FOTOGRAFIAS

AS FOTOS DOS EVENTOS PODERÃO SER APRECIADAS NO FACEBOOCK DA REVISTA.
FACEBOOK: CULTURAE.CIDADANIA.1

UMA REVISTA DE DIVULGAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA SEM FINS LUCRATIVOS
(TODAS AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NAS PUBLICAÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DE QUEM NOS ENVIA GENTILMENTE PARA DIVULGAÇÃO).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Regiões Históricas de Belo Horizionte


A região Leste é composta de bairros tradicionais, como Santa Tereza, Floresta e Santa Efigênia, que surgiram juntamente com a fundação de BH.
O bairro Floresta, por exemplo, serviu de residência para os operários da Comissão Construtora da Capital. Ali eles construíram suas casinhas simples, feitas de zinco, dando ao local um aspecto de favela. Com o término da construção, os barracões foram desfeitos e começaram a surgir novas casas, erguidas e habitadas, na maior parte dos casos, por imigrantes europeus.


A origem do nome Floresta é controversa. A história mais tradicional, relatada pelo historiador Abílio Barreto, é de que um hotel boêmio (ou bordel), chamado Hotel Floresta (na Avenida do Contorno, um pouco acima do Armazém da Central Ferroviária) teria sido o motivo do nome. As pessoas que iam para a região, diziam estar “indo para os lados da Floresta”.

O comércio na Floresta, desde o surgimento do bairro até o início da década de 30, era feito apenas por ambulantes, por se tratar de um bairro prioritariamente residencial. Por estar próximo do Centro, seus moradores podiam ir facilmente até lá para fazer compras ou buscar de serviços públicos não oferecidos na Floresta.


Mais tarde, o comércio do bairro começou a se desenvolver, principalmente ao longo da Avenida do Contorno e da Assis Chateaubriand. Hoje a Floresta conserva o nome de ruas tradicionais, como a Itajubá e Pouso Alegre, entre outras. Está situada no bairro a primeira loja de doces de BH: a Fábrica de Balas Lalka, fundada em 1925.

Outro estabelecimento tradicional da Floresta é o Colégio Santa Maria, fundado em 1903 pelas irmãs Dominicanas (vindas da França justamente para essa finalidade), destinado inicialmente apenas à educação de moças, em regime de internato. A escola ainda funciona, sendo freqüentada por meninos e meninas. Não há mais o regime de internato.


Santa Tereza: referência cultural

O bairro de Santa é outro ponto de destaque da Região Leste. Sua ocupação se deu principalmente por imigrantes italianos que vinham para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Isso ocorria porque era exatamente em Santa Tereza que funcionava o Centro de Imigração da Capital, entidade responsável por acolher os imigrantes, buscando legalizar a situação deles no Brasil e lhes oferecendo abrigo.

A região de Santa Tereza chegou a ser conhecida como área do “Isolado”, devido à existência de um hospital no local, cuja finalidade era tratar pacientes psiquiátricos (a maioria abandonados pelas famílias) e doentes com tuberculose, mal considerado incurável na época.

Santa Tereza, mais tarde, se tornou famosa por seus blocos carnavalescos e pela grande variedade de opções de lazer. Hoje o bairro se destaca pela beleza arquitetônica de suas casas e praças, com destaque para a Praça Duque de Caxias, no coração do bairro, perto da Igreja de Santa Tereza. Os dois espaços públicos foram revitalizados recentemente. A variedade de opções de diversão e de atividades culturais (como casas de seresta e feiras de artesanato) servem como atrativo para moradores de outras regiões e também para turistas.

No bairro despontaram artistas de talento como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Fernando Brant (com o Clube da Esquina). As bandas Sepultura, Skank e Pato Fu também vieram dali e hoje fazem sucesso nacional e internacional.
Para saber mais

Arquivo Público
Funcionamento: de 2ª a 6ª feira, das 9h às 17h
Endereço: Rua Itambé, 227, na Floresta
Telefone: 3277-4603
E-mail: apcbh@pbh.gov.br

Carnaval no Rio de Janeiro 2

Rio de Janeiro Carnaval

História do Carnaval do Rio

As raizes do Carnaval remontam a antigos romanos e os gregos que celebravam os ritos da primavera. Em toda a Europa, incluindo França, Espanha e Portugal, as pessoas anualmente davam graças em festas, usando máscaras e dançando nas ruas. Tais tradições foram levadas para o Novo Mundo.
Os portugueses foram os primeiros a trazer o conceito de "festa ou carnaval” ao Rio por volta de 1850. A prática de realizar bailes e festas à fantasia foi importada pela burguesia da cidade de Paris. No entanto, no Brasil, as tradições logo se tornaram diferentes. Com o tempo, elas adquiriram elementos únicos decorrentes dos africanos e culturas ameríndias.
Grupos de pessoas costumavam desfilar pelas ruas tocando música e dançando. Era normal que os aristocratas durante o Carnaval se vestissem como pessoas comuns, os homens vestidos de mulheres, e os pobres vestirem-se como príncipes e princesas - papéis sociais e diferenças de classe eram esquecidos, uma vez por ano, mas somente para a duração do festival.
O Povo costumava tumultuar o Carnaval, até que o mesmo foi aceito pelo governo como uma expressão da cultura. Os escravos negros se tornaram ativamente envolvidos nas comemorações. Eles foram capazes de ser livres por três dias. Hoje em dia as favelas (majoritariamente comunidades negras ainda são a maioria dos grupos envolvidos em todos os preparativos do carnaval e são aquelas para os quais o Carnaval do Rio tem mais significado).
Por volta do final do século XVIII as festividades foram enriquecidas por competições. As pessoas não apenas se vestiam com fantasias, mas também realizavam um desfile acompanhados por uma orquestra de cordas, tambores e outros instrumentos. Estas competições tornaram-se cada vez mais organizadas, tornando-se as principais atrações do Carnaval no Rio de Janeiro.
Historia de Carnaval


Até o início do século XX o carnaval de rua no Rio de Janeiro era musicalmente um tema muito euro-centrado - Polkas, valsas, mazurcas e 'escocês'. Enquanto isso, a classe operária emergente (composta principalmente de afro-brasileiros, juntamente com alguns ciganos, judeus russos, poloneses, etc.) desenvolveram a sua própria música e ritmo. Essas pessoas viviam principalmente na parte central do Rio, em uma terra que os ricos não queriam - sobre as colinas e pântanos atrás dos estaleiros - uma área que veio a ser conhecida como "Pequena África", agora reconhecida como o berço do samba.
Os desfiles foram interrompidos durante a II Guerra Mundial e começaram de novo em 1947. Até então, a principal competição teve lugar no centro, na Avenida Rio Branco.
O Carnaval teve um longo caminho desde que foi trazido para o Rio, tendo se tornado um dos maiores eventos do mundo. Um dos mais recentes desenvolvimentos importantes foi que o maior desfile de samba do mundo foi levado para uma área especialmente construída para este fim, o Sambódromo!

Exposição "Poemas- 35 Anos de Rogério Salgado"


O Centro Cultural Pampulha recebe a exposição “Poemas – 35 anos de Poesia de Rogério Salgado”. A mostra apresenta trechos do livro “Poemas”, de Rogério Salgado, publicado em 2010, em comemoração aos 35 anos de vida poética do autor, e ainda obras inéditas de seu novo livro “Sais”, que será lançado futuramente. A curadoria é da poeta Márcia Araújo.
A exposição tem entrada gratuita e pode ser visitada até o dia 29 de fevereiro, de terça a sexta, das 9 às 20h, e aos sábados, das 9 às 13h. O Centro Cultural Pampulha fica na Rua Expedicionário Paulo de Souza, 185.

O poeta Rogério Salgado é natural de Campos dos Goytacazes/RJ. Em 1980 mudou-se para Belo Horizonte e hoje considera-se cidadão mineiro. Em 37 anos de carreira literária, publicou mais de 20 livros. Desde 2005, realiza, junto com Virgilene Araújo, o Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia, evento este que reúne anualmente em Belo Horizonte, poetas de todo o país e até do exterior. Também com Virgilene Araújo idealizou e realiza o projeto “Poesia na Praça Sete”, atualmente em sua 5ª edição. Em 2010 foi um dos homenageados no XXIV Psiu Poético – Salão Nacional de Poesia de Montes Claros.

Mais informações: (31) 3277-9292

Exposição Escritos em Liberdade: Poesia Espanhola e Hispano-Americana do Século XX

expo Escritos em Liberdade

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Exposição imagens do Japão em Preto e Branco

 Foto: Marco Fukuyama













O Centro Cultural Jardim Guanabara inaugurou, na quarta-feira, dia 1°, a exposição Imagens do Japão em Preto e Branco. A mostra apresenta fotos coletadas pelo fotógrafo profissional Marco Antonio Fukuyama em suas viagens ao Japão. O artista retrata um pouco da arquitetura e da cultura do país oriental. A mostra fica em cartaz até o dia 29, de terça a sexta, das 9 às 17h, sábado, das 9 às 13h.

No século passado a cultura japonesa foi influenciada pela Europa e pela América, mas apesar dessas influências, o Japão gerou um complexo único de artes (ikebani, origami), técnicas artesanais (bonecas, cerâmica), espetáculo (dança, kabuki), música (Sankyoku, Joruri e Taiko), tradições (jogos, cerimônia do chá) e de uma culinária única. O Japão moderno animes, histórias em quadrinhos (mangá), filmes a cultura pop japonesa - literatura e música (J-pop) conquistaram popularidade em todo o mundo, e especialmente nos outros países asiáticos.

O que Marco Fukuyama vai exibir na mostra são fotos de tudo que envolve a cultura do e arquitetura do Japão. O artesanato local como a cultura da cerâmica, os restaurantes típicos de culinária japonesa e a arquitetura de várias cidades do país podem ser observadas nesta exposição, como templos históricos, o Castelo de Ōsaka-jō, um dos mais famosos da região. Assim Fukuyama aproxima um pouco mais o Brasil do Japão.


Oficina de Sushi

No dia 29, marcando o encerramento da exposição, Marco Fukuyama vai ministrar uma oficina de sushi. O fotógrafo passará noções básicas de preparo da especiaria japonesa. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 3277-6703 até o dia 20.
As vagas são limitadas.

Localização: Rua João Álvares Cabral, 277, Floramar
Tels.: (31) 3277-6703 / 6651
E-mail: ccjg.fmc@pbh.gov.br
Ônibus: 2214, 5507, 702, 707, 708 e 66

Horário de funcionamento:
De terça a sexta, das 9 às 17h. Sábados, das 9 às 13h.
Segundas, fechado para atendimento ao público
Para eventuais variações no horário, favor conferir a programação mensal

Carnaval no Rio de Janeiro 1

Carnaval no Rio de Janeiro

Ingredientes do Carnaval do Rio

Os grupos mais envolvidos no Carnaval carioca estão nos bairros mais pobres, ou seja, nas favelas. No entanto, não importa o quão ruim seja a situação dos moradores das favelas, eles participam das festividades e eles literalmente fazem o Carnaval do Rio de Janeiro. O Carnaval realmente significa muito para eles, porque pela primeira vez durante o ano, eles saem para se divertir e ter tanta diversão quanto podem. E você vai ver, eles divertem de fato.
Moradores das favelas são geralmente os membros de um local da escola de samba e estão profundamente envolvidos com o desempenho e os costumes de seus grupos. Carnaval e samba são as suas paixões, ao lado do futebol.
Gays e drag queens vêm ajudar e tornam-se muito envolvidos no Carnaval carioca. Para muitos, este é um momento para união e diversão em geral. O Brasil hoje é uma das sociedades mais tolerantes da América do Sul. Temas como sexualidade e fronteiras sociais desaparecem, e muitos dos desfilantes se travestem de mulher.
Podem tentar organizá-lo, glamourizar, televisionar, e até mesmo industrializar, mas o carnaval do Rio é algo que vem do fundo da alma dos amantes da diversão do povo carioca. Ele não depende de qualquer autoridade ou patrocínio para acontecer. O Carnaval nas ruas é uma prova viva dessa paixão. É grátis e todos são convidados a participar.

Mostra História Permanenente do Cinema Especial

8½ de Federico Fellini -


No dia 2 de fevereiro, quinta-feira, o Cine Humberto Mauro apresenta a Mostra História Permanente do Cinema Especial, com a exibição de dois filmes do cineasta italiano Federico Fellini. Serão exibidos os longas “Casanova de Federico Fellini”, com comentários do professor e pesquisador Ataídes Braga após o término, e “8 ½, de Federico Fellini”, uma das obras seminais do diretor. As sessões marcam o reinício das exibições fixas promovidas pelo Cine Humberto Mauro. A entrada é gratuita.

Programação:
17h Casanova, de Federico Fellini |164’ | FULL HD | (16 anos) | Sessão comentada pelo professor e pesquisador Ataídes Braga
20h30 8½ , de Federico Fellini |138’ | FULL HD | (12 anos)
02 de fevereiro de 2012
quinta-feira às 17 e 20h30
Local: Cine Humberto Mauro/Palácio das Artes
Entrada free (retirada de ingressos meia hora antes de cada sessão)
Informações: (31) 3236-7400