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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Artigos: Teorias da Aprendizagem


A história da aprendizagem como atividade humana remonta à própria origem de nossa espécie. Desde a antiguidade, filósofos e pensadores preocuparam-se com os fatos da aprendizagem do tipo verbal ou ideativo. Daí a razão por que as primeiras teorias se confundiram com as explicações dos processos lógicos e com as teorias do conhecimento.
A noção de aprender se confundia com a ação de captar idéias, fixar seus nomes, retê-los e evocá-los. Podemos citar Sócrates, Platão e Aristóteles como alguns filósofos que discorreram sobre as primeiras concepções da aprendizagem.
Para Sócrates, o conhecimento preexiste no espírito do homem e a aprendizagem consiste no despertar esses conhecimentos inatos e adormecidos.
Platão formulou uma teoria dualista que separava o corpo (ou coisa) da alma (ou idéias), sendo que a alma está sujeita à metempsicose e guarda a lembrança das idéias contempladas na encarnação anterior que, pela percepção, voltam à consciência. Assim, a aprendizagem nada mais é do que uma reminiscência.

Já Aristóteles apresenta um ponto de vista definidamente científico. Ensina que todo conhecimento começa pelos sentidos, rejeitando a preexistência das idéias em nosso espírito. Lançou, portanto, o fundamento para o ensino intuitivo. Utilizou o método dedutivo,característico de seu sistema lógico e o método indutivo, aplicando-o em suas observações, experiências e hipóteses.
No entanto, a aprendizagem como atividade socialmente organizada é mais recente. As mudanças mais notáveis na cultura da aprendizagem se devem a uma nova revolução: a tecnologia da escrita.
A crise da concepção tradicional da aprendizagem, baseada na apropriação e reprodução memorística dos conhecimentos e hábitos culturais, deve-se não tanto ao impulso da pesquisa científica e das novas teorias psicológicas - como a conjunção de diversas mudanças sociais, tecnológicas e culturais, a partir das quais esta imagem tradicional da aprendizagem sofre uma deteriorização progressiva -, mas também se deve ao desajuste crescente entre o que a sociedade pretende que seus cidadãos aprendam e os processos que ela põe em marcha para consegui-lo.
A nova cultura da aprendizagem, própria das modernas sociedades industriais, se define por uma educação generalizada, por uma formação permanente e massiva, por uma saturação de informações produzidas pelos novos sistemas de comunicação e conservação de informação e por um conhecimento descentralizado e diversificado. Em nossa cultura da aprendizagem, a distância entre o que deveríamos aprender e o que finalmente conseguimos aprender é cada vez maior.
O desenvolvimento humano é um processo longo e gradual de mudanças. Neste processo, cada pessoa, à sua maneira e no seu tempo, dá sentido à sua vida. Presente, passado e futuro são demarcações individuais da existência. Somos capazes de descrever nossa vida cotidiana, relembrar nossa infância e enumerar nossos planos para o futuro. Quando tenta-se explicar relações, fenômenos ou processos da realidade apresenta-se argumentos que, para nós, fazem todo o sentido. Construímos e defendemos nossa própria "teoria", baseada em nossas observações, em nossas experiências, em nossos valores, em nossas suposições.
Do mesmo modo, a ciência procura descrever e explicar aspectos observados na realidade a partir da organização e sistematização de conceitos, proposições, dados e interpretações.
Portanto, os estudiosos do desenvolvimento humano também estão interessados na relação entre o tempo e a existência humana, procurando descrever e explicar as mudanças que ocorrem nos modos de pensar, sentir e agir ao longo da vida.


Jean Piaget: Estágios do Desenvolvimento Humano

Jean Piaget conduziu uma série de investigações sobre o desenvolvimento do pensamento, abrangendo o período compreendido desde o nascimento até aadolescência. Com base nessas investigações, elaborou a teoria do desenvolvimento cognitivo ou intelectual. Para Piaget, a tomada de consciência da criança se dá em termos lógicos e não em termos de qualquer tipo de atividade mental, sua ou de outros.
A relação existente entre a formação de pensamento e a aquisição da linguagem, na visão piagetiana, configura-se de caráter apenas correlacional, sendo o pensamento constituído por um processo bem mais amplo que remete ao desenvolvimento da função simbólica. Desse modo, na concepção piagetiana defende-se que a maneira como a criança faz uso da linguagem exprime o tipo de lógica que caracteriza seu pensamento.
A linguagem da criança preenche outras funções além da comunicação. Ela pode, por exemplo, durante seu desenvolvimento, ser duplamente categorizada, ou seja, pode ser apreendida enquanto uma linguagem 'egocêntrica' ou enquanto uma linguagem 'socializada'.
Fases do desenvolvimento humano segundo Piaget:
Período Sensório-Motor (0 a 2 anos)
  • Aprendizagem da coordenação motora elementar;
  • Aquisição da linguagem até a construção de frases simples;
  • Desenvolvimento da percepção;
  • Noção de permanência do objeto;
  • Preferências afetivas;
  • Início da compreensão de regras;
Período Pré-Operatório (2 a 7 anos)
  • Domínio da linguagem;
  • Animismo, finalismo e antropocentrismo/egocentrismo, isto é, os objetos são percebidos como tendo intenções de afetar a vida da criança e dos outros seres humanos;
  • Brincadeiras individualizadas, limitação em se colocar no lugar dos outros;
  • Possibilidade da moral da obediência, isto é, que o certo e o errado é aquilo que dizem os adultos;
  • Coordenação motora fina;
Período das Operações Concretas (7 a 11 ou 12 anos)
  • Início da capacidade de utilizar a lógica;
  • Número, conservação de massa e noção de volume;
  • Operações matemáticas, gramática, capacidade de compreender e se lembrar de fatos históricos e geográficos;
  • Auto-análise, possibilidade de compreensão dos próprios erros;
  • Planejamento das ações;
  • Compreensão do ponto-de-vista e necessidades dos outros;
  • Coordenação de atividades, jogos em equipe, formação de turmas de amigos (no
  • início de ambos os sexos, no fim do período mais concentrada no mesmo sexo);
  • Julgamento moral próprio que considera as intenções e não só o resultado;
  • Período das Operações Formais (11-12 anos em adiante)
  • Abstração matemática (x, raiz quadrada, infinito);
  • Formação de conceitos abstratos (liberdade, justiça);
  • Criatividade para trabalhar com hipóteses impossíveis ou irreais;
  • Reflexão existencial;
  • Crítica dos valores morais e sociais;
  • Moral própria baseada na moral do grupo de amigos;
  • Experiência de coisas novas, estimuladas pelo grupo de amigos;
  • Desenvolvimento da sexualidade.


Lev Vygotsky: A Teoria do Desenvolvimento Cognitivo

Para Vygotsky, afirmações como essas estão associadas a diferenças históricas e culturais que influenciam o modo como as pessoas, em diferentes sociedades,
As pessoas agem, interpretam e representem o mundo. Vygotsky é conhecido como "sociointeracionista", pois concebe que o ser humano constitui-se nas relações sociais que ocorrem em um determinado contexto histórico-cultural. Sua premissa tem como referencial filosófico o materialismo dialético que pressupõe o estudo histórico dos processos de mudança a partir da análise e reconstrução das relações dinâmicas contextuais e processuais da realidade.
Para tanto, Vygotsky postulou que a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem de ser biológico em ser humano.
O desenvolvimento psicológico de um indivíduo respeitará a história de sua história, espécie, isto é, a filogênese, que define os limites e as possibilidades das características do corpo humano, das condições de funcionamento psicológico e da plasticidade cerebral.
Portanto, conclui-se que Piaget, em seus estudos deu ênfase ao caráter construtivo, ou seja, das construções realizadas pelo sujeito. Já Vigotsky, aos processos de trocas, de interação do sujeito com seu meio, principalmente seu meio social e cultural.


REFERÊNCIAS
WRUCK. Dianne Françoise, OLIVEIRA. Germani de. Fernanda. Desenvolvimento e Aprendizagem na Escola. Blumenau. Edifurb; Gaspar, ASSEVALI Educacional 2008.
PIAGET. Jean. A Construção do Real na Criança. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 360 p.

Dia da Justiça no Palácio da Justiça


Ruy Barbosa e Deusa Têmis guiam visita especial pelo Antigo Palácio da Justiça, dia 8/12

O tour, que faz parte do programa Por dentro do Palácio, promovido pelo CCPJ-Rio, comemora o Dia da Justiça

Conhecer o Antigo Palácio da Justiça pode ser um passeio ainda mais interessante e divertido quando os guiam se tratam de personagens históricos e mitológicos. No dia 8 de dezembro, quando se comemora o Dia da Justiça, o grande jurista Ruy Barbosa, interpretado por Eduardo Diaz, e Têmis, a deusa grega protetora das leis e dos juramentos, interpretada por Dulce Penna de Miranda, comandam uma visita guiada mais do que especial, promovida peloCentro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. O tour integra o programa Por dentro do Palácio e tem entrada gratuita e classificação livre.

O passeio começa nas escadarias do Antigo Palácio da Justiça, onde o intelectual e a deusa recebem os visitantes. Após uma breve contextualização, os guias os levam para escadaria lateral de acesso ao Salão dos Passos Perdidos. Com o nome oficial de Salão dos Bustos, o espaço ficou conhecido dessa forma por ser o local onde advogados, familiares, jornalistas e curiosos se reuniam durante os intervalos dos julgamentos.

No segundo pavimento, a visita segue pelo suntuoso salão histórico do Primeiro Tribunal do Júri, local preferido das crianças, onde elas podem conhecer o funcionamento de um júri, sentar-se nas cadeiras dos jurados, do réu e até mesmo na do juiz.

Seguindo para o terceiro andar, são visitadas a Câmara Isolada, sala de sessão onde os desembargadores se reuniam para o julgamento em colegiado dos processos em segunda instância; e o Tribunal Pleno, local onde se reuniam os desembargadores, por ocasião das sessões do mais alto órgão do Poder Judiciário. O plenário recebeu eventos marcantes da vida Judiciária e política do país, sendo o mais importante deles a promulgação do Código Penal Brasileiro, em 1940, com a presença do então Presidente da República Getúlio Vargas.

O passeio é encerrado no térreo, quando o público para conhece o Pátio Interno do Palácio e as dependências do CCPJ-Rio, com uma passagem pela Sala de Acervo de Figurinos e a Sala Multiuso, onde são realizadas diversas atividades, como espetáculos teatrais, musicais, exibições de filmes, cursos, entre outros.


Por dentro do Palácio
Considerado um marco de sucesso na programação do CCPJ-Rio, o programa "Por dentro do Palácio" teve início em janeiro de 2011. Em sua primeira versão, os visitantes eram guiados pelo personagem Ruy Barbosa. O tour com a deusa Têmis teve sua estreia em março desse ano. Para Sílvia Monte, diretora do CCPJ-Rio e idealizadora do programa, o projeto tem cumprido seu objetivo original: estimular que o cidadão visite o Antigo Palácio da Justiça para conhecer, de forma lúdica e descontraída, um pouco da memória e do funcionamento do Judiciário.


Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio)
Braço cultural do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o CCPJ-Rio iniciou suas atividades em novembro de 2010, na ocasião da reabertura do Antigo Palácio da Justiça, construído em 1926 para instalar a Corte de Apelação do então Distrito Federal. Desde então, o CCPJ-Rio tem oferecido à população programação gratuita, rica e diversificada, com o compromisso de criar e estimular programas especiais que, aos poucos, formem a identidade de um Centro Cultural promovido pela e na Casa da Justiça. Consolidando, assim, a sua missão: privilegiar o conhecimento e a arte como condições essenciais ao pleno exercício da cidadania.


POR DENTRO DO PALÁCIO
Visita guiada teatralizada pelo Antigo Palácio da Justiça

Ficha Técnica - Ruy Barbosa
Ruy Barbosa por Eduardo Diaz
Texto e direção: Rafael Ribeiro
Figurino: Daniela Garcia Christino
Caracterização: Ateliê Vavá Torres
Criação e produção: CCPJ-Rio

Ficha técnica - Deusa Têmis
Deusa Têmis por Dulce Penna de Miranda
Texto e direção: Claudio Castro Filho
Figurino: Espetacular Produções & Artes
Adereços: Claudia Taylor
Caracterização: Ateliê Vavá Torres
Criação e produção: CCPJ-Rio


Serviço:
Local: Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro - Antigo Palácio da Justiça
Site: http://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/institucional/centrocultural
Endereço: Rua Dom Manuel, 29, Centro - Rio de Janeiro - RJ
Datas: 08/12 (sábado)
Horário: 16 horas
Distribuição de senhas no local: 15 min antes do início da visita
Número de visitantes por sessão: 40
Duração da visita: 60 min
Recomendação etária: livre
Telefones para informações e agendamento: (21) 3133-3368
Entrada gratuita

Mesa-Redonda "A Língua Portuguesa e sua Expansão Pelo Mundo"



ABL realiza mesa-redonda sobre o tema “A língua portuguesa e sua expansão no mundo”, com o Acadêmico, filólogo e lexicólogo Evanildo Bechara

Academia Brasileira de Letras realiza mesa-redonda sobre o tema “A língua portuguesa e sua expansão no mundo”, com o Acadêmico, filólogo e lexicólogo Evanildo Bechara. O evento, programado para o dia 04 de dezembro, terça-feira, às 16 horas, na Sala José de Alencar, na sede da Academia, à Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro, contará ainda com a participação da professora Sonia Netto Salomão, da Universidade de Roma “La Sapienza”. Entrada franca.
A mesa-redonda acontecerá poucos dias antes de entrar em vigor, no dia 1º de janeiro do ano que vem, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A data foi estabelecida pelo Decreto nº 6583, de 29 de setembro de 2008. Segundo o Acadêmico Evanildo Bechara, “muito antes do prazo, o acordo já se achava completamente adotado entre nós, graças ao apoio decisivo da maior parte da imprensa, das autoridades de ensino do país, e do magistério de todos os graus, ressalvadas poucas resistências de pequeno grupo de especialistas, escritores, de educadores e de jornalistas contrários a mudanças de hábitos ortográficos”.
Saiba mais
Quinto ocupante da Cadeira da nº 33 da ABL, eleito em 11 de dezembro de 2000, Evanildo Bechara, nascido no Recife em 1928, é professor titular e emérito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), atua nos cursos de pós-graduação e de aperfeiçoamento para professores universitários e de ensino médio e fundamental. É também membro da Academia Brasileira de Filologia, Sócio Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra. Representa a ABL para a adoção e consolidação do Acordo Ortográfico.
Entre centenas de artigos, comunicações a congressos nacionais e internacionais, Bechara escreveu livros que já se tornaram clássicos pelas suas sucessivas edições. Foi eleito por um colegiado de educadores do Rio de Janeiro, com apoio da Folha Dirigida, uma das dez personalidades educacionais de 2004 e 2005. A convite da Nova Fronteira, integra o Conselho Editorial dos diversos volumes do Dicionário Caldas Aulete. Em 2005, foi nomeado membro do Conselho Estadual de Leitura do Rio de Janeiro e da Comissão para a Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa, iniciativa do Ministério da Educação.
Sonia Netto Salomão é titular da Cátedra de Língua, tradução e cultura portuguesa e brasileira na Universidade de Roma “La Sapienza”. É Doutora em Teoria da Literatura, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ensinou nos cursos de graduação e pós-graduação, de 1980 a 1992, e possui pós doutorado em Semiótica e História Literária, pela universidade “La Sapienza” de Roma. Nas suas pesquisas tem-se dedicado sobretudo à recuperação e à interpretação da memória artístico literária portuguesa e brasileira através da história das instituições e do estudo em chave filológica e lingüístico literária de textos dispersos em bibliotecas e arquivos.
Algumas publicações: Censores de pincenè e gravata: dois momentos da censura teatral no Brasil, Codecri, Rio de Janeiro, 1981; Tradição e invenção: a semiótica literária italiana, Ática, São Paulo, 1993; A. Vieira, Sermão da Sexagésima, com uma rara versão italiana de 1668, edição, introdução e notas, Senado Federal, Brasília, 1997; A. Vieira, Sermões italianos, edição, introdução e notas, Sette Città, Viterbo, 1998; A. Vieira, As lágrimas de Heráclito, edição, introdução e notas, Ed. 34, São Paulo, 2001; Da palavra ao texto, estudos linguísticos, filológicos, literários, Sette Città, Viterbo, 2004; Machado de Assis: dal “Morro do Livramento” alla Città delle Lettere, Viterbo, Sette Città, 2006.

Seminário Brasil, brasis "A Palavra Cantada de Manuel Bandeira"




Seminário “Brasil, brasis” de novembro debateu na ABL o tema “Jogos e educação: presente e futuro”

"Jogos e educação: presente e futuro" foi o tema do  debate do Seminário Brasil, brasis daAcademia Brasileira de Letras. A coordenação foi do Acadêmico Domício Proença Filho, Primeiro-Secretário da ABL. Os participantes foram os professores Suely Druck e João Mattar. O evento aconteceu no dia 29 de novembro, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., 280 lugares, na sede da  ABL, na Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. A
O Seminário Brasil, brasis, com entrada franca e transmissão ao vivo pelo Portal da ABL, tem patrocínio do Bradesco.
Saiba mais
Suely Druck é graduada em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Matemática pela Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, doutora em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com pós-doutorado pela Université de Paris XI. Professora Visitante por diversas vezes na Université Paul Sabatier, Toulouse, França. Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal Fluminense por quatro anos.
Presidente da Sociedade Brasileira de Matemática por dois mandatos, quando criou a Bienal da SBM, evento dedicado exclusivamente ao ensino da Matemática. Mentora das Olimpíadas Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), implementou o projeto em todo país e foi sua Diretora Acadêmica por sete anos. Foi membro da Diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, assim como do Scientific Planning Groups - International Council for Science –Latin America& Caribbean que elaborou proposta para o ensino da Matemática para América Latina e Caribe. Atualmente é Professora Associada 2 da Universidade Federal Fluminense. Condecorada com a Ordem Nacional do Mérito Científico em 2009 pelo Governo Brasileiro.
João Mattar é Bacharel em Filosofia (PUC-SP) e Letras – Português, Francês e Inglês (USP), com Especialização em Administração (FGV-SP), Mestrado em Tecnologia Educacional (Boise State University), Doutorado em Letras (USP) e Pós-Doutorado (Stanford University), onde foi visiting scholar (1998-1999). É autor de diversos livros, dentre os quais: Filosofia e Ética na Administração (Saraiva), Metodologia Científica na Era da Informática (Saraiva), ABC da EaD: a educação a distância hoje (Pearson), Filosofia da Computação e da Informação (LCTE), Games em Educação: como os nativos digitais aprendem (Pearson), Introdução à Filosofia (Pearson), Guia de Educação a Distância (Cengage Learning) e Tutoria e Interação em Educação a Distância(Cengage Learning). É professor da Universidade Anhembi Morumbi e pesquisador e orientador de Doutorado no TIDD – Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (PUC-SP).

Ciclo de Conferências "Épicos Brasileiros da Contemporaneidade"



Ciclo de conferências da ABL debate o tema “Épicos brasileiros da contemporaneidade”, com o professor Anazildo Vasconcelos da Silva

O Ciclo de conferências “A epopeia revitalizada”, da Academia Brasileira de Letras, debaterá o tema “Épicos brasileiros da contemporaneidade”, a ser proferida pelo professor Anazildo Vasconcelos da Silva. A coordenação é do Acadêmico e poeta Carlos Nejar. O evento está programado para o dia 04 de dezembro, terça-feira, 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., 280 lugares, na sede da Academia, na Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro.
O ciclo terá ainda mais uma palestra: dia 11 de dezembro, "Dos cavalos da Inconfidência: a voz antiépica de Cecília Meireles", com o Acadêmico e poeta Antonio Carlos Secchin.
Os Ciclos de Conferências da ABL, com entrada franca e transmissão ao vivo pelo Portal, têm patrocínio da Petrobras.
Saiba mais
Anazildo Vasconcelos da Silva é doutor em Letras e professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além de professor titular de Literatura Brasileira da Universidade Veiga de Almeida, atuou também nos Estados Unidos, como professor visitante, nas Universidades do Arizona, do Novo México e de Illinois. Desenvolveu na UFRJ, durante os trinta anos de ensino nos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Letras, um projeto de pesquisa na área de Semiologia, sobre a criação e os gêneros literários, de que resultaram as Semiotizações literárias do discurso (a ficcional, a lírica, a épica, a ensaística e a retórica), que, reunidas, compõem uma Semiótica Literária.
A Semiotização épica do discurso, publicada em artigo em 1980 e em livro em 1984, teoria épica do discurso que resgata a perspectiva crítico evolutiva da épica ocidental, de Homero ao Pós-modernismo, divulgada em cursos de pós-graduação de Universidades do Brasil e do exterior, em congressos nacionais e internacionais, foi o suporte teórico que possibilitou o resgate crítico da epopeia.
A Formação épica da literatura brasileira, publicada em 1987, é a primeira obra que formula o percurso da épica brasileira no processo de formação da literatura brasileira, das origens ao pós-modernismo, serviu de suporte teórico para dezenas de dissertações e teses na UFRJ e outras universidades brasileiras e estrangeiras.

Mostra Benjamin de Oliveira


HERÓIS NEGROS NO MÊS DE DEZEMBRO

Estreia de Zumbi e reapresentação de Galanga, Chico Rei marcam o segundo mês da Mostra Benjamin de Oliveira

De 13 a 15 de dezembro, quinta-feira a sábado, às 20h, e no dia 16 de dezembro, domingo, às 19h, a Funarte MG recebe a estreia belo-horizontina de Zumbi. O espetáculo, que já passou pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, é baseado no antológico Arena conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, e conta com direção de João das Neves e direção musical de Titane. Com músicas de Edu Lobo, o espetáculo que estreou em 1965, no Teatro Arena de São Paulo, em plena ditadura militar, narra a história de luta e resistência dos quilombolas de Palmares. Considerado o primeiro musical autenticamente brasileiro, foi nele que Boal também colocou em prática, pela primeira vez, o chamado “sistema curinga”, por ele criado. Pelo sistema, a noção de ator principal desaparece, já que os protagonistas são representados por diversos artistas na mesma encenação.

Para a montagem do espetáculo Zumbi, produzida pelo Instituto Augusto Boal, João das Neves escolheu um elenco negro formado por dez atores-cantores de Belo Horizonte. Eles se revezam no desempenho das pequenas cenas focadas sobre os pontos fortes da trama, deixando a um ator coringa a função de fazer as interligações entre os fatos, pessoas e processos. O emprego da música ajuda as passagens de cena, acrescentando tons líricos de grande efeito. Os arranjos são assinados por Titane, Alysson Salvador e Gilvan de Oliveira.

A Mostra Benjamin de Oliveira também traz para o mês de dezembro outra peça dirigida por João das Neves, com Maurício Tizumba no papel principal: Galanga, Chico Rei. De 20 a 22 de dezembro, quinta-feira a sábado, às 20h, e no dia 23 de dezembro, domingo, às 19h, o público poderá conferir a incrível história da vida de Chico, rei de uma tribo do Congo, que é trazido como escravo para o Brasil e torna-se herói, libertando diversos negros da escravidão. Os textos e músicas são de Paulo César Pinheiro.

DANÇAS, CRIANÇAS E ARTUROS

A extensa programação para o último mês do ano também inclui os espetáculos de dança Faça algum barulho, da Rui Moreira Cia. de Danças (1º de dezembro, sábado, às 20h), Africar, do grupo Código Movimento (2 de dezembro, domingo, às 19h), Mulheres de Baobá, da Companhia Baobá de Dança (6 de dezembro, quinta-feira, às 20h) e a instalação coreográfica Ela vestida, da Cia Suspensa (9 de dezembro, domingo, às 19h). A criançada será contemplada com o espetáculoA Arca de Vinícius, no dia 8 de dezembro, sábado, às 20h, no qual a cantora e atriz Ana Cristina interpreta canções de Vinícius de Moraes.

O Grupo Teatral Filhos de Zambi, da centenária Comunidade dos Arturos, apresenta no dia 7 de dezembro, sexta-feira, às 20h, o espetáculo Abolição, um novo olhar, que tem dramaturgia de Cida Falabella e direção de Carlos Henrique e Epaminondas Reis. Em parceria com o Grupo Trama, a peça é uma releitura do processo da abolição da escravatura e suas consequências na sociedade brasileira, por meio do olhar dos jovens e das tradições culturais dos Arturos.

Todos os espetáculos serão apresentados na Funarte MG (Rua Januária, 68, Floresta) e custam 10 reais (inteira) e 5 reais (meia-entrada), com exceção do espetáculo infantil que será gratuito.

MOSTRA BENJAMIN DE OLIVEIRA

Idealizada pela Cia. Burlantins, companhia teatral que tem à sua frente o cantor e compositor Maurício Tizumba, a mostra tem foco nas artes cênicas e prevê 77 dias de programação, sempre de quinta-feira a domingo. Ao todo, serão 21 espetáculos teatrais, de dança e de circo, entre apresentações para o público adulto e infantil.  A programação contempla ainda oficinas e atividades especiais para escolas públicas.

O nome da mostra já revela seu eixo temático. Benjamin de Oliveira, patrono da Burlantins desde a fundação do grupo, nasceu em 1870 e foi o primeiro palhaço negro do Brasil. É considerado o criador do circo-teatro brasileiro, gênero que levava para as ruas paródias de operetas, contos de fadas teatralizados e grandes clássicos da literatura. Nos entreatos, cantava lundus, chulas e modinhas em companhia de seu violão. Ao escolher o nome daquele que era conhecido como “Rei dos Palhaços”, a companhia reitera seu desejo de valorizar a riqueza cultural dos negros brasileiros. Os espetáculos e demais atividades trazem, portanto, a cultura afro como tema ou um elenco predominantemente negro. “Esses foram os critérios que nortearam a escolha dos grupos, mas somamos a isso a excelência dos trabalhos e dos profissionais envolvidos”, explica Maurício Tizumba, diretor artístico da mostra.

Concorrendo com outros seis projetos, a Mostra Benjamin de Oliveira foi contemplada pela Fundação Nacional de Artes - Funarte no Edital de Ocupação do Galpão 3 da Funarte MG 2012.


Serviço

MOSTRA BENJAMIN DE OLIVEIRA
Funarte MG (Rua Januária, 68, Floresta)  

1º de dezembro, sábado, às 20h: Faça algum barulho (Rui Moreira Cia. de Danças)
2 de dezembro, domingo, às 19h: Africar (Código Movimento)
6 de dezembro, quinta-feira, às 20h: Mulheres de Baobá (Companhia Baobá de Dança)
7 de dezembro, sexta-feira, às 20h: Abolição, um novo olhar (Grupo de Teatro Filhos de Zambi, Comunidade dos Arturos)
9 de dezembro, domingo, às 19h: Ela Vestida (Cia Suspensa)
13 a 15 de dezembro, quinta-feira a sábado, às 20h. Dia 16 de dezembro, domingo, às 19h: Zumbi
20 a 22 de dezembro, quinta-feira a sábado, às 20h. Dia 23 de dezembro, domingo, às 19h: Galanga, Chico Rei

R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia)
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo

Programação infantil gratuita:
8 de dezembro, sábado, às 16h: A Arca de Vinícius (Ana Cristina)

Informações:

Seminário "Sociedade dos Intérpretes e a Democratização da Cidade"


IAB - Instituto dos Advogados Brasileiros

 Seminário
Sociedade dos Intérpretes e a Democratização da Cidade

Dia 12/12/2012, Das 9h30min às 17h - Local: Plenário do IAB


Faça sua inscrição gratuita!



Programação

1ª Mesa | A Ocupação Urbana: a casa e a rua.  Horário: 9h30 às 12h30

Mediador: Joycemar Tejo | Membro da Comissão de Direitos Sociais do IAB

Palestrantes
Jorge Borges | Geógrafo e Assessor Técnico de Planejamento Urbano.
Lurdinha Lopes | Movimento Nacional de Luta pela Moradia - MNLM.
Maria de Fátima da Silva | Conselheira do CEDCA e Pamen Cheifa.
Márcia Gatto | Rede Rio Criança.

2ª Mesa | Sobre a Segurança Pública.  Horário: 14h às 17h

Mediadora: Margarida Prado | Membro da Comissão Permanente de Direitos Humanos do IAB

Palestrantes:
Fernanda Maria Vieira | Centro de Assessoria Popular Mariana-Criola.
Taiguara Souza | Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate a Tortura
José Carlos Brasileiro | Instituto de Consciência Negra Nelson Mandela.
Márcia Jacintho | Rede Contra a Violência.

Público-alvo:
Advogados, bem como todos os demais profissionais de carreira jurídica e estudantes de Direito. 

Concedidas 6 horas de estágio aos estudantes de Direito pela OAB/RJ

Local: Plenário do Instituto dos Advogados Brasileiros
Av. Marechal Câmara, 210 - 5º andar - Castelo -  Rio de Janeiro/RJ

Informações: www.iabnacional.org.br
(21)2252-4538 / 2509-4951

Vagas limitadas. Confirme logo sua participação!