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sexta-feira, 29 de julho de 2016
quinta-feira, 28 de julho de 2016
10º Encontro da ABCP
O 10º Encontro da ABCP, terá lugar na cidade de Belo Horizonte, no Hotel Ouro Minas, de 30 de agosto a 02 de setembro de 2016. Com o Tema Geral “Ciência Política e a Política: Memória e Futuro”, o Encontro celebra os trinta anos de fundação da ABCP e os vinte anos de sua efetiva organização no âmbito nacional.
Entre avanços e desafios que marcam o presente contexto da democracia brasileira, o 10º Encontro da ABCP pretende abordar as dimensões complexas e os aspectos contraditórios da relação entre a Ciência Política – campo de produção de conhecimento, de pesquisa e de ensino – e a Política em geral, esteja esta relacionada com as transformações da comunidade política e de suas instituições, com as relações de poder e os conflitos na sociedade, com as diferentes formas de ação coletiva e cooperação, ou ainda com as políticas públicas, seus processos decisórios, sua implementação e posterior avaliação.
2º Encontro Lady’s Comics destaca a produção feminina nas HQ's
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Para desmistificar que o universo dos quadrinhos é formado apenas por homens, as mulheres vêm reivindicando, cada dia mais, seu espaço no mercado de HQ's. E, afinal, quem são essas mulheres e o que elas andam produzindo? De que maneira estão transformando esse cenário com seus desenhos e textos? Para refletir sobre essas questões e evidenciar o trabalho realizado por elas, a Fundação Municipal de Cultura, por meio do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) e o coletivo Lady’s Comics, promovem neste final de semana a segunda edição do encontro internacional que reúne mulheres quadrinistas.Dia 29 de julho – sexta-feira
9h – 12h | Oficinas: Roteiro, com Ana Recalde; Editoração, com Aline Cruz; Projeto QUATI – Educação e HQ, com Natânia Nogueira e Valéria Fernandes; e Criação de personagens, com Rebeca Prado (público infantil).
10h | Abertura do evento
13h30 | Quadrinhos na sala de aula
Convidadas: Rebeca Prado, Aline Lemos, Virgínia Fróes e Carolita Cunha
16h | Minha primeira publicação em revistas
Convidadas: Lila Cruz (Farpa), Jordana Andrade (Capitolina), Samanta Coan (Risca!) e Carolina Ito (Trip e Caros Amigos)
18h30 | As precursoras
Convidadas: Crau da Ilha e Ciça Pinto
20h | Encerramento do dia
Dia 30 de julho – sábado
9h30 | Troca de experiências – Meu primeiro quadrinho: O processo de criação, execução e venda. Erros e acertos.
Abertura: Day Lima
10h30 | Ficção Científica – o primeiro roteiro
Convidadas: Germana Viana, Mariana Cagnin e Edna Lopes
13h30 | Como entrar no mercado de quadrinhos
Convidadas: Cris Peter, Cris Eiko e Carol Christo
14h | Edição Especial “Leia Mulheres BH” – Clube de Leitura na Gibiteca Gobbo
15h30 | Meu primeiro negócio: sobre vendas e feiras
Convidadas: Tais Koshino (Feira Dente), Aninha Costa (Gibiteria), e Helen Murta (Faísca)
18h30 | Deu branco – O processo criativo
Convidadas: Lu Cafaggi, Bi Anca, Giovana Medeiros e Fernanda Nia
20h | Encerramento do dia
Dia 31 de julho – domingo
9h – 12h | Oficina: Portfólio, com Cris Peter
9h30 | Mãe ao quadrado. Pari um filho e um quadrinho
Convidadas: Thaíz Leão e Francizca Nzenze (Chiquinha)
11h | Meu primeiro quadrinho publicado
Convidadas: Débora Santos, Laura Athayde e Ellie Irineu
14h | Terror – o primeiro roteiro
Convidadas: Ana Recalde, Camila Torrano e Bianca Pinheiro
16h | Além do Brasil
Convidadas: Sole Otero (Argentina), Mariela Acevedo (Argentina), Clara Lagos (Argentina) e Supnem (Chile)
18h30 | Encerramento do evento – Considerações finais do Encontro
20h | Fechamento da segunda edição
CENTRO DE REFERÊNCIA DA JUVENTUDE-BH-MG
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Livro analisa condições de vida dos presos do Estado do Rio de Janeiro
O dia a dia de homens e mulheres encarcerados no Estado do Rio de Janeiro é o ponto de partida de Deserdados Sociais: condições de vida e saúde dos presos do Estado do Rio de Janeiro. Na pesquisa que originou o livro, por meio de entrevistas, avaliações e observações, os autores identificaram as condições sociais e de saúde dos presos e verificaram de que forma o ambiente das unidades prisionais impacta a saúde e a qualidade de vida dos detentos. Para as organizadoras, as pesquisadoras do Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP/Fiocruz) Maria Cecília de Souza Minayo e Patricia Constantino, o livro evoca, desde o título, a discussão sobre as desigualdades, as iniquidades e a violência social, que, entranhadas na realidade brasileira, expressam-se radicalmente na situação de encarceramento.
O objetivo da obra é aprofundar a discussão e contribuir para a atuação dos envolvidos no funcionamento do sistema prisional do Rio de Janeiro, como promotores, integrantes da Defensoria Pública, gestores e funcionários. O livro é fruto de uma pesquisa realizada pelo Claves/ENSP em parceria com o Departamento de Direito em Saúde (DIS/Fiocruz) e o Ministério Público do Rio de Janeiro. Na coletânea, a questão da saúde é analisada em conjunto com o contexto social dos aprisionados e as condições ambientais do encarceramento. Fica bem explícito que o antes, o durante e o depois da prisão estão entrelaçados.
“No estudo, mostra-se uma linha de continuidade entre o fora e o dentro da prisão, tanto nas condições sociais como no que afeta direta e indiretamente a saúde física e mental dos detentos, de seus familiares e até de seu entorno comunitário, além de serem evidenciadas ações que poderiam contribuir para que a vida no cárcere não fosse apenas castigo, dor e perpetuação da exclusão social”, afirma a socióloga Julita Lemgruber, responsável pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. “A leitura desse livro passa a ser obrigatória para todos os que atuam no sistema, militam em direitos humanos e apostam na construção da democracia brasileira”, completa no texto da quarta capa do livro.
Deserdados Sociais está dividido em cinco capítulos que destacam três momentos da vida dos presos: antes de serem encarcerados, o período do cumprimento da pena e as expectativas da vida pós-prisão. O primeiro capítulo situa o estatuto da prisão no passado e no presente. O texto se inicia com a conceituação de prisão e do tema saúde dos detentos, em uma perspectiva nacional e internacional. São apresentadas informações atualizadas sobre os sistemas carcerários de vários países, comparando-os com a situação do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro. Um exemplo é o porcentual de presos com idades entre 19 e 35 anos no Brasil, que chega a 74%, fato verificado também na maior parte dos países do mundo
No capítulo 2, aborda-se a vida antes do encarceramento, com destaque para questões como família, comunidade, trabalho, experiência de criminalidade e as vivências e práticas de violência. A pesquisa revela uma população pobre, com poucos recursos sociais e culturais. As organizadoras do livro chamam a atenção para o fato de que “é impressionante a mínima proporção de presos que foge ao estereótipo de jovem, negro e pardo, pobre e morador da periferia; contudo, de outro lado, é fundamental ressaltar que a maioria dos moradores desses espaços, com as mesmas características socioeconômicas e culturais, são trabalhadores que vivem na legalidade. Ou seja, não há um determinismo social do crime e, apesar de todas as condições adversas, existe uma opção pela criminalidade conforme as histórias contadas por boa parte dos entrevistados na pesquisa”.
Nos capítulos 3 e 4, são tratados os mais diversos aspectos da vida dos presos. Nesses artigos, analisa-se o cotidiano na prisão e desenvolve-se o foco do estudo: a saúde, tanto no sentido mais amplo como na acepção restrita de assistência. Também é apresentada a questão religiosa e temas que causam revolta nos detentos, relativos à qualidade da alimentação oferecida e ao transporte para o acesso aos serviços de Saúde e de Justiça. Em relação aos serviços de Saúde, homens e mulheres presos atribuem nota inferior a 3 para o atendimento médico que recebem, numa escada de 0 a 10.
As expectativas e os objetivos dos presos relacionados ao período pós-reclusão estão detalhados no capítulo 5. Muitos dos detentos se mostram céticos em relação ao futuro. A questão da família, aqui, chama a atenção: ainda que criticada pelos reclusos e, muitas vezes, apontada como parte da situação que os levou ao crime, é invocada pela maioria deles como seu porto de salvação. “É a ela que juram nunca mais delinquir; é a ela que devotam seus afetos; e é dela que esperam o gesto da mão que os erguerá e os ajudará a enfrentar as discriminações sociais”, destacam as organizadoras.
Na conclusão do livro, as organizadoras sintetizam os principais problemas encontrados durante a pesquisa e sugerem alternativas para a ressocialização, como investimentos na melhoria das celas e a adequação do número de presos ao tamanho delas; a implementação de uma nova lógica nos meios de transporte para os atendimentos extramuros aos presos; o fortalecimento e o incremento de atividades de ensino formal e profissional, para que possam beneficiar número maior de detentos; e o acesso ao trabalho para todos os reclusos, o que poderia ajudá-los na remissão da pena, além de tornar mais fácil a reintegração social e reduzir a reincidência criminal.
No caso da Saúde, o investimento na gestão e nas relações entre detentos e profissionais é fundamental. Falta efetivar programas de promoção da qualidade de vida e de prevenção de doenças, a maioria passível de realização, conforme argumentam as organizadoras do livro.
Sobre as organizadoras:
Maria Cecília de Souza Minayo é socióloga e antropóloga, doutora em saúde pública; pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz.
Patricia Constantino é psicóloga, doutora em saúde pública; pesquisadora do Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Claves/ENSP/Fiocruz).
Serviço de urgência pré-hospitalar requer investimentos na atenção primária e atenção hospitalar
A ausência de leitos hospitalares e médicos compromete o funcionamento da rede de urgências do país. A conclusão da pesquisadora Gisele O’Dywer, revelada durante o Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da ENSP, no dia 13/7, baseia-se nos resultados da pesquisa que analisou o processo de implantação da atenção pré-hospitalar móvel e fixa (Samu e UPA) no Brasil, financiada com recursos do edital Inova ENSP. De acordo com o estudo, o Samu está presente em todos os estados do país, com cobertura de 75,9% da população (2016), enquanto as UPAs totalizam 446 unidades, com maior concentração na Região Sudeste. "O Samu foi considerado imprescindível para a conformação da rede de urgência e diminuição da morbimortalidade. A UPA, por sua vez, trouxe um diferencial expressivo em relação aos tradicionais prontos-socorros. Pode-se afirmar ter sido a primeira vez que um componente do SUS foi proposto com tanta exigência nos critérios estruturais, mas é preciso dialogar com outros componentes da rede de urgência", concluiu.
A pesquisa analisou sites oficiais e portarias que tratam da implantação do componente pré-hospitalar de atenção às urgências visando identificar os processos ocorridos e seus atores/instâncias responsáveis, além de promover entrevistas semiestruturadas com os coordenadores estaduais de urgência, indicando as peculiaridades estaduais da urgência pré-hospitalar.
Os resultados da pesquisa sobre o processo de implantação da urgência pré-hospitalar no Brasil foram divididos em dois blocos. No primeiro, que se referiu ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), O’Dwyer descreveu seus antecedentes. "Quem fazia atenção pré-hospitalar móvel antes do Samu eram os Bombeiros, mas esse atendimento estava restrito a áreas públicas e sem equipes de saúde, na sua maioria. Além disso, cada estado possuía um modelo. Também tínhamos as ambulâncias brancas, que só faziam o transporte sanitário, sem regulação, e eram muito utilizadas politicamente nos pequenos municípios.”
No que diz respeito à implantação e expansão do Samu, a normatização ocorreu no Brasil a partir de 2004, pelo Decreto Presidencial n. 5.055, e, naquela ocasião, a cobertura nacional era de 7,8%. Em 2016, conforme expôs a pesquisadora, o serviço está presente em todos os estados brasileiros cobrindo 75,9% da população. A estimativa, segundo ela, é expandir sua abrangência para 83% da população em 2019.
No tocante às entrevistas com os coordenadores estaduais de urgência, Gisele ouviu relatos sobre a precariedade de algumas centrais de atendimento, além da falta de adesão de médicos, trotes e a necessidade de aprimoramento do sistema de informação do Ministério da Saúde. Os coordenadores também falaram da interação do Samu com os demais componentes da rede de urgência. “Independentemente da cobertura local, a interação do Samu com a atenção básica foi considerada incipiente, embora haja o reconhecimento de que locais com a Estratégia Saúde da Família instituída demandem o Samu de forma mais qualificada”, disse. No final da apresentação sobre o serviço de atendimento móvel, concluiu: “Ao longo dos poucos anos de implantação, o Samu se configurou como uma estratégia estruturante de atendimento às urgências no país. Sua implantação ocorreu quando a cobertura ESF ainda era insuficiente, e não havia proposta para o enfretamento efetivo da carência de leitos. Portanto, ele cobriu um vazio assistencial, mas seu desempenho depende da ESF e do hospital”, completou.
UPA
O Estado do Rio de Janeiro foi pioneiro na implantação da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no país em 2007, antes da regulação federal. As UPAs foram precedidas pelos Pronto-Socorros (PS), além de diversos outros serviços pelo país, como os Serviços de Pronto Atendimento (SPA), Unidades de Atendimento Imediato (UAI), Prontos Atendimentos Médico (PAM), Centros Municipais de Urgência e Emergências (CMUM), Centros Regionais de Saúde (CRS) e as Unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA).
Em 2011, ainda na fase inicial de implantação, segundo dados do estudo, o país tinha 101 UPAs em funcionamento e 381 unidades em construção. Em 2016, esse número subiu para 446 UPAs em funcionamento, com 620 em construção, e 134 unidades “sem funcionar”. “Essa última categoria engloba as UPAs mal planejadas, inauguradas precocemente, cujos municípios responsáveis não tiveram condições de arcar. Também incorpora as unidades já construídas ou na categoria ‘em construção’, mas que não funcionam adequadamente pela não contratação de profissionais ou por outros aspectos”, justificou Gisele.
A pesquisa relatou a falta de profissionais como questão estrutural mais importante para o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento. A necessidade de manutenção dos equipamentos da unidade e a insuficiência dos sistemas de informação também estiveram nos discursos dos coordenadores. Outro dado apresentado refere-se à gestão das UPAs. "Ao analisar-se a responsabilidade de gestão das UPAs como municipal ou estadual, os estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul têm a maioria das suas UPAs sob gestão municipal, apesar de a primeira portaria que tratou desse componente propô-lo como estadual.” A pesquisadora concluiu afirmando que o acesso possibilitado pela UPA foi benéfico, mesmo considerando que a demanda que acessa a Unidade reflete a incipiência da ESF e da rede hospitalar. "É imprescindível o investimento nos outros componentes da rede de urgência como na atenção primária e, especialmente, na atenção hospitalar", advertiu.
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