabergé Alves; Maria Cristina da Costa Marque The archive's diagnosis as subsidy to an acquisition policy- the Museu de Saúde Pública Emílio Ribas archive’s construction

Maria Leandra Bizello Documentation, archives and memory in universities
28 de setembro de 2011
9.30 – 12.00Segunda Plenária: Políticas de aquisição e políticas de preservação: o desafio institucional de saber quem, como e por que se define o que deve ser adquirido e preservado

Ementa: A compreensão do papel essencial das políticas de aquisição das instituições de custódia dos acervos científicos indica a necessidade cada vez mais premente da articulação com as políticas de preservação institucionais. Esta articulação é possível com o rompimento em relação à abordagem preservacionista clássica. Entendem-se as políticas institucionais de preservação como o conjunto de princípios, escolhas e ações que objetivam, por meio do planejamento institucional e da gestão de recursos humanos, tecnológicos e financeiros específicos, proporcionar durabilidade, permanência e acesso aos acervos de forma contínua e em longo prazo. A partir de uma visão estratégica e de planejamento, as decisões que marcam o que constituirá os acervos científicos das instituições e quais as prioridades, diretrizes e ações que fundamentam esta constituição e respectiva preservação, deixam de ser compreendidas como vinculadas a uma gestão e passam, por meio da transparência e de seu embasamento técnico científico, a vincular-se à própria instituição.

Presidente: Márcio Rangel, Museólogo do Museu de Astronomia e Ciências Afins

Conferencistas:

Lucia Maria Velloso de Oliveira – Chefe do Serviço de Arquivo Histórico e Institucional da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) Política de aquisição: uma reflexão em torno das questões que orientam o processo de ampliação dos acervos institucionais

Simone Mesquita - Museu Nacional / UFRJ Aquisição e preservação de acervos científicos: prioridades, diretrizes e ações

Sérgio Conde Albite e Silva Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO): “Fatos, atos e hiatos na preservação em arquivos
12h – 14hIntervalo para almoço
14h – 17hSessão de Comunicações Livres
Geisa Ferreira da Silva Dias Private libraries and their contribution to the Central Library of the Federal University of Pará (UFPA)

Marco Antonio Neves Soares; Celso Pascon Jr. As estratégias de aquisição, conservação e preservação de documentos do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica da Universidade Estadual de Londrina – CDPH-UEL

Everaldo Pereira Frade; José Benito Yárritu Abellás; Nínive Britez Biçakçi The Loss of Memory and the Memory of the Loss: the Analysis of the Accumulation Process of the National Observatory’s Archives

Paulo Roberto Elian dos Santos; José Mauro da Conceição Pinto; Cleber Belmiro dos Santos A arquivologia nos laboratórios das ciências biomédicas: os métodos e as práticas de pesquisadores e arquivistas

Flavia Andrea Machado Urzua; Suzana Cesar Gouveia Fernandes Institutional challenge of preserving scientific documents: the creation and activities of the Núcleo de Documentação do Instituto Butantan
29 de setembro de 2011
9h30 – 12hTerceira Plenária: Pesquisadores, arquivistas e conservadores: o diálogo em busca de políticas e diretrizes e para a preservação do patrimônio científico

Ementa: A preservação dos documentos produzidos pelas pesquisas em universidades e instituições de pesquisa representa um desafio para arquivistas, pesquisadores e conservadores. O diálogo entre esses profissionais deve ser incentivado de modo a haver uma compreensão mútua do modus operandis de cada um, visando um amplo estudo sobre a preservação dos arquivos oriundos das pesquisas científicas. O conhecimento da importância e significado dessa produção documental para a instituição produtora, para a própria pesquisa científica e para a história da ciência é fundamental para a constituição de um programa de preservação de acervos que seja viável e eficiente

Presidente: Paulo Elian dos Santos – Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)

Conferencistas:

Renata Arovelius, Swedish University of Agricultural Sciences – SLU Research Documentation, quality in research and retention of scientific data: How to improve communication between archivists and researchers?

Maria Celina Soares de Mello e Silva – Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) Um guia para a preservação de arquivos de laboratório: em busca do diálogo entre arquivistas e cientistas

Yacy-Ara Froner – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Vulnerabilidade de Acervos Científicos
12h – 14hIntervalo para almoço
14h – 17h/td>Sessão de Comunicações Livres
Cristina Strohschoen; Neiva Pavezi The Archivistic Heritage Preservation in University Archives and Extension Policies

Maria Raquel Lisboa Costa Marques Classificação de documentos em universidades: identificando funções

Adrianna Link The National Anthropological Film Center: A Resource and a Discipline

Caroline Lopes Durce; Tânia Maria de Moura Pereira Turbulence in the university archives: the role of the Documentation Centre (CEDOC) of the University of Brasilia (UNB) in the preservation of archival information

Everaldo Pereira Frade; José Benito Yárritu Abellás Life as a Clue: The Role of Biographies in the Organization of Scientists' Personal Archives – The Hussak and Cruls Cases

Tim Powell Genetics archives: a distributed approach
30 de setembro de 2011
9h30 – 11h30Quarta Plenária: Usuários dos arquivos científicos: o papel das instituições de custódia de acervos na mediação entre o direito de acesso e as informações com restrições

Ementa: As iniciativas para assegurar a aquisição e a preservação dos acervos científicos têm como principal objetivo assegurar o acesso ao patrimônio que é produzido no âmbito privado ou público. Esse patrimônio, resultado das atividades científicas, uma vez, institucionalizado, pode descortinar dialeticamente conflitos quanto à questão de acesso. Muitas vezes os acervos ainda guardam características restritivas ao seu acesso e cabe às instituições de custódia regular sobre a questão. A regulação institucional deve considerar os aspectos legais que contornam as relações com os usuários e ao mesmo tempo deve reconhecer o direito de pesquisa do usuário. A discussão ganha maior impulso quando os acervos científicos encontram-se sob a custódia de instituições públicas, ou quando os acervos são produzidos no cenário público.

Presidente: Claudia Suely Carvalho, arquiteta da Fundação Casa de Rui Barbosa

Conferencistas:

William Maher – University Archivist, University of Illinois at Urbana-Champaign (EUA) How can access be our priority? Facing donor, institutional, and copyright barriers in a digital world

Marcus Granato – Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) Patrimônio cultural da ciência e tecnologia: institucionalização e acesso
11h30 – 12hIntervalo para café
12h – 12h30Sessão de Comunicações Livres e Debate Final

Rejane Beatriz Shneider; Adriana Reguete Martins Braga; Marcia dos Santos Bastos - O direito de autor no contexto da produção intelectual no âmbito científico
12h30Entrega de certificados
12h30 – 14hIntervalo para almoço
14h – 15hVisita ao Museu Casa de Rui Barbosa
15h – 17hVisita ao Museu de Astronomia e Ciências Afins

Simpósio Mundial da Doença de Alzheimer 2011



DATA: 26 DE SETEMBRO DE 2011

HORÁRIO: 09h00min ÀS 17h:30min HORAS

LOCAL: UERJ- RIO DE JANEIRO

AUDITÓRIO 11ºandar

PROGRAMAÇÃO

08h: Confirmação de Inscrição e Entrega de Material.

09h: Solenidade da Abertura.

09:30h:Conferência de Abertura:

Presidente da Abraz-RJ-Eliana da Silva Faria

Importância do Diagnóstico:

Conferencista: Vilma Câmara

10:00 às 10:45 -Critérios para o diagnóstico.

QuadroClinico.

Prevalência da Doença.

10 h:45: Intervalo

Tratamento das demências.

Conferencistas

11: 00-Dia Yolanda Boechat- COORDENADORA DO PIGG/HUAP

Diagnóstico diferencial nas Demências Degenerativas.

11:45- Reabilitação Cognitiva

Estimulação Cognitiva no Cotidiano – Cláudia Capitão

12 h:30 às 14:00h – ALMOÇO.

CONFERENCISTAS

14h:00
-Demência Avançada- Aguardando confirmação do Profissional

14:45-*Cuidados em enfermagem -Célia Caldas

Aspectos Éticos e Legais na Demência.

15:15-
*Responsabilidades e demandas da Família e, da Sociedade no

Envelhecimento sem autonomia- Sandra Rabelo

16:00-Conhecendo as Instituições de Longa Permanência- Cristiane

Branquinho (a confirmar)

16:45- Encerramento

17:00-Abraz-RJ

17:30-Coffe Break

APOIO:UERJ, ABEN,NOVARTIS,POUSADA RESIDENCIAL,CASA SÃO LUIZ ,NESTLÉ,APSEN,IVB,ABBOT,

NESTLÉ,GAN.LUNDBECK.

Segunda Edição Pré-Sal Brasil. Congresso Internacional e Exposição 2011


Começa hoje (26) e vai até quarta-feira (28) no Rio, a 2ª edição do Pré-Sal Brasil 2011. Promovido pela The Energy Exchange, com o apoio da TN Petróleo, o encontro irá tratar do aspecto político e regulatório do pré-sal, além do desenvolvimento tecnológico e sustentável de suas três principais indústrias: E&P, HSE, e indústria offshore. Além da conferência, o evento contará com uma exposição.



A pouco foi realizada a abertura do encontro com palestra do gerente de planejamento de E&P do pré-sal, da Petrobras, Mauro Yuji Hayashi, sobre o atual estágio das áreas do pré-sal, blocos e produção. Heller Redo Barroso, sócio-fundador do Heller Redo Barroso Advogados foi o presidente da mesa de abertura.



Ainda pela manhã será realizado o painel "Organismos do governo Nacional e o desenvolvimento do Pré-Sal" com a presença do ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão; da diretora da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard; do chefe de coordenadoria de conteúdo local da ANP, Marcelo Mafra; e do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.



A mesa discutirá a situação atual e o estágio de desenvolvimento da Pré-Sal S.A, onde serão ressaltados os blocos com reservas prováveis na região do pré-sal e volumes estimados e o financiamento do pré-sal contextualizado com os demais investimentos em energia e infraestrutura.



Na parte da tarde a conferência contará com um painel sobre a participação dos estados e municípios no desenvolvimento do pré-sal e os investimentos das organizações offshore e fontes de recursos para o pré-sal.



No final do dia será realizada uma palestra especial sobre o desenvolvimento de profissionais e gestão do capital humano para atuar na exploração do pré-sal.

Vigésimo Encontro Nacional ANPAP 2011














O 20º Encontro da Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas – Anpap, entre 27 de setembro e 1º de outubro de 2011, no Instituto de Artes da UERJ, tem como objetivo principal contribuir para o desenvolvimento da pesquisa em arte, promovendo intercâmbio de conhecimento em nível nacional, além de incentivar a formação de novos pesquisadores

.
O tema do 20º Encontro é Subjetividades, utopias e fabulações, e os termos que o compõem foram escolhidos por conter indicadores capazes de agenciar tanto as manifestações artísticas quanto as narrativas que dialogam com a arte, sejam elas históricas, pedagógicas, curatoriais ou museológicas.

Mostra O Cinema Rock'n Roll. Filmes Brasileiros da Jovem Guarda aos Dias de Hoje

CCBB-RJ: Cinema Rock’n'Roll

Terça-feira, 27.09.2011, o CCBB Rio inaugura a mostra “O cinema rock’n’roll – filmes brasileiros da jovem guarda aos dias de hoje”, que vai traçar a evolução das sonoridades e das posturas do rock a partir de raridades da cinematografia brasileira dos últimos 50. Francisco de Paula, diretor do filme “Areias Escaldantes”, participa de debate com o público na quarta-feira [05.10.2011], às 19h:
A evolução das sonoridades e das posturas do rock a partir da cinematografia brasileira dos últimos 50 anos será apresenta ao público durante a mostra O cinema rock’n’roll – filmes brasileiros da jovem guarda aos dias de hoje, que inaugura dia 27 de setembro, terça-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Rio. Serão 19 longas-metragens exibidos em sessões regulares e também 4 curtas e videoclipes em sessões especiais, durante o horário do almoço. No dia 05 de outubro (quarta-feira), às 19h, o diretor do filme “Areias Escaldantes”, Francisco de Paula, participa de um debate com o público.
Regina Casé e Gilberto Gil em cena no filme Corações a Mil
Regina Casé e Gilberto Gil em cena no filme Corações a Mil
O rock revolucionou o comportamento jovem e a contaminação do gênero pelo mundo teve sua versão nacional na febre dos ídolos da jovem guarda. A presença de artistas nas fitas alavancava a venda de ingressos e os jovens lotavam as salas para ver seus ídolos, formando um novo público frequentador de cinema.
O cinema rock’n’roll – filmes brasileiros da jovem guarda aos dias de hoje apresenta preciosidades como “Minha Sogra é da Polícia”, que traz o trio formado por Roberto Carlos – na época com apenas 17 anos –, Erasmo Carlos e Carlos Imperial que aparecem como banda de apoio para o astro Cauby Peixoto durante uma apresentação de Let’s rock. Será possível conferir ainda a atuação de Gilberto Gil em “Corações a mil”, e de Baby Consuelo adolescente em “Caveira My Friend”, cujo nome da personagem ela levou para o resto de sua carreira musical.
Ainda na perspectiva de filmes raros, um dos destaques da programação será a exibição “Geração Bendita”. Lançado em 1971, o longa-metragem foi rodado em Nova Friburgo, em uma comunidade hippie que de fato existiu e foi proclamado como o “primeiro filme hippie brasileiro”. Recuperado em 2002, o filme teve trilha sonora da banda Spectrum – cujo disco em vinil é um dos mais cultuados e caros no mundo inteiro.
Cauby Peixoto (primeiro plano) e banda de figuração formada por Carlos Imperial, Erasmo Carlos e Roberto Carlos (ao fundo)
Cauby Peixoto (primeiro plano) e banda de figuração formada por Carlos Imperial, Erasmo Carlos e Roberto Carlos (ao fundo)
A mostra do CCBB vai traçar a evolução do rock de forma cronológica a partir de sua inclusão nas chanchadas – quando Carlos Manga, em 1957, dirige “De Vento em Popa” – até os filmes pós-retomada dos anos de 1990, como “Baile Perfumado”, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, sem esquecer a tendência saudosista com a qual o rock é tratado no início do século XXI em “Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll”.
Para ilustrar o caminho percorrido pela evolução do rock nas telonas, serão exibidos filmes como “Juventude e Ternura”, estrelado por Wanderléa, “Meteorango Kid”, de André Luiz Oliveira e “Abismu” de Rogério Sganzerla, lançados nas décadas de 1960 e 1970. Os longas-metragens que marcaram a geração dos anos de 1980 também fazem parte da programação, com apresentações do Barão Vermelho, em “Bete Balanço”, e dos Titãs em “Areias Escaldantes”.
Sessões com videoclipes retratarão ainda o estilo que melhor traduz a geração dos anos 1990, tendo como cume a estréia da MTV Brasil. A mostra O cinema rock’n’roll – filmes brasileiros da jovem guarda aos dias de hoje tem curadoria de Barbara Kahane e fica em cartaz até 6 de outubro.
O cinema rock’n’roll – filmes brasileiros da jovem guarda aos dias de hoje
De 27 de setembro a 06 de outubro de 2011
19 longas-metragens / 4 curtas-metragens / vídeoclipes
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Cinema I: capacidade 102 lugares
Ingressos: Grátis.
É necessário retirar as senhas 30 minutos antes de cada sessão.
Informações: (21) 3808-2020 / www.bb.com.br/cultura / www.twitter.com/ccbb_rj

domingo, 25 de setembro de 2011

HOMENAGEM

MAIS UM DIA NO SAMBA



Sambistas de paixão

Sambistas de luta
Sambistas de tempo

Muito tempo

Tempo que não para
Mas que enquanto Homem
Cansado não pode estar

Mas se há cansaso
Basta um ritmo
Um batuque

E para o sambista
A sonolência se transforma
Em passo e compasso

Num samba
Novo ou velho

Samba

Samba de sambista
Natural de puro instinto
De ginga e sonho
Da realidade que não o nega

Que não nega o negô
Que negô não nega
Que na cor vibra o sngue
De ginga e sonho!!!





Em O que é o samba? eu tinha sugerido que existe um diálogo que percorre algumas letras de samba, em que uma pergunta tardia (o que é o samba?) teria vindo preencher essa lacuna das “respostas” que já existiam. Mas tais sambas eram respostas para uma pergunta assim tão pontual e que parece uma questão de prova de quinta série? Sim e não. Não na dobradinha automática pergunta-resposta, mas eram, sim, respostas para uma discussão que se fazia na cultura em que, em face a uma resistência à cultura do samba há coisa de mais ou menos um século, século e meio atrás, o samba, na voz de seus poetas, precisava se autoafirmar.
Desde o Pra Que Discutir Com A Madame (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida) ou antes, que o samba vem batendo boca por aí, vem discutindo com a fidalguia de sucessivas gerações para impor seu valor. É muito curioso perceber em algumas letras como esse movimento na cultura do samba não passou sem se fazer notar. Houve, sim, uma necessidade de autoafirmação, pois, como se sabe, havia no Brasil lusitano um apego a uma ideia de nobreza aristocrática, e que se torcia no nariz para as manifestações do Brasil que estava ficando brasileiro. Essa mania de nobreza deixou resquícios muito fortes que aparecem até meados do século passado e não desapareceram completamente.
É do grande Ary Barroso o sintagma “Brasil brasileiro” (em Aquarela Do Brasil) que não tem absolutamente nada de redundante; é na verdade a afirmação do reconhecimento da cultura local ante à cultura do Brasil lusitano. E Ary ganhou o apelido, em um LP em sua homenagem, de “o mais brasileiro dos brasileiros”, porque, sendo um excelente compositor de orquestra e que podia ter querido cumprir uma carreira de compositor de música mais europeia (erudita), como fizeram Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos, Ary preferiu fazer música brasileira (popular) que se autoafirma tematicamente. Algumas dessas canções de Ary Barroso não são exatamente sambas, em termos de estrutura rítmica ou melódica (as versões posteriores podem até ser), mas pela sua temática acaba sendo citada nos compêndios como “samba exaltação”, coisa com a qual eu concordo absolutamente
Nesse sentido, os primeiros e os segundos sambas precisavam impor-se ante a cultura aristocrática (portuguesa, mas que achava mais chique parecer francesa) e que, como eu disse acima, torcia o nariz para essa coisa de batucada, samba, violão, pandeiro, e etc. A canção de Barbosa e Almeida diz:
“Madame diz que a raça não melhora / que a vida piora por causa do samba /madame diz que samba tem pecado / que o samba coitado devia acabar / madame diz que o samba tem cachaça /mistura de raça, mistura de cor / madame diz que o samba é democrata / é música barata sem nenhum valor.”
O poeta dá voz ao discurso da madame, até o momento que retoma a palavra e faz sua autoafirmação quando diz: “o samba brasileiro é democrata / brasileiro na batata é que tem valor”. É cabível ressaltar que o adjetivo “democrata”, quando na voz da madame, tem um aspecto negativo (ela não gosta de povo, de manifestações democráticas), e na voz do próprio poeta, na parte da autoafirmação, tem um valor positivo. E, como prevê o nome da canção, pergunta-se, “pra que discutir com a madame?”, pois esse bate-boca parece que não vai levar a nada. Sem propor uma resposta específica para essa pergunta, a canção por outro lado evidencia que a discussão de fato existia: havia uma parte do Brasil que não queria se assumir brasileira, porque era “ex-nobre”.
Na verdade, ser sambista nunca foi navegar em mar calmo. O samba já nasceu de um conflito étnico e sócio-cultural: a grosso modo, a canção portuguesa, que era de “bom tom”, e os batuques africanos, que nem tom tinham. É possível imaginar o tamanho do preconceito que havia por parte da fidalguia que descendia de portugueses, principalmente, em relação a uma cultura brasileira, negra e popular, de samba e de batuque. Estamos falando da música do final do século XIX e início do século XX, quando a república que havia sucedido a monarquia era ainda muito recente, em termos históricos, assim como o fim da escravidão, no papel, fora assinado havia apenas um ano antes da Proclamação da República.
Algumas décadas mais tarde, no que parecia que o samba já estaria se firmando no cenário cultural brasileiro num patamar de honra, outras influências, agora não mais européias, vieram lhe desestabilizar o trono duramente conquistado. A era da acensão econômica dos EUA, que investiu na Segunda Guerra Mundial e lucrou, tornou seu cinema e sua música populares e passou a divulgar, através destas manifestações artísticas, o American way of life. É curioso que também os Estados Unidos procuravam afirmar sua cultura e identidade e tinham uns conflitos internos muito similares aos brasileiros. Antes dos EUA se tornarem potência econômica, militar e imperialista, por breves décadas, fomos nações irmãs (na época da Guerra Fria viramos o “primo pobre”). E o samba sofreu com a influência americana, como também se pode observar em algumas de suas letras.
Em Agoniza Mas Não Morre, de Nelson Sargento, fala-se justamente desse “abalar de estruturas” que sofria volta e meia o samba. Diz o poeta: “samba; negro, forte, destemido / foi duramente perseguido / na esquina, no botequim, no terreiro / samba; inocente, pé no chão / a fidalguia do salão / te abraçou, te envolveu / mudaram toda a tua estrutura / te impuseram outra cultura / e você não percebeu”. O samba de Nelson Sargento tem eco na inspiradíssima Influência Do Jazz, de Carlos Lyra (“pobre samba meu, foi se misturando, se modernizando e se perdeu”). Claro, é importante lembrar que Carlos Lyra, para bem ou para mal (para bem, na minha opinião) já é da turma que “corrompeu” o samba de raiz, ainda que o fizesse com a mais sofisticada autoironia gerando algo muito bom.
A tal da influência americana teve efeitos contundentes, e é a ela que se atribui o surgimento da bossa nova, na mistura do ritmo do samba com harmonia do jazz. A partir desse novo movimento, a letra de samba que contém algo de autoafirmação persiste, só que agora não mais ante uma pretensiosa ex-aristocracia ultrapassada, mas ante ao que era americano, moderno e cult. Entretanto, embora os sambas originais ainda estivessem sendo feitos, muitas das letras que embarcaram nesse novo movimento de autoafirmação não são rigorosamente sambas.
Tem-se, por exemplo, a bossa Só Danço Samba, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes: “só danço samba, só danço samba, vai”, e que estabelece oposição a ritmos estrangeiros “já dancei o twist até demais, mas não sei, me cansei do calypso ao tcha-tcha-tchá”; a Chiclete Com Banana, composta pelo sambista Gordurinha e popularizada na versão tropicalista de Gilberto Gil: “só ponho be bop no meu samba / quando o Tio Sam pegar no tamborim / quando ele pegar no pandeiro e no zabumba / quando ele entender que o samba não é rumba”; o samba mesmo Brasil Pandeiro, de Assis Valente: “eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar / o Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada (...) na Casa Branca já dançou a batucada de io-iô, ia-iá (...) há quem sambe diferente / outras terras, outra gente / um batuque de matar”, que nos chegou na voz de Baby Consuelo, com os Novos Baianos.
Claro, tudo isso sem nunca esquecer de Carmem Miranda e Zé Carioca (que eu acho que não comentaria muito bem, já que o meu negócio é falar de letras de música, mas vou me arriscar a dizer uma bobagenzinha), que foi uma espécie de “troca” injusta, especialidade dos americanos desde então. Nós demos a pequena notável, uma brasileira meio portuguesa pra servir, bem ou mal dizendo, como um tótem vivo do que se pensava ser a brasilidade, mas que era, enfim, uma mulher de carne e osso. E recebemos em retorno um papagaio malandro de desenho animado. Antes nos tivessem dado a Jessica Rabbit...
Todas esses conflitos e a necessidade de autoafirmação do samba e do sambista ecoam por aí em diversas letras de samba. Na canção 14 Anos, de Paulinho da Viola, fala-se exatamente do que foi o status do sambista há algum tempo: “mas a minha aspiração / era ter um violão para me tornar sambista / mas o meu pai me falou / sambista não tem valor / nessa terra de doutor (...) o meu pai tinha razão”. Em Eu Sambo Mesmo, de Janet de Almeida, faz-se referência aos que talvez rejeitassem o estilo musical, e a canção cumpre seu papel de fazer autoafirmação dizendo que estes, no fundo, queriam estar sambando: “a minoria diz que não gosta, mas gosta / e sofre muito quando vê alguém sambar / faz força, se domina, finge não estar / tomadinho pelo samba, louco pra sambar”.
Tudo isso aconteceu até o ponto em que o samba pareceu dar-se alta da terapia, isto é, sem exprimir tanto a necessidade de se autoafirmar perante quem aparentemente o ameaça, mas sem nunca perder o cacoete da autoafirmação. Nesse sentido há umas letras de samba onde se nota isso, como em Só O Samba Me Domina, de Chico Silva: “não há ninguém no mundo / que me faça perder a cabeça / só o samba me domina / por incrível que pareça”; Tem Mais Samba, de Chico Buarque: “vem que passa o teu sofrer / se todo mundo sambasse / seria tão fácil viver”; e a A Força do Samba, de Luiz Grande: “o tempo vai passando / e o samba vai seguindo / o povo está feliz cantado, sambando e sorrindo / a assim vamos nós / tirando esse som / que de dentro do peito nos sai / o samba balança mas não cai”, entre muitos outros exemplos possíveis. Ironicamente, parece que os sambas que estavam efetivamente marcando seu espaço é que tiveram mais força. Força ao samba de hoje e sempre!