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terça-feira, 1 de abril de 2014
Variabilidade do nível do rio Negro impacta na saúde
Nos últimos anos, o regime de cheias e vazantes do rio Negro, em Manaus, tem superado as marcas históricas registradas. Ao pesquisar a variabilidade do nível do rio e o impacto dos eventos extremos na saúde da população, o aluno de mestrado em Epidemiologia em Saúde Pública Diego Ricardo Xavier Silva constatou que os casos de febre tifoide apresentaram associação, com defasagem de um mês, em relação ao nível do rio Negro, temperatura máxima e índice de Oscilação Niño (ONI). Já os casos de malária associaram-se, com defasagem de dois meses, à chuva e cotas acima 27,5 metros, durante o período de subida do nível do rio. E, ainda, as cotas do rio acima de 28 metros em períodos de chuva apresentaram ligação positiva com as notificações de casos de leptospirose. O estudo foi orientado pela pesquisadora Cláudia Torres Codeço.
Segundo Silva, o rápido crescimento urbano sem planejamento levou à exclusão e, por consequência, pode gerar um aumento da criminalidade; desemprego e subemprego; queda dos níveis reais dos salários e aumento do custo de vida. “Os habitantes da cidade possuem uma estreita relação com os rios, o que torna a cidade extremamente vulnerável a mudanças nos padrões de cheias e secas dos rios. A história de Manaus apresenta diversos episódios de alteração na estrutura social e no ambiente que tiveram efeitos imediatos na região, a médio e a longo prazo à saúde das populações.”
O aluno traçou um panorama da região. Manaus apresenta peculiaridades em relação às mudanças ambientais e climáticas. A sazonalidade das chuvas, níveis dos rios, produção de alimentos, pesca e condições de transporte condicionam a economia regional e influem sobre a vida na cidade. O nível da água do rio Negro tem sido um regulador da dinâmica econômica e social da cidade, desde sua fundação. A persistência de casas de madeira construídas sobre palafitas é um exemplo de adaptação da população local à variabilidade climática. A altura das casas, pontes e trapiches sobre estacas revela uma conformação dos habitantes locais a variações esperadas do regime dos rios, ao mesmo tempo em que impõe um limite aceitável, além do qual torna-se inviável a moradia e as atividades econômicas e, consequentemente, geram agravos a saúde.
Quanto ao perfil populacional, Silva informou que, a partir dos anos de 1970, houve a ocupação das margens dos vários igarapés da cidade de modo mais intenso. “Essa situação perdura até os dias atuais e pode se agravar com a intensificação dos fluxos migratórios para Manaus, revelando a incapacidade de se expandir a infraestrutura de forma planejada, e contribuindo para a deterioração da qualidade de vida urbana em geral.” Como resultado destes processos, disse ele, evidencia-se a proliferação de favelas na periferia da cidade e ao longo de igarapés, formadas por meio de invasões de terrenos de propriedade pública e privada sem condições de habitação.
De acordo com Silva, o poder público realiza obras de infraestrutura que têm gerado debates e controvérsias no município. É o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), que beneficia apenas 80.000 pessoas (números não oficiais). Inicialmente, continua Silva, o programa seria totalmente implementado até 2013, mas existe a possibilidade de extensão desse prazo até 2020 e para outros igarapés. “O governo está canalizando e drenando os igarapés em áreas estratégicas da cidade, sobretudo áreas centrais. Os habitantes das margens dos igarapés nas áreas, onde foi implementado o programa, recebem a proposta de ganharem pelo imóvel o valor de 21 mil reais em espécie, ou um outro imóvel em outro lugar da cidade, ou adquirir um novo imóvel na área que foi recuperada.”
Entretanto, acrescenta o aluno, existem críticas quanto ao planejamento urbano em relação à expansão da cidade, o desmatamento das margens dos igarapés e descaracterização do município. “Grandes áreas da cidade estão se tornando impermeáveis com o aterramento de igarapés e leitos de rios. Esse processo tende a aumentar a intensidade de alagamentos após as chuvas intensas e criação de ilhas de calor devido ao clima da região e a diminuição da cobertura vegetal.”
Sobre o autor
Diego Ricardo Xavier Silva é graduado em Enfermagem pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2009). Técnico em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) com ênfase em saúde pública, atualmente atua como pesquisador bolsista no Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz, na pesquisa e ensino de Geografia da Saúde. A defesa da dissertação, intitulada Variabilidade climática, vulnerabilidade ambiental e saúde: os níveis do rio Negro e as doenças relacionadas à água em Manaus, ocorreu em 10/3, na ENSP.
Sessão Solene da entrega da Medalha Teixeira de Freitas
Sessão Solene da entrega da Medalha Teixeira de Freitas
O INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS tem a honra de convidar V. Exa. e Exma. família para a sessão solene a ser realizada no dia 2 de abril próximo, às 18h, em sua sede, à Avenida Marechal Câmara, 210 - 5º andar, ocasião em que será entregue a MEDALHA TEIXEIRA DE FREITAS ao eminente jurista, professor e advogado Dr. JOSÉ AFONSO DA SILVA.
O Orador Oficial do IAB, Dr. EROS ROBERTO GRAU , fará saudação em nome da Casa.
Fernando Fragoso
Presidente
SARAU POÉTICO DESTACA A OBRA DE HILDA HILST NO MUSEU DAS MINAS E DO METAL
Evento terá a participação do poeta Wilmar Silva de Andrade e convidados, que explorarão
a lírica da poeta paulista. Nesta quinta-feira, 3 de abril, às 19h30, com entrada franca
a lírica da poeta paulista. Nesta quinta-feira, 3 de abril, às 19h30, com entrada franca
Para a programação cultural Toda Quinta e Muito MMMais..., o Museu das Minas e do Metal – no Circuito Cultural Praça da Liberdade e que tem como mantenedora a Gerdau – promove nesta quinta-feira, 3 de abril de 2014, às 19h30, nova edição do “Café com Poesia”, com o poeta Wilmar Silva de Andrade. Em “A outra Hilda Hilst”, ele e seus convidados fazem a leitura de trechos de obras da poeta, cronista e dramaturga Hilda Hilst, considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras da língua portuguesa do século XX. O evento, no MMM Café, tem entrada franca.
A apresentação, que contará com a participação especial da poeta e ensaísta Bianka de Andrade Silva e do jornalista Rogério Zola Santiago, ressalta a importância da artista que mudou o modo de fazer literatura no Brasil, especialmente por seu temperamento transgressor, que ia de encontro aos costumes tradicionais e conservadores. Além disso, a cantora e atriz Rita Silva interpreta duas composições de poemas de Hilda Hilst musicados por Zeca Baleiro. Esses poemas estão no livro “Júbilo, memória, noviciado da paixão” (1974).
Entre as obras que serão exploradas no sarau poético, destaque para os primeiros livros da escritora, como “Presságio” (1950), “Balada de Alzira” (1951), “Balada do festival” (1955), “Roteiro do silêncio” (1959), “Trovas de muito amor para um amado senhor” (1960), “Ode fragmentária” (1961), “Sete cantos dos poeta para o anjo” (1962) e “Júbilo, memória, noviciado da paixão”. “São livros essenciais para a compreensão não apenas da literatura de Hilda Hilst, mas da ruptura de linguagem que ela provoca na estética da comunicação de seu pensamento artístico. No Museu das Minas e do Metal vamos mostrar a lírica de uma poeta sem a violência de sua pornografia, uma poesia ainda em estado de paz com os sentidos humanos. Mas, inevitavelmente, a Hilda Hilst inspiradora e passionalmente violenta se revela em toda a sua obra”, comenta Wilmar.
Hilda Hilst
Paulista de Jaú, nascida em 21 de abril de 1930 e falecida a 4 de fevereiro de 2004, Hilda Hilst é reconhecida como uma das principais autoras brasileiras, sendo considerada uma das mais importantes vozes da língua portuguesa do século XX. Iniciou sua carreira como poeta na década de 1950 com a obra “Presságio”. Agraciada com significativos prêmios literários, presente em numerosas antologias de poesia e ficção, tanto nacionais quanto estrangeiras, há muito seu nome foi incluído nos dicionários de autores brasileiros contemporâneos. Seu trabalho vem sendo publicado pela editora Globo e traduzido em diversos idiomas.
Wilmar Silva de Andrade nasceu em Rio Paranaíba (MG) em 30 de abril de 1965. É poeta, performer, editor e artista visual e sonoro. Sua poesia já foi traduzida e publicada em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, finlandês e húngaro. Foi criador da Poesia Biosonora, apresentada no Brasil e em outros países das Américas, Europa e África, além de curador do projeto “Terças Poéticas”, em Belo Horizonte.
A programação cultural Toda Quinta e Muito MMMais... é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet), do Ministério da Cultura, com o patrocínio da Gerdau.
SERVIÇO
Café com Poesia - “A outra Hilda Hilst”, com Wilmar Silva de Andrade e os convidados Bianka de Andrade Silva, Rogério Zola Santiago e Rita Silva
- Data: 3 de abril de 2014, quinta-feira
- Local: MMM Café - Museu das Minas e do Metal
- Horário: 19h30
- Entrada franca
Museu das Minas e do Metal
Com 18 salas e 44 atrações, o MMM abriga um importante acervo sobre mineração e metalurgia. Usa recursos tecnológicos para destacar, de forma lúdica e interativa, a importância dos metais e minerais no cotidiano das pessoas. Além disso, marca a relação entre a história e as expressões culturais de Minas Gerais com a riqueza de seus recursos naturais. Desde o dia 1º de dezembro de 2013, o Museu está sob a gestão da Gerdau, líder no segmento de aços longos das Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais no mundo. O MMM integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade e ocupa o antigo edifício da Secretaria de Estado da Educação, inaugurado em 1897 e tombado pelo Iepha/MG. O projeto de ampliação e adequação do prédio é do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. A museografia é assinada por Marcelo Dantas. O Museu das Minas e do Metal tem o certificado de excelência do TripAdvisor e foi a primeira instituição museológica do Brasil a receber a certificação do Instituto Herity em gestão da qualidade do patrimônio cultural.
Endereço: Praça da Liberdade S/N - Prédio Rosa
Telefone: (31) 3516-7200
Funcionamento: Terça a domingo, de 12h às 18h (quinta, de 12h às 22h)
Entrada franca
Projeto Manguinhos em Cena retorna às atividades na Biblioteca Parque de Manguinhos
Depois de um intervalo de um ano, o projeto Manguinhos em Cena, retorna às atividades na Biblioteca Parque de Manguinhos, espaço da Secretaria de Estado de Cultura, com oficinas de formação artística e técnica em teatro. A novidade deste ano é a abertura de aulas de iniciação teatral também para crianças e adolescentes que vivem no entorno da instituição.
Idealizado e coordenado pela Companhia do Gesto e pela Zucca Produções em parceria com a Biblioteca Parque de Manguinhos, o projeto Manguinhos em Cena é um dos laboratórios do PalavraLab das Bibliotecas Parque estaduais e integra o Programa FAVELA CRIATIVA. Resultado da parceria entre o poder público e a iniciativa privada, contando com recursos de R$ 14 milhões, provenientes da própria Secretaria de Estado de Cultura, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, da Light, do Programa de Eficiência Energética da ANEEL e do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, o FAVELA CRIATIVA é formado por um conjunto de projetos que oferece a jovens agentes culturais formação artística e especialização em gestão cultural e estabelece canais de diálogo entre estes jovens, possíveis parceiros e patrocinadores potenciais
O diretor da Companhia do Gesto, Luís Igreja, conta que a ideia do curso para crianças e adolescentes nasceu durante as apresentações do espetáculo “Sintonia Suburbana”, peça desenvolvida pelo grupo de alunos da primeira edição, em 2012, na biblioteca.
“O interesse das crianças que viviam no entorno da biblioteca pelo espetáculo sempre foi grande. Elas acompanhavam os ensaios e as apresentações. Ficavam tão encantadas com o que viam que voltavam formando um público fiel para a peça”, explica Luís Igreja. “A oficina infantil será lúdica, uma iniciação ao teatro; já os adolescentes trabalharão a linguagem teatral a partir de materiais recicláveis”, continua. As aulas serão ministradas pelos atores da Companhia do Gesto Tania Gollnick e Ademir de Souza.
As inscrições para essas oficinas já podem ser feitas na própria Biblioteca Parque de Manguinhos. Crianças e adolescentes devem preencher a ficha de inscrição, e seus pais autorizarem. Podem levar a autorização para casa para os pais assinarem, ou os pais podem ir à biblioteca e assinar lá mesmo. Todas as atividades de formação do Manguinhos em Cena são gratuitas. Para acompanhar a agenda do grupo e as atividades, acesse e curta a página no Facebook (www.facebook.com/ manguinhosemcena).
Manguinhos em Cena em 2014 consolida a formação de um núcleo cênico residente da Biblioteca Parque de Manguinhos, com 15 integrantes que se mantiveram no projeto desde 2012, e contou com a seleção de outros 12 novos participantes no fim de 2013 por meio de uma aula teste. O grupo com 27 participantes do projeto passará por novo processo, visando à formação e à consolidação de um núcleo teatral preparado para atuar artística e socialmente – com estrutura própria e sustentável – e desenvolver uma identidade própria para sua expressão teatral. As aulas de dramaturgia, interpretação, direção, produção, dança, técnica vocal e melodrama começam em março e vão até outubro, culminando com criação, desenvolvimento e realização de um novo espetáculo.
O novo grupo reúne pessoas que nunca tiveram contato com o teatro e outras que precisam trabalhar e qualificar melhor seus talentos. Um exemplo de sucesso é o aluno Evaldo de Andrade, morador da comunidade do Jacarezinho, que participou do projeto em 2012 por acaso e sem nenhuma expectativa. Atualmente, ele exerce o ofício de ator na novela “Joia Rara”, da TV Globo, continua no projeto e vai aproveitar as aulas na Biblioteca Parque de Manguinhos, mesmo já tendo conseguido seu DRT de ator (Documento de Registro Técnico).
- Todas as aulas foram importantes para minha formação. No momento do teste na TV Globo, estava nervoso, mas coloquei em prática tudo o que aprendi nas oficinas do projeto Manguinhos em Cena, e deu tudo certo. Aconselho os iniciantes a aproveitarem, ao máximo, a oportunidade e, assim como eu, não faltar a nenhuma atividade do grupo – sugere Evaldo.
O objetivo do projeto é construir um pensamento de arte coletiva e teatro de grupo, característico das companhias de teatro, e oferecer formação artística com um grupo de excelência de oficineiros. Cada participante, além de estar em cena, exerce várias funções no processo artístico, como cuidar de todos os aspectos e áreas técnicas de um espetáculo, da criação e da montagem dos cenários, passando pela composição da trilha sonora, pela construção da dramaturgia, dos figurinos e até cuidar do camarim e montar o som.
As demandas apresentadas pelo grupo no primeiro ano foram levadas em consideração na organização da grade das oficinas que serão oferecidas nesta etapa. Os participantes solicitaram mais trabalho vocal e, para isso, Bethi Albano foi convidada para ensinar técnica de voz. Como o grupo tem vocação para trabalho de corpo e dança, a bailarina e coreógrafa Paula Águas foi escalada para reforçar essa tendência. Renata Mizrahi (dramaturgia) e Ana Luísa Cardoso (melodrama) contaram com a empatia do grupo em 2012 e voltam a campo este ano a pedidos da turma.
O projeto Manguinhos em Cena surgiu em 2012, dentro do Laboratório de Dramaturgia do Gesto, um dos projetos do PalavraLab da Biblioteca Parque de Manguinhos. Em sua primeira edição, foram selecionados 25 alunos, 90% deles moradores do Complexo de Manguinhos. O grupo estreou, no final de 2012, "Sintonia Suburbana", espetáculo assinado pela dramaturga convidada Renata Mizrahi e dirigido por Luís Igreja, diretor da Companhia do Gesto.
Sobre as oficinas
Manguinhos em Cena terá sete meses de oficinas livres sequenciais, em nove módulos, além de atividades extras monitoradas (produção, monitoria de aulas nas oficinas para crianças e adolescentes, intervenções artísticas e performáticas na comunidade e na biblioteca, idas ao teatro, produção, recepção e estágios de montagem técnica com os espetáculos e grupos que se apresentarem no Cine-Teatro da Biblioteca em 2014). Ao todo, o projetoManguinhos em Cena terá carga horária de 10h semanais (308 h/aula totais), com atividades divididas em dois dias da semana, quartas e quintas-feiras, à tarde; mais as atividades extras para os participantes.
LOCAL: Biblioteca Parque de Manguinhos, vinculada à SEC
ENDEREÇO: Av. Dom Hélder Câmara, 1184 – Manguinhos
INFORMAÇÕES:www. companhiadogesto.com.br/ manguinhosemcena, manguinhosemcena@ companhiadogesto.com.br e (21) 2334-8915 (Priscila ou Helaine)
MÚSICA, FOTOGRAFIA E ARQUEOLOGIA SE DESTACAM NA PROGRAMAÇÃO DE ABRIL DO MMM
Apresentação de grupos de música, palestra sobre patrimônio cultural arqueológico e oficina de
fotografia pinhole dão o tom das atividades gratuitas de abril no Museu das Minas e do Metal
Em abril de 2014, o Museu das Minas e do Metal, no Circuito Cultural Praça da Liberdade e que tem a Gerdau como mantenedora, será palco de atrações ligadas à música – erudita e popular –, à cultura negra de Minas Gerais, como o Congado, à poesia, à fotografia, à arqueologia, entre outras áreas. As atividades da programação cultural Toda Quinta e Muito MMMais... deste mês acontecem nas noites de quinta-feira e na manhã do último domingo do mês no MMM. A entrada é franca e aberta ao público.
Para dar início à programação do abril, o MMM promove mais uma edição do Café com Poesia, com o poeta Wilmar Silva de Andrade, nesta quinta-feira, dia 3, às 19h30, no MMM Café. Para o espetáculo “A outra Hilda Hilst”, ele e seus convidados – a poeta e ensaísta Bianka de Andrade Silva e o jornalista Rogério Zola Santiago – fazem a leitura de trechos de obras da poeta, cronista e dramaturga Hilda Hilst, considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras da língua portuguesa do século XX. Haverá também a participação da cantora e atriz Rita Silva, que interpreta duas composições de poemas da autora musicados por Zeca Baleiro.
Nos dias 10 e 12, o programa Matéria-prima, que consiste em oficinas de curta duração que abordam práticas e experiências sobre diferentes temas, promove oficina de fotografia pinhole com caixinhas de fósforo, voltada para adultos e crianças acima de dez anos, ministrada por Cecília Pederzoli. As atividades acontecem no dia 10, quinta-feira, das 19h30 às 21h30, e no dia 12, sábado, das 8h30 às 10h30 e das 14h às 17h. As fotos produzidas farão parte de exposição no MMM até 30 de abril. Cecília é fotógrafa, professora e jornalista. Estudou fotografia no Westminster College, na Inglaterra, com Arnold Borgerth. Como professora, atuou na Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia e na formação de professores no projeto VER - Vivendo a Estrada Real, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
O patrimônio cultural arqueológico também é uma das temáticas da programação de abril do MMM. Para a série Língua Afiada, Luana Carla Martins Campos profere, no dia 17, a palestra “A arqueologia como patrimônio cultural: os desafios da diversidade cultural”. Luana é doutorando em arqueologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre e graduada em história pela mesma universidade. Especialista em prospecções e salvamentos arqueológicos, atua nas áreas de patrimônio cultural e arqueologia histórica, tendo realizado diversas consultorias e assessorias técnicas em ICMS Cultural e licenciamento ambiental. É cofundadora do Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (Insod) e coordenadora de projetos da mesma instituição. Além disso, trabalha com educação patrimonial e criação de materiais didáticos.
Ainda no dia 17, às 21h, haverá a apresentação do Ensemble de Violoncelos, grupo formado por alunos da Casa de Música de Ouro Branco, a 100 quilômetros de Belo Horizonte, dentro da programação do Festival de Violoncelos do município. Para a apresentação no MMM, os músicos estarão sob a coordenação de Matias de Oliveira Pinto, professor de violoncelo da Universidade das Artes de Berlim e da Faculdade de Música de Münster, na Alemanha. No programa, obras de Haendel, Wagner, Villa-Lobos, Guerra Peixe e Tchaikovsky.
Com foco em grupos culturais e artistas que mantêm estreita relação com a cultura de Belo Horizonte, o Gentedaqui promove no dia 24 um bate-papo com o público, seguido de pocket show com o grupo Dingoma. A proposta é que a plateia se aproxime da cultura congadeira de Minas Gerais, tirando dúvidas e fazendo perguntas ao integrantes do grupo. O grupo Dingoma é uma evolução recente do grupo Tambor Mineiro, que por sua vez foi fruto do curso intitulado “Tambor Mineiro”, criado pelo multinstrumentista mineiro Mauricio Tizumba em 2001, cujo objetivo era resgatar e valorizar a cultura afro-mineira. O Dingoma utiliza diversos ritmos, cânticos e danças do Congado mineiro, passando por releituras e adaptações originais. Os nove músicos cantam e tocam tambor, patangome e gunga, instrumentos utilizados pelas guardas de Congado.
Para a programação destinada ao público infantil nas manhãs de domingo, o “Era uma vez no MMM...”, contará com a participação de Beatriz Myrrha e convidados. No dia 27 de abril, o espetáculo “O sítio do seu Lobato”, Beatriz e seus convidados, a narradora Cristina Barbosa e o percussionista Fabrino Campelo, convidam para uma homenagem à brasilidade presente na obra Monteiro Lobato, que faz aniversário em abril, e aos 75 anos de publicação de “O Picapau Amarelo”, de 1939. A apresentação contará com muitas histórias, personagens, poemas e canções. Após o Era uma vez no MMM..., às 12h30, é a vez da apresentação do coro e da orquestra de câmara da Escola de Música de São Brás do Suaçuí, a 109 quilômetros da capital mineira.
Curadoria
O Toda Quinta e Muito MMMais... tem curadoria da comunicadora social Mônica Cerqueira. Ex-diretora de marketing e projetos especiais daFundação Clóvis Salgado, fundou e dirigiu em Belo Horizonte o circuito de salas de cinema patrocinadas pelo Unibanco. Também foi programadora do Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes. Na UFMG, participou da implantação da TV UFMG. Com Eder Santos, escreveu o roteiro para o segundo longa do artista, “Deserto azul”.
A programação cultural Toda Quinta e Muito MMMais é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet), do Ministério da Cultura, com patrocínio da Gerdau.
SERVIÇO
Toda Quinta e Muito MMMais... – Abril de 2014
- 03/04/2014 – Café com Poesia com Wilmar Silva de Andrade e convidados
- 10/04/2014 – Matéria-prima com Cecília Pederzoli (também no dia 12/04/2014, de manhã e à tarde). Inscrições pelo e-mailoficina@mmm.org.br
- 17/04/2014 – Língua Afiada com Luana Carla Martins Campos e, às 21h, apresentação do Ensemble de Violoncelos, dentro da programação do Festival de Violoncelos de Ouro Branco
- 24/04/2014 – Gentedaqui com o grupo Dingoma
- 27/04/2014* – Era uma vez no MMM... com Beatriz Myrrha e convidados e, às 12h30, apresentação do coro e da orquestra de câmara da Escola de Música de São Brás do Suaçuí
- Horário: 19h30
- Entrada franca
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