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(TODAS AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NAS PUBLICAÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DE QUEM NOS ENVIA GENTILMENTE PARA DIVULGAÇÃO).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mostra de Cinema Passou Batido em BH

 

Entre os dias 10 e 29 de fevereiro (exceto dia 11/02, sábado), o Cine Humberto Mauro apresenta a Mostra “Inéditos/Passou batido em BH”. Resultado da junção de duas mostras realizadas pelo Cine, “Inéditos em BH” e “Passou Batido em BH”, a mostra traz filmes que não foram exibidos ou estiveram pouco tempo em cartaz na capital mineira.
Dentre as obras presentes, estão filmes dos diretores Eduardo Coutinho, Sofia Coppola, Cao Guimarães, entre outros.

10 SEX
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Singularidades de uma Rapariga Loura | 35mm | (16 anos) | 64’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Turnê | 35mm | (16 anos) | 111’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Morada | HD | (16 anos) | 78’

12 DOM
16h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Medianeras | DVD | (16 anos) | 95’
18h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Estado de Sítio | HD | (16 anos) | 91’
20h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Singularidades de uma Rapariga Loura | 35mm | (16 anos) | 64’

13 SEG
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Alma do Osso | Blu-Ray | (10 anos) | 74’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Praias de Agnès | 35mm | (16 anos) | 110’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Lola | 35mm | (16 anos) | 110’

14 TER
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Turnê | 35mm | (16 anos) | 111’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Trabalhar Cansa | 35mm | (16 anos) | 110’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Medianeras | DVD | (16 anos) | 95’

15 QUA
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Canções | DVD | (16 anos) | 90’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Praias de Agnès | 35mm | (16 anos) | 110’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Esses Amores | DVD | (12 anos) | 120’

16 QUI
20h INÉDITOS/PASSOU BATIDO – BH | Um Lugar Qualquer | FULL HD | (16 anos) | 97’
21h30 INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Medianeras | DVD | (16 anos) | 95’

17 SEX
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Lola | 35mm | (16 anos) | 110’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Um Lugar Qualquer | FULL HD | (16 anos) | 97’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Singularidades de uma Rapariga Loura | 35mm | (16 anos) | 64’

18 SAB
16h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Morada | HD | (16 anos) | 78’
18h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Praias de Agnès | 35mm | (16 anos) | 110’
20h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Turnê | 35mm | (16 anos) | 111’

19 DOM
16h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Medianeras | DVD | (16 anos) | 95’
18h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Canções | DVD | (16 anos) | 90’
20h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Transeunte | 35mm | (16 anos) | 125’

20 SEG
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Esses Amores | DVD | (12 anos) | 120’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Singularidades de uma Rapariga Loura | 35mm | (16 anos) | 64’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Alma do Osso | Blu-Ray | (10 anos) | 74’

21 TER
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Canções | DVD | (16 anos) | 90’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Trabalhar Cansa | 35mm | (16 anos) | 110’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Estado de Sítio | HD | (16 anos) | 91’

22 QUA
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Esses Amores | DVD | (12 anos) | 120’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Um Lugar Qualquer | FULL HD | (16 anos) | 97’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Turnê | 35mm | (16 anos) | 111’

23 QUI
19h30 INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Trabalhar Cansa | 35mm | (16 anos) | 110’
21h30 INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Outubro | 35mm | (16 anos) | 83’

24 SEX
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Remições do Rio Negro | HD | (16 anos) | 90’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Lola | 35mm | (16 anos) | 110’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO – BH | Um Lugar Qualquer | FULL HD | (16 anos) | 97’

25 SAB
16h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Canções | DVD | (16 anos) | 90’
18h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Transeunte | 35mm | (16 anos) | 125’
20h30 INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Morada | HD | (16 anos) | 78’

26 DOM
16h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Lola | 35mm | (16 anos) | 110’
18h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Trabalhar Cansa | 35mm | (16 anos) | 110’
20h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Alma do Osso | Blu-Ray | (10 anos) | 74’

27 SEG
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Remições do Rio Negro | HD | (16 anos) | 90’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Transeunte | 35mm | (16 anos) | 125’
21h30 INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Outubro | 35mm | (16 anos) | 83’

28 TER
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | As Canções | DVD | (16 anos) | 90’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Lola | 35mm | (16 anos) | 110’
21h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Morada | HD | (16 anos) | 78’

29 QUA
17h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Outubro | 35mm | (16 anos) | 83’
19h INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Transeunte | 35mm | (16 anos) | 125’
21h30 INÉDITOS/PASSOU BATIDO - BH | Um Lugar Qualquer | FULL HD | (16 anos) | 97’



Serviço
Evento:
Mostra Inéditos/Passou batido em BH
Data: 10 a 29 de fevereiro (exceto no dia 11/02, sábado)
Local: Cine Humberto Mauro
Valor: R$ 5,00 (inteira); R$ 2,50 (meia-entrada)
Informações: (31) 3236-7400

A História da Cachaça

HISTÓRIA DA CACHAÇA!

Várias versões aparecem aqui nossa intenção é mostrar a diversidade de fatos e lendas que permeiam a história da 'marvada'.

                                                    



Os egípcios antigos dão o primeiro sinal. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.

Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo - água ardente, aparece nos registros do Tratado da Ciência escrito por Plínio, o velho, que viveu entre os anos 23 e 79 depois de Cristo. Ele conta que apanha o vapor da resina de cedro, do bico de uma chaleira, com um pedaço de lã. Torcendo o tecido obtem-se o Al kuhu.

A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade. A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Êles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água. A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.

No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.

Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira.

Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.

Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d'Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte.

Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar - Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.

Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as "casas de cozer méis", como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.

A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.

Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.
Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.

Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.
Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.

Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso Quentão.

No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia.

Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade nos campos literário e das artes plásticas. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial. A Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.

Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Museu de Arte da Pampulha-BH


Originalmente construído para abrigar um cassino em 1943, o Museu de Arte da Pampulha (MAP), projetado por Oscar Niemeyer, é uma das mais belas edificações brasileiras. Faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha e funciona como museu desde 1957, adquirindo um acervo que hoje conta cerca de mil e quatrocentas obras.

As exposições de arte acontecem no Salão Nobre, no Mezanino e no Auditório. Além disso, no térreo do MAP está localizado o Café Niemeyer, de onde os visitantes podem apreciar a vista da lagoa da Pampulha. O Café funciona de terça a domingo, das 9h às 18h.
 

Ações, projetos e serviços:
Bolsa Pampulha
Arte Contemporânea no MAP
Atividades Educativas / Visitas Mediadas
Oficina de Férias na Pampulha Biblioteca e Centro de Documentação e Pesquisa (CEDOC)
Apresentações Musicais

Para receber a programação do MAP por e-mail, envie uma mensagem para:
map.comunicacao@pbh.gov.br

Funcionamento:

Horário de visitas: 3ª a domingo, das 9 às 19h
Ônibus: Suplementar 55, 2212B, 2213 ou 2215 (A, B, C, D). Descer na Avenida Portugal, em frente ao supermercado Supernosso. Atravessar a Avenida e descer pela Rua dos Estados, até a Orla da Lagoa. Virar à direita.

Contato:
Endereço: Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585 – Pampulha, Belo Horizonte, MG, Brasil - CEP 31365-450
Tel: (31) 3277-7946 Fax: (31) 3277-7996
Telefone para agendamento de visitas orientadas: (31) 3277-7953
e-mail: map.fmc@pbh.gov.br

Terceira Mostra Beach & Country



A Mostra Artefacto Beach & Country 2012 já tem data marcada. A inauguração será no dia 8 de março, quinta-feira, das 17 às 22h. O evento terá 27 ambientes decorados por alguns dos profissionais mais importantes do país.

Exposição Anticorpos

Abre dia 27 de fevereiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, a elogiada retrospectiva “Anticorpos – Fernando & Humberto Campana 1998-2009?. A mostra, que fica em cena até 6 de maio, tem curadoria de Mathias Schwartz-Clauss, do Vitra Design Museum, na Alemanha, e já rodou alguns países europeus e também passou por Brasília e São Paulo. Entre os destaques da exposição estão a Poltrona Vermelha (que projetou a dupla internacionalmente), as poltronas Banquete e Favela e o sofá Kaiman.
“Anticorpos” conta com mais de 60 peças de mobiliário, além de luminárias, joias, figurinos, objetos de decoração, desenhos, maquetes de arquitetura e também parte da coleção pessoal dos Campana. Reverenciados em todo o mundo, os irmãos paulistas são conhecidos pela irreverência de suas criações e a variedade de materiais que usam para fazer os trabalhos, de bichinhos de pelúcia à cordas, papelão, garrafas pet e plástico. Antes da onda de sustentabilidade virar moda, eles já reciclavam materiais descartáveis, tranformando-os em verdadeiras obras de artes.
Mais do que designers, os dois hoje são considerados grandes artistas. Já fizeram, por exemplo, cenários e figurinos para o Ballet National de Marseille e o musical Peter and the Wolf, encenado em Nova Iorque. Inventaram, literalmente, novas modas para marcas famosas Grandene e Lacoste. Criaram joias para a HStern.
Produzida na Alemanha, a mostra reúne peças de colecionadores do mundo todo e também do Estúdio Campana, localizado no bairro paulista de Santa Cecília. As criações da dupla integram coleções permanentes de insituições importantes como as do MAM, de São Paulo, do Centre Georges Pompidou, em Paris, e do MoMA, de Nova Iorque, em cujo acervo está a famosa Poltrona Vermelha.
A retrospectiva reconta um pouco da trajetória dos irmãos em diferentes módulos, entre eles, Fragmentos, Objetos Trouvés, Varetas, Planos Flexionados, Objetos de Papel, Agrupamentos e Orgânico.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Estação do Samba BH 2012


A Praça da Estação entra, a partir de sexta-feira, no clima de Carnaval. De 17 a 21 de fevereiro, o local recebe decoração especial e toda uma infraestrutura especial para receber os foliões belo-horizontinos. Serão mais de dez shows com grandes nomes do samba mineiro e nacional, como Beth Carvalho, Velha Guarda da Portela, Copo Lagoinha, Magnatas do Samba e Aline Calixto. A programação é toda free.
Um grande palco com telão, 100 banheiros químicos e doze barracas e bares com bebidas e alimentação estarão à disposição de um público estimado em 15 mil pessoas durante os cinco dias de evento. Ônibus e metrô terão horários especiais para o atendimento ao público.
Confira a programação completa:
17 de fevereiro de 2012
Sexta-feira
16h – Bateria Escolas de Samba e Blocos de BH
19h - Zé da Guiomar
22h30 - Beth Carvalho
18 de fevereiro de 2012
Sábado
14h - Bateria das Escolas de Samba e Blocos de BH
16h – Velha Guarda de BH
21h30 – Bangalafumenga
19 de fevereiro de 2012
Domingo
14h – Bateria das Escolas de Samba e Blocos de BH
15h – Magnatas do Samba
16h30 – Copo Lagoinha
20 de fevereiro de 2012
Segunda
14h – Bateria das Escolas de Samba e Blocos de BH
15h – Banda Bororó
16h30 – Velha Guarda da Portela
21 de fevereiro de 2012
Terça – Encerramento
14h – Bateria das Escolas de Samba e Blocos de BH
16h – Nonato do Samba
19h – Tradições do Samba
22h30 – Aline Calixto
17 a 21 de fevereiro de 2012
Sexta a terça
 
Dia 17: de 19h à 1h
Dia 18: de 14h à 1h
Dias 19 e 20: de 14h às 18h
Dia 21: 11h à 01h
Local: Praça da Estação
Entrada Free
 

Escolas de Samba do Rio de Janeiro: Vila Isabel

Vila Isabel Escola de Samba

Vila Isabel Escola de Samba- Bandeira

Vila Isabel

Boulevard 28 de Setembro, 382
Vila Isabel

Ensaios:
Terças 20:00 / Sábados 22:00

Cores: azul e branco
Fundada em 1946


Na década de 40, Antonio Fernandes da Silveira, mais conhecido como "Seu" China, viu em um bloco de rua a chance de escrever seu nome na história do carnaval. A inspiração veio do Acadêmicos da Vila, que desfilava pelo charmoso bairro de Vila Isabel, reduto do grande sambista Noel Rosa.
Uma das tradições da Vila Isabel era sua boa safra de sambistas. Depois de ficar anos sem quadra de ensaios, atualmente a escola possui uma quadra de ensaios localizada no bairro de Vila Isabel.
É uma escola muito antiga e tradicional, que quase foi para o esquecimento, permanecendo no Grupo de Acesso por um longo tempo, até recentemente, quando se reintegrou ao Grupo Especial em 1995, com um campeonato surpreendente, logo após, em 1996, quando contratou um dos mais promissores carnavalescos do Rio. Entretanto, perdeu seu carnavalesco excepcional e com ele pode ter ido a fama rápida, também.


Vila Isabel Samba Enredo

Vila Isabel

Enredo: Você Semba Lá .... Que Eu Sambo Cá!
O Canto Livre de Angola

Compositores: Evandro Bocão, Arlindo Cruz, André Diniz, Leonel e Artur das Ferragens

Samba Enredo

Vibra, oh, minha Vila
A sua alma tem negra vocação
Somos a pura raiz do samba
Bate meu peito à sua pulsação
Incorpora outra vez Kizomba e segue na missão
Tambor africano ecoando, solo feiticeiro
Na cor da pele, o negro
Fogo aos olhos que invadem
Pra quem é de lá
Forja o orgulho, chama pra lutar
Reina ginga ê matamba, vem ver a lua de Luanda nos guiar
Reina ginga ê matamba, negra de Zambi, sua terra é seu altar


Somos cultura que embarca
Navio negreiro, correntes da escravidão
Temos o sangue de Angola
Correndo na veia, luta e libertação
A saga de ancestrais
Que por aqui perpetuou
A fé, os rituais, um elo de amor
Pelos terreiros (dança, jongo, capoeira)
Nascia o samba (ao sabor de um chorinho)
Tia Ciata embalou
Com braços de violões e cavaquinhos a tocar
Nesse cortejo (a herança verdadeira)
A nossa Vila (agradece com carinho)
Viva o povo de Angola e o negro Rei Martinho
Semba de lá, que eu sambo de cá
Já clareou o dia de paz
Vai ressoar o canto livre
Nos meus tambores, o sonho vive


Enredo de 2012

"Você Semba Lá .... Que Eu Sambo Cá!
O Canto Livre de Angola"

Sinopse

O Brasil e Angola são ligados por laços afetivos, linguísticos e de sangue. São irmãos pela história que os une.
Desde a Antiguidade, já existiam bestiários que repertoriavam as estranhezas da fauna e das características geográficas. Segundo o jesuíta Sandoval (1625), " Os calores e os desertos da África misturavam todas as espécies e raças de animais, em redor de poços, criando um ecossistema particular, capaz de engendrar hibridações monstruosas. Tal circunstancia fazia da África, o continente de todas bestialidades, o território de eleição do diabo."
As bestialidades de que falava tal escritor eram hipopótamos e rinocerontes, chacais e hienas, zebras e girafas, avestruzes e palancas negras, entre outros.
A estranheza também era causada pela cor da pele de seus habitantes.
As regiões abaixo do deserto do Saara, chamadas de Ndongo e Matamba, eram habitadas por dois povos distintos: os ambundos e os jagas. Os primeiros eram excelentes ferreiros, cuja habilidade era muito apreciada. Os jagas, por sua vez, se destacavam como guerreiros invencíveis, pois se exercitavam diariamente em local apropriado a que chamavam de quilombo.
Na época da expansão marítima portuguesa, esses dois povos possuíam um soberano a que chamavam de Ngola.
No século XVII, a região de Angola era governada por uma rainha chamada Njinga, que era ambundo pela linhagem materna e jaga, pela paterna. Expressão do encontro de dois grupos étnicos, que apesar de semelhantes, tinham organizações distintas, Njinga os governou com sabedoria. A persistência do incômodo causado pelo seu sexo, entretanto, levou-a a assumir um comportamento masculino, liderando batalhas pessoalmente e vestindo de mulher seus muito concubinos, que faziam parte de seu harém.
Apesar da fama de Njinga ter sido construída na luta da resistência contra o domínio de Portugal, entre os portugueses o reconhecimento de seu talento político e capacidade de liderança surgiu a partir de seu desempenho como chefe de uma embaixada que o então Ngola do Ndongo, enviou ao governador português, em 1622. Recebida com uma pompa que deve tê-la
impressionado, Njinga também teria causado impacto entre os portugueses ao agir e falar no mesmo idioma que o deles, como chefe política lúcida e articulada.
O interesse português era um só – mão de obra para outra colônia de além–mar, o Brasil. Embora fossem ricos em minerais, em diamantes, nada disso os interessou. Pois na época, o reino de Angola era o grande manancial abastecedor dos engenhos do Brasil. Sem o açúcar, não havia o Brasil. Sem negros não haveria o açúcar. Sem Angola, não havia negros. E, sem Angola não havia o Brasil.
Apesar da resistência de Njinga, o comércio era feito de modo avassalador. Os negros cativos ficavam em barracões, que podiam acolher cerca de 5.000 almas, que eram embarcadas rumo ao novo continente, em viagem longa, cuja duração podia ultrapassar dois meses, dependendo das condições climáticas. O porto e partida era Luanda, o maior centro de comércio escravagista africano. A cidade alcançara essa posição a partir do momento em que os escravos passaram a ser embarcados diretamente para as colônias americanas. Aproximadamente doze mil viagens foram feitas dos portos africanos para o Brasil, para vender, ao longo de três séculos, quatro milhões de escravos, aqui chegados vivos.
A despedida era simples. A cerimônia de batizado era na hora do embarque: - Seu nome é Pedro; o seu é João; o seu, Francisco, e assim por diante. Cada viajante recebia um pedaço de papel com um nome escrito. Então, um intérprete ironicamente dizia: "Sois filho de Deus, a caminho de terras portuguesas, esquecei tudo que se relaciona com o lugar de onde viestes, agora podeis ir e sede felizes".
A morte social despe o escravo de seus ancestrais, de sua família, e de sua descendência. Retira-o de sua comunidade e de sua cultura. Ele é reduzido a um exílio perpétuo.
E lá se vão, num navio abarrotado, sem alimentos adequados, sem sequer espaço para se acomodarem. Levam na memória, os cantos, as danças, os ritmos, as tradições. Levam Njinga e seu espírito combativo, a levam na memória, apesar das ordens para esquecerem tudo....
Os navios negreiros aportavam no Cais do Valongo, longe do rebuliço da cidade. Alí os escravos viviam em depósitos, a espera para serem comprados. Pois foi em 1779, por ordem do Vice-Rei, marquês de Lavradio, que nesta região se localizaram o cais, o mercado e as precárias instalações para abrigar os recém chegados.
Por ironia do destino, foi neste mesmo cais, que anos mais tarde, receberia em 3 de setembro de 1843, a princesa Tereza Cristina, futura Imperatriz do Brasil, e também mãe da princesa Isabel, aquela que terminaria de vez com o regime de escravidão. O cais foi remodelado e uma cenografia decorativa escondia aos olhos reais as imagens da pobreza extrema e a humilhação a que eram submetidos os recém chegados.
Presente em vários lugares em que houve a escravidão, a coroação de um rei e uma rainha negra era uma forma de diminuir o sentimento de inferioridade social, assim como as irmandades permitiam a reunião para reverenciar algum santo, mas sobretudo como relacionamento social entre os escravos.
"Nesta santa irmandade se farão todos os anos hum Rey e huma rainha os quais serão de Angolla, e serão de bom procedimento, e terá o rey tão bem seu voto em meza todas as vezes que se fizer visto da sua esmolla avantajada." O titulo a que se dava era Rei do Congo e a Rainha Njinga. A fama de Njinga atravessou os séculos e os mares, sendo evocada em festas populares no Brasil. Mas antes de se alojar no imaginário popular, as lições de Njinga foram muito provavelmente postas em prática na luta dos quilombolas de Palmares.
Com o intuito de se divertirem, as irmandades aproveitavam-se das comemorações dos dias dedicados a este ou aquele santo, para organizarem seus festejos. E era quase que o ano inteiro, pois S. Pedro, S. João, Santo Antonio, o Espírito Santo e outros tantos mais, se espalhavam no calendário. Tudo era oportunidade para comemorações festivas.
Na Festa do Divino, segundo Manuel Antonio de Almeida, embora os músicos fossem muito apreciados pelo publico, ele considerava que eram desafinados e desacertados: "Meia dúzia de aprendizes de barbeiro, negros, armados este, com um pistom desafinado, aquele com trompa diabolicamente rouca formavam uma orquestra desconcertada, porém estrondosa, que fazia as delicias dos que não cabiam ou não queriam estar dentro da igreja. Mas era musica buliçosa, um convite aos jovens à dança". Os instrumentos que usavam eram basicamente trombetas, trompas, cornetas, clarinetas e flautas e os de corda – as rabecas, violões, tambores, bumbos e triângulos também eram encontrados.
A festa reunia uma enorme economia e produção. Os fogos, no Campo de Santana, era a maior atração. Depois as barracas, com comidas e bebidas, show de ginástica e muita cantoria. A que fazia mais sucesso, entretanto, era
a barraca conhecida como Três Cidras do Amor, frequentada pela família e pelo escravo, pela plebe e a burguesia. Era um salão um tanto acanhado. Num dos cantos havia um teatrinho de bonecos com cenas jocosas e honestas. O conjunto de atrações das Três Cidras do Amor era longo e variado. Peças como Judas em Sábado de Aleluia eram encenadas. Depois do inicio do baile com valsas, as apresentações cada vez mais se afastavam de uma pretensa seriedade, e a dança tradicional e eletrizante do povo brasileiro assumiam o espaço, com os dançarinos bamboleando, cantando, requebrando-se, ondulando as nádegas a externuar-se, e dando umbigadas. Os homens e as mulheres que realizavam os indefinidos e inimitáveis requebros, umbigadas e movimentos lascivos não nasceram nos ricos salões de baile, estavam nas ruas, reuniam-se nas festas de largo, onde seus ritmos prediletos eram apresentados como atração e divertimento.
A junção dos violões, cavaquinhos e flautas já era praticada pelos músicos barbeiros,ou como insistem alguns especialistas, havia sido realizada nos casebres populares do Rio, mais precisamente na Cidade Nova.
Lá, destaca-se Tia Ciata, dando continuidade aos festejos que já aconteciam no Campo de Santana, abandonado pelos festeiros após a Reforma do local. Tia Ciata nasceu em Salvador em 1854, e aos 22 anos, trouxe da Bahia o samba para o Rio de Janeiro. Foi a mais famosa das tias baianas, trazendo também o candomblé, do qual era uma ialorixá. Na casa da Tia Baiana foi criado "Pelo Telefone", o primeiro samba gravado em disco, no ano de 1916, assinado por Donga e Mauro de Almeida. Na sua residência ecoavam livremente os batuques do samba e do candomblé.
Segundo Mary Karash, das danças escravas, como o lundu, capoeira e jardineira, a que ficou conhecida no século XIX por "batuque" é a mais próxima do samba carioca moderno.
O termo SAMBA, possuía uma clara origem angolana. O verbo kusamba, que significava saltear e pular, provavelmente expressasse uma grande sensação de felicidade.
Hoje,"O Samba é considerado como um produto da história social brasileira". De acordo com o presidente do Iphan, "O gênero musical e coreográfico pode ser considerado tanto como sendo próprio de comunidades culturais identificáveis (executantes e brincantes inseridos em agrupamentos sociais de pequena escala) e também no contexto da vida urbana, e da indústria cultural mediatizada. O vigor do Samba enquanto gênero cultural encontra-se em sua plasticidade e capacidade de gerar inúmeras variantes,
como o samba-de-roda, o samba carioca, o samba rural paulista, a bossa nova, o samba-reggae e outros mais, em suas diversas interpretações."
Aqui na Vila Isabel, que é de Noel, e de Martinho, devemos a ele esta história. Ele que, nos anos 70, fez sua primeira viagem ao continente negro e durante muitos anos foi a ponte entre o Brasil e Angola, sendo considerado um Embaixador Cultural. Levou a música brasileira como um presente ao povo amigo e irmão, através das vozes tão brasileiras de Caymmi, João Nogueira, Clara Nunes e ainda Chico Buarque, Miúcha, Djavan, D. Ivone Lara, entre outros. Três anos mais tarde, Martinho elaborou um projeto trazendo a música angolana para os brasileiros, a que chamou de O Canto livre de Angola.
Nosso samba.... seu semba ...por isso enquanto eu sambo cá.... você semba lá...


AUTORES DO ENREDO: Rosa Magalhães (Carnavalesca) & Alex Varela (historiador)
Mentor do enredo: Martinho da Vila
Bibliografia consultada:
ABREU, Martha. O Império do Divino. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
ALENCASTRO, Luis Felipe. O Trato dos Viventes. A Formação do Brasil no Atlântico Sul. S. Paulo: Cia. das Letras, 2000.
KARASCH, Mary C. A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro, 1808-1850. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
LOPES, Nei. Kitabu. Rio de Janeiro: Editora Senac, 2005.
MARTINHO DA VILA. Kizombas, Andanças e Festanças. Rio de Janeiro: Léo Christiano Editorial, 1992.
MOURA, Roberto. Tia Ciata e a Pequena África do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado, 1992.
RODRIGUES, Jaime. De costa a costa: Escravos, Marinheiros e Intermediários no trafico de Angola ao Rio de Janeiro. São Paulo: Editora Schwarcz, 2005.