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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

39ª Campanha de Popularização Teatro & Dança de Minas



Porque viver é estar presente. Viver é participar e construir a história, seja pessoal ou de um evento como a Campanha de Popularização Teatro & Dança que há 39 anos faz parte da vida cultural de Belo Horizonte. Viver é estar aberto às transformações, ao novo, às diferenças. É ter os pés na realidade, mas se alimentar dos sonhos. É realizar sonhos.
O convite Viva a Campanha partiu da percepção de que toda a cidade vive o evento durante os meses em que ele acontece. A cidade se agita. O pipoqueiro, nas portas dos teatros, vive a Campanha como todos nós, público, parceiros, imprensa. O motorista de táxi vive a Campanha transportando pessoas e vendo o movimento de cidadãos e turistas entre hotéis, teatros e restaurantes, assim como o artista que, ao final da apresentação, vê seu trabalho reconhecido.  O avô que leva seu neto, o adulto que freqüenta ou o jovem que assiste a um espetáculo e se transforma vivem a Campanha, assim como a bailarina que treina seu corpo para o movimento perfeito.
E viver a Campanha é isto: é participar, seja atuando ou se transformando nesses 60 dias em que a cidade muda sua rotina. É deixar-se contagiar pela arte e ir além. Mudar o cotidiano, imaginar-se, reconstruir-se. Para isto, são 156 espetáculos participantes e mais de 2100 apresentações. Cento e cinqüenta e seis possibilidades de você se emocionar, de refletir, de se divertir... Mais de duas mil e cem oportunidades para você viver, além das tarefas cotidianas.
A campanha resgata os grandes sucessos teatrais apresentados durante o ano, a preços promocionais. Estão previstos espetáculos em todos os teatros da cidade.
Informações Adicionais:
todos os teatros da cidade.
Telefone: 31 3272-7487 e 3201-4369
Email: sinparc@planetarium.com.br
Promoção: Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (SINPARC)
Realização: Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (SINPARC)

Artigos: Inteligência Múltiplas



Proposta, na década de 80, por Howard Gardner, psicólogo e pesquisador da Universidade Norte Americana de Harvard, nos Estados Unidos, a teoria das inteligências múltiplas, sustenta que cada indivíduo possui diversos tipos de inteligência ou dom, que também são produtos de processos mentais.
Gardner baseou sua teoria em muitas idéias diferentes, mas a principal delas sustenta que as pessoas manifestam as mais distintas habilidades - para compor uma música, construir um computador ou uma ponte, organizar uma campanha política, produzir um quadro, além de muitas outras e que todas essas atividades requerem algum tipo de inteligência, mas não necessariamente o mesmo tipo de inteligência.
Para Gardner, as pessoas possuem capacidades diferentes, das quais se valem para criar algo, resolver problemas e produzir bens sociais e culturais, dentro de seu contexto.
Gardner afirma que a inteligência é responsável por nossas habilidades para criar, resolver problemas e fazer projetos, em uma determinada cultura. Segundo ele cada indivíduo possui alguns tipos diferentes decapacidade, que caracterizam sua inteligência.
• A inteligência como habilidade para criar: como seres humanos, podemos inventar e descobrir. Sempre pensamos em fazer coisas de um modo novo, sob um ângulo diferente. Portanto, a capacidade criadora que nos move é uma característica própria da inteligência humana.
• A inteligência como habilidade para resolver problemas: muitas de nossas atividades cotidianas requerem tomadas de decisão, a busca dos melhores caminhos ou a superação de dificuldades. A resolução de problemas está presente em todos esses casos, e o que nos habilita a resolvê-los são nossas diferentes capacidades cognitivas.
• A inteligência como habilidade para contribuir em um contexto cultural: um indivíduo pode sercapaz de usar sua inteligência para criar e resolver problemas de acordo com seu contexto social.

As inteligências múltiplas e suas características

Considerando os resultados de longas pesquisas, Gardner identificou sete faculdades mentais, ou inteligências. A seguir cada uma das inteligências e suas características.

Inteligências Múltiplas

• Inteligência linguuística: se manifesta na habilidade para lidar criativamente com as palavras, em diferentes níveis de linguagem (semântica, sintaxe), tanto na expressão oral quanto na escrita (no caso de sociedades letradas). Particularmente notável em poetas e escritores, também é desenvolvida por oradores, jornalistas, publicitários e vendedores, por exemplo.
• Inteligência lógico-matemática: como diz o nome, é característica de pessoas que são boas em lógica, matemática e ciências. É a inteligência que determina a habilidade para o raciocínio lógico-dedutivo e para a compreensão de cadeias de raciocínios, bem como a capacidade de solucionar problemas envolvendo números e elementos matemáticos. É a competência mais diretamente associada ao pensamento científico e, portanto, à idéia tradicional de inteligência. Cientistas, advogados, físicos e matemáticos são exemplos de profissionais nos quais essa inteligência se destaca.
• Inteligência musical: envolve a capacidade de pensar em termos musicais, reconhecer temas melódicos, ver como eles são transformados, seguir esse tema no decorrer de um trabalho musical e, mais ainda, produzir música. É a inteligência que permite a alguém organizar sons de maneira criativa, a partir da discriminação de elementos como tons, timbres e temas. As pessoas que apresentam esse tipo de inteligência - como por exemplo muitos músicos famosos da música popular brasileira - em geral não dependem de aprendizado formal para exercê-la.
• Inteligência espacial: corresponde à habilidade de relacionar padrões, perceber similaridades nas formas espaciais e conceituar relações entre elas. Inclui também a capacidade de visualização no espaço tridimensional e a construção de modelos que auxiliam na orientação espacial ou na transformação de um espaço. Um mestre de xadrez usa imagens visuais e a inteligência espacial para planejar suas estratégias. A inteligência espacial não depende da visão, pois crianças cegas, usando o tato, podem desenvolver habilidades nessa área. A inteligência espacial estaria presente em arquitetos, pilotos de Fórmula-1 e navegadores, por exemplo.
• Inteligência corporal cinestésica: é uma das competências que as pessoas acham mais difícil aceitar como inteligência. Cinestesia é o sentido pelo qual percebemos nosso corpo - movimentos musculares, peso e posição dos membros etc. Então, a inteligência cinestésica se refere à habilidade de usar o corpo todo, ou partes dele, para resolver problemas ou moldar produtos. Envolve tanto o autocontrole corporal quanto a destreza para manipular objetos. Atores, mímicos, dançarinos, malabaristas, atletas, cirurgiões e mecânicos têm uma inteligência corporal cinestésica bem desenvolvida.
• Inteligência interpessoal: inclui a habilidade de compreender as outras pessoas: como trabalham, o que as motiva, como se relacionar eficientemente com elas. Esse tipo de inteligência é a que sobressai nos indivíduos que têm facilidade para o relacionamento com os outros, tais como terapeutas, professores, líderes políticos, atores e vendedores. São pessoas que usam a habilidade interpessoal para entender e reagir às manifestações emocionais das pessoas a sua volta. Nas crianças e nos jovens tal habilidade se manifesta naqueles que são eficientes ao negociar com seus pares, que assumem a liderança, ou que reconhecem quando os outros não se sentem bem e se preocupam com isso.
• Inteligência intrapessoal: é a competência de uma pessoa para se autoconhecer e estar bem consigo mesma, administrando seus sentimentos e emoções a favor de seus projetos. Significa dimensionar as próprias qualidades de trabalho de maneira efetiva e eficaz, a partir de um conhecimento apurado de si próprio, ou seja: reconhecer os próprios limites, aspirações e medos e utilizar esse conhecimento para ser eficiente no mundo. Os terapeutas são um exemplo de alguém capaz de refletir sobre suas emoções e depois transmiti-las para os outros; essa capacidade também aparece em líderes políticos.
Devemos pensar nessas sete inteligências múltiplas pelo menos como sete habilidades que caracterizam nossa espécie e que se desenvolveram ao longo do tempo. De maneira geral, todos nós temos parcelas expressivas de cada uma delas, mas o que nos diferencia é a maneira pela qual elas se configuram, ou o perfil de nossos pontos fortes e fracos. Além disso, uma inteligência nunca se manifesta isolada, no comportamento humano. Cada tarefa, ou cada função, envolve uma combinação de inteligências.
O principal desafio da educação é, portanto, entender as diferenças no perfil intelectual dos alunos e formar uma idéia de como desenvolvê-lo.
São inúmeras as possíveis contribuições de uma teoria como a das inteligências múltiplas para a prática escolar. Da organização do trabalho do professor à reflexão acerca do planejamento curricular, ou ao papel da comunidade na escola, muitas coisas podem ser revistas, confirmadas ou modificadas. No entanto, antes de analisar os reflexos dessa teoria na prática escolar é preciso pensar a respeito dos conceitos anteriores de inteligência e de sua utilização na educação.
As diversas concepções anteriores de inteligência valorizavam apenas as inteligências linguística e lógico-matemática e se baseavam na crença de que a inteligência humana é totalmente determinada por fatores hereditários. Assim, ao se adotar a concepção de inteligências múltiplas, é inevitável que sejam desencadeadas profundas mudanças na prática escolar.
A crença de que a inteligência era apenas hereditária, algo único e passível de medição, exerceu grande influência nas questões de ensino escolar, especialmente após a fase da apologia dos testes, em diferentes partes do mundo.
A noção de cultura é básica para a Teoria das Inteligências Múltiplas. Com a sua definição de inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que são significativos em um ou mais ambientes culturais, Gardner sugere que alguns talentos só se desenvolvem porque são valorizados pelo ambiente.
A teoria de Gardner apresenta alternativas para algumas práticas educacionais atuais, oferecendo uma base para:
  • Avaliações: o desenvolvimento de avaliações que sejam adequadas às diversas habilidades humanas (Gardner & Hatch, 1989; Blythe & Gardner, 1990)
  • Currículos: uma educação centrada na criança com currículos específicos para cada área do saber (Konhaber & Gardner, 1989); Blythe & Gardner, 1390)
  • Ambiência: um ambiente educacional mais amplo e variado, e que dependa menos do desenvolvimento exclusivo da linguagem e da lógica (Walters &- Gardner, 1985; Blythe & Gardner, 1990)
Portanto uma escola que leve em consideração a teoria de Gardner deve ter como propósito desenvolver as inteligências e auxiliar as pessoas a atingir harmonia em seu espectro de competências, partindo do princípio de que nem todas as pessoas têm os mesmos interesses e habilidades, nem todas aprendem da mesma maneira.


REFERÊNCIAS
SANTOS. Rosângela Pires dos. Inteligências Múltiplas e Aprendizagem. São Paulo, Editora. Coursepark, 2002.
SMOLE, Kátia Cristina Stocco. Múltiplas Inteligências na Prática Escolar/ Kátia Cristina Stocco Smole – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, 1999. 80 p. ; 16 cm. - [Cadernos da TV Escola. Inteligências Múltiplas, ISSN 1517-2341 n.1)

Programação de Férias do MMM

Ziizi, Sdruvs e Druzila - Divulgação Rede Minas.jpg


MMM oferece programação especial para crianças nas férias, com oficinas de fósseis, cristais
pigmentos e mundo mineral, além de exibição do programa Dango Balango, da Rede Minas

Para o período das férias escolares, o Museu das Minas e do Metal – EBX preparou uma programação especial para as crianças. As Oficinas de Férias do MMMserão realizadas entre os dias 29 de janeiro a 1º de fevereiro, com quatro diferentes temas: Mundo Mineral, Pigmentos, Cristais e Fósseis. Além disso, durante o mês de janeiro, aos sábados com reprise às quintas-feiras, haverá a exibição, no auditório do MMM, de episódios do Dango Balango, programa infantil da Rede Minas protagonizado por bonecos especialmente criados pelo Grupo Giramundo.

Desenvolvidas por profissionais especializados, as Oficinas de Férias do MMM buscam despertar o interesse e aproximar o público infantil do mundo mineral e dos vestígios fósseis, além de divertir a meninada de forma educativa. As atividades acontecem no Museu e as inscrições podem ser feitas pelo e-mailoficina@mmm.org.br. O preço para participação em cada atividade é de R$ 40.

Em parceria com a Rede Minas, a exibição dos episódios do Dango Balango - com duração de 30 minutos cada –, começa no sábado, 5 de janeiro, às 16h, com reprise às quintas-feiras, às 19h. As sessões inéditas acontecem aos sábados 5, 12, 19 e 26 de janeiro, com reprise às quintas 10, 17, 24 e 31. A entrada é gratuita.

Concebido pelo professor José Adolfo Moura e dirigido por Papoula Bicalho, o programa discute temas do universo infantil, passando pelos medos e sonhos, o que traz emoção ao cenário fantástico da série. Além de contar com a participação de crianças e bonecos do Grupo Giramundo como Joduca, Ziizi, Sdruvs e Druzila, o programa oferece diversão e muitas aventuras.

Museu das Minas e do Metal - EBX integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade e é patrocinado pelo Grupo EBX.

Confira a descrição das Oficinas de Férias do MMM:

OFICINA MUNDO MINERAL - de 4 a 6 anos
29 de janeiro, terça-feira, das 14h às 18h
A criança terá a oportunidade de ser um geólogo-mirim. Para aproximá-la desse universo de formas, cores e texturas, serão abordados o uso dos minerais no cotidiano e a história de seus nomes. Para encerrar, a Caça ao Tesouro oferecerá uma experiência que envolverá a criatividade e as informações sobre o acervo mineral oferecidas nas salas do Museu.

OFICINA DE PIGMENTOS – de 6 a 10 anos
30 de janeiro, quarta-feira, das 14h às 18h
Esta atividade aborda os pigmentos minerais, com suas cores e potencial criativo, e a arte em barro. As crianças criarão máscaras africanas pintadas com tintas de pigmentos minerais que elas mesmas produzirão.

OFICINA DE CRISTAIS – de 7 a 12 anos
31 de janeiro, quinta-feira, das 14h às 18h
O objetivo é aproximar as crianças dos cristais, com ênfase em estrutura cristalina, utilização e propriedades. Como conclusão da atividade, cada participante produzirá um cristal.

OFICINA DE FÓSSEIS – de 7 a 12 anos
1º de fevereiro, sexta-feira, das 14h às 18h
A ideia desta oficina é despertar o interesse do público infantil para os vestígios fósseis que contam a história da humanidade e revelam a formação do planeta. Haverá a classificação dos fósseis existentes e explicação sobre preservação, identificação e evolução das espécies. As crianças manipularão amostras de rochas, conhecerão metais, minerais e gemas e, no final, produzirão artificialmente um fóssil.

SERVIÇO
Oficinas de Férias do MMM
  • Datas: 29 a 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2013 (3ª a 6ª feira)
  • Temas: Mundo Mineral, Pigmentos, Cristais e Fósseis
  • Local: Museu das Minas e do Metal - EBX – Praça da Liberdade S/N - Prédio Rosa
  • Horário: das 14h às 18h
  • Telefone: (31) 3516-7200
  • Inscrições: oficina@mmm.org.br
  • Preço por oficina: R$ 40

Exibição do programa Dango Balango
  • Datas: 5, 10, 12, 17, 19, 24, 26 e 31 de janeiro (às quintas com reprise aos sábados)
  • Local: Museu das Minas e do Metal - EBX – Praça da Liberdade S/N - Prédio Rosa
  • Horário: 16h aos sábados e 19h às quintas (com duração de 30 minutos)
  • Telefones: (31) 3516-7200
  • Entrada gratuita

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Artigos: A Mentira e a Psicanálise



Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançante”* (Nietzsche). O presente artigo procurará tratar do complexo tema que envolve o que são fantasias em análise ou distorções de material por aquilo que popularmente costuma chamar-se de “mentira”. Pretende uma breve reflexão acerca do uso que o psicanalista poderá fazer das diferentes dinâmicas presentes no setting frente a esses aspectos.

Sabemos da existência de um quadro, onde se perde totalmente a dimensão do que é real, daquilo que é fantasia, naquele que padece dessa dinâmica, ou mais apropriadamente conceituando diríamos dessa economia, conhecida como mitomania, ou seja, uma compulsão a contar pequenas ou complexas “inverdades”.  O sujeito que dela padece não tem o menor controle sobre seus impulsos, mente sobre questões, muitas vezes, aparentemente, sem nenhuma importância. Move essa compulsão uma grande necessidade de ser admirado apoiada em grave e intenso sentimento inconsciente de menos-valia, onde traços fortemente narcisistas determinarão o impulso para o ato de mentir. Há também a existência de uma compreensão de que essas supostas “mentiras” guardariam sempre traços associativos acerca de mentiras sexuais a que esse sujeito teria sido submetido em sua infância, de certa maneira apontando para uma dinâmica ligada ao que se conhece em psicanálise como lembrança encobridora( cena primária - ligada à visão da cena sexual de seus pais).

“No entanto, o fato de haver, em algumas fantasias, simulação clara da realidade tanto mostra tentativa de retornar ao mundo objetivo quanto serve aos fins da defesa” (1)

“Nem toda mentira patológica tem, necessariamente, esta estrutura particular. Ela também pode exprimir, de modo menos específico, as lutas que a pessoa empreende para manter a sua auto-estima” (1)

Fato é que em curso de uma análise a questão das fantasias, devaneios, lembranças encobridoras ou mentiras compulsivas, estarão sempre presentes na relação transferencial, e que não há análise sem sua existência em maior ou menor grau, como cadeia associativa, ou ainda, apontando para forte padrão de resistência. Dentro do curso normal de uma análise o psicanalista deverá estar apto a lidar com suas gradações e variações e possibilitar um padrão de associação que possa trazer a tona seus diferentes usos.

É comum o relato de pacientes, movidos por fortes sentimentos de culpa, dentro do manifesto, dirigido ao fato de ter construído para seus analistas pequenos ou grandes relatos que entendem como mentira. Pesquisados em suas cadeias associativas apontarão quase sempre para relatos de material fortemente recalcado que guardam traços por deslocamentos com seu representante que permanecerá inconsciente. A resistência nesse caso se apoiará fortemente em um sentimento superegóico de culpa e vergonha pela “mentira”, assim como a repetição do padrão do medo de ser rejeitado por seu analista, agora na relação transferencial, ocupando o analista, o lugar da mãe abandonadora e não “continente”. Mas, ao alimentar essa evitação, na verdade o analisando alimenta o silêncio da resistência, tão característico, e que serve para ocultar a possível cadeia associativa que poderia ser estabelecida a partir de sua “mentira”. É importante para o psicanalista, em momentos como esse, trabalhar mais do que nunca com sua contra-transferência bem compreendida, evitando a todo custo seus núcleos de acusações superegóicas. Não será desse lugar, que poderá cumprir sua função dentro do enquadre. Toda “mentira” é então resistência e como tal oculta, mas também revela, trazê-la para a associação deverá então ser a meta, bem claramente delimitada e buscada.

Poderemos ainda pensar na característica das “verdades” que um paciente traz para a análise, partindo da suposição que são fantasias ou idéias delirantes, exemplo comum na clínica dessa variação, vem a nós pelos parceiros que desconfiam de seus pares. Como definir o que é delírio de ciúmes, do que está realmente acontecendo e do que se apresenta como algo que é um perigo inconsciente ou ainda uma projeção? Será que cabe ao psicanalista ocupar esse lugar? Como se atua aí com o teste de realidade, fundamental para que se lide com as duplas mensagens envolvidas quase sempre nessas situações? Algumas dessas desconfianças nos chegam com o forte sentimento de que são loucura, o que mais tarde, com um ego mais fortalecido, esse sujeito poderá entender como percepção e entendimento. Isso nos leva a situação inversa que analisávamos antes. Outro exemplo, infelizmente não tão incomum, é o de lidar com sujeitos adotados e que não foram informados sobre isso, que convivem todo tempo com forte sentimento de mentira e engano, tendo na desconfiança seu mote principal que dinamiza seus vínculos. Aí a verdade está oculta até para ele, o discurso manifesto é a mentira que viveu e vive enquanto realidade com grandes conseqüências para sua estrutura de ego.

“A primeira vista, a mentira parece encobrir a verdade, mas Helen Deutsch mostrou que ela revela a verdade; ao que se acrescentou que a maneira por que se faz esta revelação fixa a negação” (1)


Lembrança encobridora – cena originária

“Para além da discussão sobre as partes relativas do real e do fantasmático na cena originária, o que Freud parece ter em vista e querer sustentar, nomeadamente contra Jung, é a idéia de que esta cena pertence ao passado – ontogénico ou filogénico – do indivíduo e constitui um acontecimento que pode ser da ordem do mito, mas que já lá está, antes de qualquer significação introduzida posteriormente.” (2)

Estaria presente a questão da cena primária, entendida como “cena da relação sexual entre os pais, observada ou suposta” (2) e que pertence entre aquilo que Freud nomeou de protofantasias.

De alguma maneira essa suposta cena determina todo um curso da construção psíquica de fantasias, que poderão tomar o curso de uma tendência ao ato compulsivo de mentir. Em quantidade, dentro do que se supõe como normalidade, determinará o livre curso de fantasias que alimentam inclusive a passagem pelo Édipo e sua posterior dissolução.

Essa é sem dúvida, uma concepção teórica que tenta delimitar o campo da mentira e da fantasia em psicanálise, embora quase nunca se possa demonstrar com precisão a diferença de uma para outra, demonstrará de maneira inequívoca, a importância de uma e de outra, igualmente, para o trabalho analítico. Lembrando-nos sempre da relevância que traz, tudo aquilo que tem como meta ocultar, será sempre o melhor indicador do trabalho a seguir, como já pudemos tratar aqui nessa coluna, no texto “Trabalhando com a Resistência”.

Há um caso dos primórdios da psicanálise, relatado por Freud no volume II onde se encontram vários outros por ele tratados, que falará dessas distorções, Katharina, onde no relato que ela faz acerca do tio, Freud pode construir aquilo que chama “conjecturas” que apontavam para uma compreensão dos sintomas desenvolvidos pela jovem.

“Se alguém afirmasse que o presente relato não é tanto um caso analisado de histeria, e sim um caso solucionado por conjeturas, eu nada teria a dizer contra ele. É certo que a paciente concordou que aquilo que introduzi em sua história provavelmente era verdade, mas ela não estava em condições de reconhecê-lo como algo que houvesse experimentado.” (3)

Podemos também pensar na questão da substituição da Teoria da Sedução pelo Complexo de Édipo pela vertente da impossibilidade de se averiguar com precisão até onde se fala em fantasia e até onde está situado no corte do real.

É preciso então se ter em mente que em psicanálise a questão da fantasia, mentira, verdade e realidade é algo que estará sempre em suspeição para que a escuta analítica não se perca. Mesmo quando falarmos das neuroses narcisistas, a psicose, deverá manter a mesma postura de suspensão de valores, muito do que a psicose diz na crueza de seu discurso delirante, aponta para a mais absoluta veracidade dos jogos inconscientes, diretamente projetados no mundo externo. A precisão e profundidade da concretude da fala psicótica apontam para o “não-dito” mais evidente e real no que diz respeito ao vínculo ao qual se refere e que está nele referido. Talvez na psicose e suas distorções quanto ao teste de realidade possamos entender, ainda de maneira mais evidente, a importância do fantasmático para a psicanálise, sem perder a dimensão do quanto à realidade é nela também uma instância. Poderíamos dizer que:

“O significado de uma atitude delirante pode e deve ser compreendido e referido à estrutura da qual emergiu esse delírio. Sem um conhecimento de tal estrutura nosso conhecimento do delírio será parcial, como será parcial a relação de causalidade”. (4)

Poderemos pensar, a título de uma exemplificação de beleza incomparável, na personagem do filme “Dom Juan de Marco”, interpretado pelo charmoso Johnnie Deep e na abordagem feita por seu psiquiatra, Jack Mickller, interpretado pelo impagável Marlon Brando. Ali, naquele filme, a personagem delirante em seu amor, teria que ser resgatado pela medicação e tratamento. Ao final do filme, ficamos em dúvida de quem será que afinal resgatou quem, o quanto o seu terapeuta, implicado no processo de resgate de seu ego, foi modificado pelo padrão de vínculos restitucionais com a realidade, contido no quadro delirante do apaixonante Don Juan de Marco.

O trabalho analítico então, baseia-se na questão da formulação da instância do real em concordância com a cadeia associativa produzida pelo analisando, levando sempre em consideração o fato de que:

“O pensamento lógico pressupõe um ego forte, capaz de adiar, de tolerar tensões, um ego rico em contracatexias e disposto a julgar a realidade conforme a sua experiência” (1)

(...) e que:

“Sempre que a realidade se torna desagradável, procuram-se substitutos mais pictoriais do sonho acordado” (1)

(...) ou ainda:

“Na medida em que ato algum se lhe segue o pensamento é a chamada fantasia. Existem dois tipos de fantasia: a fantasia criativa, a qual prepara algum ato posterior, e o sonho acordado, refúgio para desejos que não se podem satisfazer” (1)

Então já estamos aptos a essa altura a tirar conclusões que apontem para uma atitude de receptividade do analista frente a qualquer uma das manifestações de distorção de material frente à realidade até aqui exemplificadas e descritas, e entendendo sua origem, trabalhar a partir e de dentro dela, não para a dissipar, mas para ressignificá-la. Sempre atuando dentro da relação transferencial, onde cada associação ganhará vida e aspectos de repetição, a partir dela, e assim poderá ser, de alguma maneira, transposta para o ato de viver, que busca em seus vínculos com a saúde, aquele analisando.

Entre o delírio, o devaneio e a fantasia criativa, ou ainda potência criativa, encontraremos abundante material para ser, de alguma maneira trabalhado, e que poderá assumir, ali, entre as quatro paredes do setting analítico, aspectos de releitura dos vínculos estabelecidos por aquele ser que sofre.

“A utilização do mecanismo infantil de defesa que é a negação constitui a primeira mentira” (1)

Há que se pensar também, apenas a título de “devaneio”, que tudo que de melhor produzimos, partirá sempre de uma idéia fantasiosa, sonhadora ou louca mesmo. Será nossa capacidade de transportá-las para uma ação produtiva no mundo exterior que dará o sentido de realidade. Talvez as mentiras compulsivas sirvam, em última instância, a esse fim, uma tentativa de modificação que inverteu a lógica e busca no mundo exterior a mudança e construção de identidade pertencente ao subjetivo e ao mundo interno. Trazê-las para o divã será sempre uma tentativa de recolocar a questão, entendê-la e transformá-la em ação produtiva de realização de um desejo em um ego bem aparelhado.

“O devaneio é então um pouco de matéria noturna esquecida na claridade do dia” **

Bibliografia:

1 – Teoria Psicanalítica das Neuroses - Otto Fenichel

2 - Vocabulário da Psicanálise - J.Laplanche e J.-B. Pontalis

3 - Obras Completas – vol II – Caso Katharina - Sigmund Freud

4 - Teoria do Vínculo - Enrique Pichon-Rivière

Exposição de William Kentridge: Fortuna


William Kentridge: fortuna

O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro abre para o público a exposição William Kentridge: fortuna, com 38 desenhos, 27 filmes e animações, 184 gravuras e 10 esculturasproduzidas pelo renomado artista sul-africano entre 1989 e 2012, incluindo séries inéditas de trabalhos. Essa é a primeira grande exposição monográfica sobre Kentridge na América do Sul. A mostra, especialmente concebida para o Brasil, chega ao país graças à parceria entre o Instituto Moreira Salles, a Fundação Iberê Camargo – que receberá a exposição em Porto Alegre de 7 de março a 26 de maio de 2013 – e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde a retrospectiva será montada entre 29 de agosto e 17 de novembro do ano que vem.
A exposição, com curadoria de Lilian Tone, colocará em evidência o processo de criação pouco convencional do artista em seu estúdio, em Johannesburgo. Aescolha das obras, portanto, ao contrário de privilegiar um viés temático, destaca a variedade e o vigor da atividade multifacetada do artista, mostrando como seu trabalho se dissemina por contaminação interna, em diferentes escalas e plataformas – desenhos, gravuras, ópera, esculturas, filmes, teatro e performance.
Kentridge alcançou visibilidade internacional com a série de curtas-metragensDrawings for Projection (Desenhos para projeção). Iniciada em 1989 (o filme mais recente, Other Faces, foi finalizado no ano passado), a série constitui, segundo o artista, o alicerce de sua produção. Todos os dez filmes serão mostrados pela primeira vez em conjunto, acompanhados por 23 desenhos que o artista executou ao preparar os filmes, criando uma oportunidade única para examinar o diálogo entre desenho e filme e o processo de criação das obras. Os filmes têm uma aparência diferente das animações convencionais, devido a uma técnica caseira, inventada por Kentridge, que o artista descreve como “cinema da idade da pedra”. Kentridge filma, quadro por quadro, alterações que faz sobre um único desenho, realizado em carvão ou pastel. Apaga, adiciona, subtrai, acumula, redesenha. O método, marcado por sucessivas mudanças e redefinições, não só se manifesta na percepção da obra como se incorpora à imagem. Na sequência dos desenhos, marcas brutas tornam-se linhas elegantes, que se transformam, com fluidez, em outras imagens“O processo de Kentridge é transmitido como uma ilusão plausível, em que motivos recorrentes do artista – uma constelação de elementos iconográficos – são construídos, desconstruídos e remontados diante de nossos olhos. Observamos um gato passando por transfigurações múltiplas: transformando-se em uma máscara de gás, um megafone, assumindo a forma de uma bomba”, escreve a curadora Lilian Tone.
Na obra de Kentridge, é constante a utilização de objetos cotidianos, muitas vezes itens que o artista tem à mão em seu estúdio: um pote de café, uma tesoura. Mais do que apenas o espaço de trabalho, dentro de sua obra o estúdio assume a função de palco, de mise-en-scène e de sujeito, sendo parte de vários trabalhos que estarão na exposição. "O estúdio é um personagem central na prática de Kentridge, um espaço de invenção onde o artista parece quase organicamente incorporado. É um lugar continuamente reanimado por manifestações, uma mistura de linguagens e alegorias que envolvem os diferentes gêneros de seu trabalho”, completa Lilian Tone. Para construir sua obra, Kentridge utiliza elementos reais, referências atuais de lugares, situações e eventos. O mais forte desses elementos é a memória social da África do Sul e seu histórico do Apartheid, mais especificamente na cidade de Johannesburgo – onde Kentridge nasceu, vive e trabalha.
A noção de “fortuna”, princípio guiador do processo artístico de Kentridge, e presente no título da exposição, traz o sentido de acaso, de destino, de devir. Segundo o próprio artista, “fortuna é um termo geral que utilizo para essa gama de agenciamentos, algo diverso da fria probabilidade estatística, no entanto fora do âmbito do controle racional”. Em outras palavras, é possível entender esse conceito como um acaso direcionado, uma engenharia da sorte, em que pré-determinação coexiste com possibilidade. Fortuna refere-se a uma condição do trabalho artístico em estado constante de construção; a um sentido de descoberta, menos do que invenção, à celebração da excentricidade, mas não em detrimento do engajamento político.
Kentridge nasceu em 1955, em Johannesburgo. Estudou ciências políticas e estudos africanos na Universidade de Johannesburgo antes de entrar na Johannesburg Art Foundation e se voltar para as artes visuais. Durante esse período, dedicou-se intensamente ao teatro, concebendo e atuando em diversas montagens. Seu interesse pelo teatro e pela ópera perpassa toda sua trajetória e indica o caráter dramático e narrativo de sua produção artística, assim como o seu interesse em sintetizar o desenho, a escultura e o filme em uma única linguagem. Após ter influenciado artistas na África do Sul por mais de dez anos, Kentridge ganhou reconhecimento internacional em meados dos anos 1990. Desde então, seu trabalho tem sido incluído em exposições e performances em museus, galerias e teatros em todo o mundo, como a mostra Documenta, em Kassel, na Alemanha (1997, 2003, 2012), a Bienal de Veneza (1993, 1999, 2005), exposições individuais no MoMA, de Nova York (1998, 2010), no Museu Albertina, em Viena (2010), no Jeu de Paume, em Paris (2011), no Louvre, em Paris (2010), no Metropolitan Museum of Art, em Nova York (2005), e performances no Metropolitan Opera, em Nova York (2010), e no La Scala, em Milão (2011).
Em 2011, Kentridge recebeu o prestigioso Kyoto Prize, em reconhecimento a suas contribuições no campo das artes visuais e da filosofia. No mesmo ano, foi escolhido como Membro Honorário da American Academy of Arts and Letters e recebeu o título de Doutor Honoris Causa da University of London. Em 2012, apresentou as Charles Eliot Norton Lectures, na Universidade de Harvard, em Cambridge; tornou-se membro da American Philosophical Society, da American Academy of Arts and Sciences; foi nomeado para o Dan David Prize, da Tel Aviv University; e recebeu o título de Commandeur dans l’Ordre des Arts et des Lettres do Ministério da Cultura e Comunicação da França.
Instituto Moreira Salles, a Fundação Iberê Camargo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo lançam por ocasião da mostra o catálogo homônimo William Kentridge: fortuna. Além de publicar um portfólio com todos os trabalhos que fazem parte da exposição, o livro tem um texto inédito da curadora Lilian Tone; uma análise de Kate McCrickard, autora da publicação Modern Artists: William Kentridge (Londres: Tate Publishing, 2012); uma seleção de 10 textos escritos por Kentridge e uma cronologia selecionada. 

3ª Edição da Revista Machado de Assis


Até 20 de janeiro, estão abertas as inscrições para a terceira edição da Revista Machado de Assis – Literatura Brasileira em Tradução, que será dedicada exclusivamente à literatura para crianças e jovens. O objetivo é estimular a publicação internacional de autores brasileiros com obras nesse segmento. O lançamento ocorrerá em março, na Feira do Livro para Crianças de Bolonha, que homenageará o Brasil em 2014.
O conteúdo da revista da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), trimestral na versão online, encontra-se disponível no endereçohttp://www.machadodeassismagazine.bn.br. O terceiro número será publicado no site. A revista tem duas edições impressas por ano, que se baseiam nas versões online, e a primeira foi lançada em outubro, na Feira do Livro de Frankfurt. Participam do projeto o Itaú Cultural, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e o Itamaraty.
São aceitas inscrições de traduções para o inglês ou o espanhol de trechos de obras já publicadas no Brasil. Os textos devem ter no máximo 15 mil caracteres (sem contar os espaços) e formato Word. Além disso, será necessário enviar uma amostra de pelo menos três páginas escaneadas do texto visual, quando houver.
Deve vir junto uma declaração de liberação de direito de autor do original traduzido e do tradutor para a revista de circulação internacional (em formato impresso, digital e no site da publicação). É obrigatório indicar o título da obra original em português, sua editora e o ano de lançamento. Os autores dos textos visuais que enviarem material para a terceira edição também deverão autorizar a publicação na revista em diferentes formatos. Para participar da seleção, as liberações precisam ser assinadas pelos responsáveis e postadas por email, escaneadas, à FBN.
Em caso de aprovação, será necessário enviar pelo correio os documentos originais de liberação de direito de autor e tradutor à FBN (o endereço será divulgado aos selecionados). Também será necessário preencher um formulário de informações sobre a obra no idioma utilizado para a tradução do trecho (inglês ou espanhol). O autor do texto visual selecionado deverá enviar o trabalho completo, em formato a ser divulgado na ocasião.
Serão selecionados 20 trechos por um Conselho Consultor especializado na literatura para crianças e jovens, indicado pelos membros do Conselho Editorial da revista, designado pela FBN. O projeto envolve parceiros que participam do projeto tendo como base o edital de coedições de publicações da FBN (15/5/2012 – D.O.U.). Suas atribuições são as seguintes: o Itamaraty é responsável pela distribuição internacional; a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo cuida da impressão; e o Itaú Cultural, que sugeriu o projeto à FBN, realiza a edição e alimenta o site da publicação. A revista tem circulação internacional, voltada sobretudo para agentes literários e editores.
Nem a FBN, nem os demais envolvidos no projeto da revista terão algum tipo de ganho financeiro em caso de contratação da obra por editora estrangeira. Todas as traduções serão submetidas à revisão e poderão sofrer alterações de acordo com o critério dos editores. Não será exigida das traduções uma qualidade literária final. Em caso de contratação da obra por editora estrangeira, esta irá decidir o nome do tradutor definitivo, a ser escolhido sem o envolvimento da FBN ou demais participantes do projeto da revista.
Os textos e os documentos escaneados precisam ser dirigidos para o e-mail do Centro Internacional do Livro, o órgão da FBN responsável pelo projeto (cil@bn.br). Em caso de dúvidas, favor escrever para o mesmo email (cil@bn.br) ou telefonar para (5521)-2220-2057 ou (5521) 2220-1994.

Mostra Benjamin de Oliveira. "Faça Algum Barulho"


Daniel Protzner

A Mostra Benjamin de Oliveira apresenta o espetáculo "Faça Algum Barulho", encenado pela Companhia Rui Moreira, de 3 a 27 de janeiro, de quinta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h, na Funarte MG.
A montagem propõe a reflexão sobre uma crise de valores materiais, e uma revisão espiritual por meio do “simples”. Sons de guizos, tampas de garrafa amassadas em meio a buzinas e outros sons eletrônicos ou mecânicos são signos do encontro entre as tradições na urbanidade.
Sinopse:
Dois "andançarilhos" confrontados por suas diferenças individuais e culturais reinventam sua expressão. Eles trazem em seus corpos elementos de culturas populares do Brasil. Seus gestos estão impregnados por danças patrimoniais e por danças urbanas contemporâneas.  Explorando estes contrastes cada um assume um traço da personalidade do outro, o que cria um desafio inusitado entre um “Bboy” e um estilizado “Palhaço” da Folia de Reis. Este encontro poderia também ser anunciado como um desafio entre os lundus e as danças urbanas do hip hop.

3 a 27 de janeiro de 2013
quinta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h
Local: Funarte MG
Rua Januária, 68, Floresta
Telefone:(31) 3213-3084
Entrada: R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia)
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo
Classificação etária: Livre
Duração - 40 Minutos