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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Empoderamento feminino: evento discute papel do empreendedorismo na promoção da igualdade

Para muitas mulhereso empreendedorismo oferece um caminho para o empoderamento econômico e cabe à comunidade global – inclusive às empresas – ajudar a criar as condições que o permitam. Para falar sobre esse importante tema, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (EAESP), em parceria com a ONU Mulheres, realiza, no dia 18 de agosto, a partir das 9h, o “Fórum ONU Mulheres – O Poder de Suprimentos: como comprar de negócios liderados por mulheres".
O evento vai discutir as barreiras e os desafios que impedem que os empreendimentos liderados por mulheres tenham acesso e participem plenamente de cadeias de valor locais e globais e tem como objetivo apoiar as empresas signatárias dos Princípios de Empoderamento das Mulheres.
Segundo o documento, promulgado em conjunto pela ONU Mulheres e o Pacto Global da ONU, as organizações devem tomar atitudes que visem implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de suprimentos e de marketing que empoderem as mulheres, assim como prover as ferramentas e técnicas necessárias para reduzir ou eliminar barreiras e desafios, e para alavancar o vasto potencial econômico inexplorado que as fornecedoras mulheres representam. Além disso, delinear os componentes essenciais para um plano abrangente de compras sensíveis a gênero.
O tema do empoderamento feminino tem ganhado bastante destaque atualmente e as empresas assumiram protagonismo nesse sentido por disporem de boas condições de promover a igualdade de gênero e empoderar as mulheres em seus locais de trabalho, em suas comunidades, e por meio de práticas e políticas de compras. O mero tamanho e o volume das compras corporativas ao redor do mundo indicam que as corporações têm o potencial de influenciar significativamente a maneira como fornecedores e cadeias de suprimento operam.
A cada ano, as organizações gastam trilhões de dólares na aquisição de produtos e serviços, mas as compras feitas de empreendimentos liderados por mulheres somam apenas um por cento do total gasto. Ao deixar de prestar atenção nas empresas lideradas por mulheres, muitas corporações estão perdendo a oportunidade de expandir seus mercados globais, de diversificar suas redes de fornecimento, e de reforçar a economia ao mesmo tempo em que melhorariam as vidas de mulheres e meninas ao redor do globo.
Segundo a ONU Mulheres, hoje, há uma desigualdade de gênero no nível das atividades empreendedoras em todas as regiões devido, em grande parte, a um mercado desigual para homens e mulheres e a outras barreiras de acesso. Além disso, tanto em economias desenvolvidas quanto em economias em desenvolvimento, as mulheres ainda não conquistaram a igualdade com os homens em quesitos como educação, salários, empoderamento político e participação econômica.
Como a maioria dos negócios, os que pertencem e são operados por mulheres são, em grande parte, micro ou pequenas empresas. Mas, ao contrário de suas contrapartidas masculinas, as proprietárias de empresas precisam enfrentar um conjunto único e desigual de desafios além dos desafios que atingem as pequenas empresas em um âmbito mais amplo. Esses desafios desestimulam algumas mulheres de abrirem suas empresas e impedem o crescimento de outras. Em outras palavras, esses desafios contribuem diretamente com a desigualdade de gênero. Nesse sentido, promover o empreendedorismo das mulheres por meio das compras corporativas é uma maneira de eliminar ou ao menos diminuir a desigualdade de gênero. Ao mesmo tempo, uma maior participação das empresas tocadas por mulheres nas cadeias de fornecimento corporativo também renderá benefícios tangíveis às corporações.
Para mais informações sobre o evento e inscrições, acesse o site.