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quarta-feira, 30 de julho de 2014
Seminário Regulação, Infraestrutura e o Futuro do País
O Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (CERI-FGV), em parceria com a FGV DIREITO RIO, realiza o Seminário Regulação, Infraestrutura e o Futuro do País, no dia 31 de julho, das 9h às 20h. O Seminário tem como objetivo debater a regulação dos setores de infraestrutura no Brasil e como os desafios postos à regulação desses setores estão sendo enfrentados em uma perspectiva internacional e, em uma perspectiva regional, na América Latina. O Evento já tem presença confirmada de nomes relevantes para a regulação de infraestrutura, nacionais e internacionais. O Seminário é aberto ao público, mas as vagas são limitadas.
Informações:
- Data: 31/07;
- Horário: 9h às 20h;
- Local: 12º andar - Sede FGV (Praia de Botafogo, 190)
- Contato: Ceri - (21) 3799-6147 | ceri@fgv.br
- Investimento: evento gratuito, sujeito à disponibilidade de vagas
Estudo investiga epidemiologia de 'barbeiros'
Com o objetivo de contribuir para a melhoria dos programas de controle de barbeiros (transmissor da Doença de Chagas), pesquisadores da Fiocruz, entre eles Reinaldo Souza-Santos, da ENSP, realizaram um estudo que investiga a infestação dos insetos em áreas de infecção da doença entre os moradores de uma localidade rural no Vale do Jaguaribe, Ceará, região historicamente endêmica. Cerca de 80% dos moradores entrevistados concordaram em submeter-se a testes sorológicos. A taxa de prevalência da doença de Chagas foi de 1,2%, sendo a maioria das pessoas confirmadas com a doença há mais de 50 anos de idade. Um total de 761 espécimes de barbeiros foram capturados, dos quais 28,6% foram Trypanosoma cruzi positivo.
De acordo com o artigo intitulado Uma investigação entomoepidemiological da doença de Chagas no Estado do Ceará, região Nordeste do Brasil, desde a descentralização do sistema de saúde brasileiro, as medidas de controle do vetor nativas têm sido da responsabilidade dos governos municipais, que nem sempre têm alcançado os resultados desejados devido a dificuldades operacionais e políticos e falta de recursos financeiros.
“Em regiões onde as espécies de triatomíneos (barbeiros) silvestres são predominantes, o baixo efeito residual de inseticidas, juntamente com a degradação do ambiente natural em torno das cidades facilita a invasão da casa e colonização por triatomíneos de domicílios humanos e anexos”, relata o texto.
O artigo afirma que o foco das campanhas de prevenção atuais são espécies de triatomíneos nativos nos habitats selvagens ou peridomicílio, que estão cada vez mais invadindo ou reinvadindo áreas em regiões endêmicas como conseqüência do desmatamento. Segundo a pesquisa, este fenômeno é característico não apenas do Estado do Ceará, mas também de outros estados da Região Nordeste do Brasil. Nesses estados a ameaça real de transmissão do Trypanosoma cruzi (agente etiológico da Doença de Chagas) vem de outras espécies, como peridomésticas, Triatoma brasiliensis, Triatoma pseudomaculata, Triatoma sordida e Panstrongylus megistus. Portanto, recomenda a pesquisa, são indicadas medidas de vigilância contínua para evitar o agravamento de doença de Chagas na região.
Os participantes diagnosticados com a doença de Chagas receberam orientação no que diz respeito ao tratamento e monitoramento e a Secretaria de Saúde foi notificada dos casos.
O artigo Uma investigação entomoepidemiological da doença de Chagas no Estado do Ceará, região Nordeste do Brasil foi elaborado pelos pesquisadores Carolina Fausto de Souza Coutinho e Neilane Bertoni dos Reis, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Reinaldo Souza-Santos, da ENSP, Natalia Faria Daflon Teixeira, Taís Ferreira Gomes, Marcio Neves Boia, Alexandre de Oliveira Maia, e Marli Maria Lima, do Instituto Oswaldo Cruz; e Ingebourg Georg , do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas. A publicação saiu na revista Cadernos Saúde Pública, volume 30 número 4, de abril de 2014.
ENSP debate hábitos saudáveis e alimentação
Relacionada entre as mais graves pandemias modernas, a obesidade e o sobrepeso são o quinto principal fator de risco de disfunção global. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença está relacionada a uma série de fatores, como hábitos alimentares e inatividade física, além de causas biológicas, comportamentais e psicológicas. Vista como um dos maiores problemas de saúde pública do século XXI, a obesidade afeta todos os países em graus variados, principalmente os grupos socioeconômicos mais baixos. Tendo em vista que a má alimentação contribui significativamente para o aumento da obesidade no Brasil e no mundo, e o fato de ser um dos fatores de risco para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) realizará um encontro, cujo objetivo é discutir a importância dos hábitos alimentares, da atividade física, do estilo de vida saudável, do emagrecimento e do controle de peso na promoção da saúde. O evento,coordenado pela Equipe de Nutrição do CSEGSF, acontece na quinta-feira (31/7), às 10 horas.
A atividade é aberta ao público e faz parte de uma serie de três reuniões promovidas ao longo deste ano com usuários e profissionais do Centro de Saúde. Segundo a nutricionista do Centro de Saúde, Ana Fittipaldi, a alimentação tem papel fundamental na construção de uma vida saudável; e vários aspectos contribuem para isso. "Evitar doces, balas e refrigerantes, diminuir o consumo de alimentos gordurosos e aumentar o consumo de frutas, legumes e verduras. Ter uma vida mais ativa, com pelo menos 30 minutos de atividades físicas, diminuir o consumo de sal, alimentar-se de feijão pelo menos uma vez ao dia, fazer três refeições diárias, com um lanche intermediário e evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, são alguns aspectos que podem contribuir para a alimentação e vida saudável”, apontou ela.
Obesidade atinge mais da metade da população brasileira
A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012), do Ministério da Saúde, mostra que 51% da população acima de 18 anos está acima do peso ideal. Em 2006, o índice era de 43%. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso superou mais da metade da população brasileira. O aumento atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Entre os homens, o excesso de peso atinge 54% e entre as mulheres, 48%. O estudo revelou que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Em 2006, quando os dados começaram a ser coletados pelo Ministério, o índice era de 11%.
Apesar de a obesidade estar relacionada a fatores genéticos, há importante influência significativa do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados no aumento dos índices brasileiros. Forte aliado na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, o consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros.
Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções ao dia. Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente. Os refrigerantes também têm consumidores fieis - 26% dos brasileiros tomam esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana.
A obesidade no mundo
Segundo a Organização Mundial da Saúde, estar acima do peso é tão comum atualmente que existe o risco da condição virar norma no continente europeu. Um novo estudo da agência mostra que na Europa, 33% das crianças com 11 anos de idade estão obesas e o índice é de 27% para adolescentes de 13 anos. A análise avaliou 53 países europeus, sendo que a Grécia é a nação com mais meninos e meninas de 11 anos acima do peso. Na sequência vem Portugal: 32% das crianças dessa idade estão obesas. Em 23 países, mais de 30% dos adolescentes não pratica atividade física suficiente. Para mulheres adultas, o índice da falta de exercício chega a ser de 76% entre as sérvias.
Plano visa reduzir obesidade mundial até 2020
A Organização Mundial de Saúde aprovou em 2013 uma resolução que recomenda esforços para a progressão da obesidade no mundo até 2020. Ela estabelece um plano de ação contra as doenças não transmissíveis (cardiovasculares, câncer, respiratórias crônicas e diabetes), por intermédio do combate a uma série de fatores de risco, entre os quais a obesidade. A ideia é reduzir, em média, 30% do consumo de sal e aumentar em 20% as atividades físicas.
A estimativa da OMS é que há mais de 40 milhões de crianças com menos de 5 anos com excesso de peso. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que, em 2009, 21,7% dos brasileiros na faixa de 10 a 19 anos estavam com excesso de peso. Em 1970, o índice estava em 3,7%. Para os especialistas, é fundamental que os governos estimulem e facilitem o acesso a frutas e legumes. Também há recomendações para incentivar as crianças à alimentação saudável. As últimas projeções da OMS indicam que pelo menos um adulto, em cada três, sofre com sobrepeso e que um, em cada dez, é obeso.
Serviço:
Data: 31 de julho 2014
Horário: a partir das 10 horas
Local: Gaiola do Centro de Saúde. Rua Leopoldo Bulhões, número 1480, Manguinhos – Rio de Janeiro
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