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terça-feira, 27 de março de 2018

Graduate Seminars: convidado palestra sobre inovação em mercados emergentes

Henry Lopez Vega (Jönköping International Business School) é o convidado da próxima edição do programa Graduate Seminars, que será realizado no dia 28 de março, às 10h. O evento, promovido pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE), vai discutir o artigo “Open innovation in emerging markets: A longitudinal study of the antecedents, micro-foundations, and outcomes of dynamic capabilities”.
A linha de pesquisa de Lopez-Vega tem o objetivo de contribuir para as discussões crescentes sobre a inovação aberta em empresas, R&D em subsidiárias de empresas multinacionais, capacidades dinâmicas, e negócios digitais. O convidado internacional é doutor e mestre pela Esade Business School, da Espanha.
O programa “Graduate Seminars” tem como objetivo fomentar a discussão de alto nível das pesquisas em andamento em Administração e áreas afins. Os seminários são voltados para todos de mestrado e doutorado, além de pesquisadores interessados no tema. O evento será conduzido em inglês e é aberto ao público.
A palestra será realizada na sala 03 da sede da FGV EBAPE (Rua Jornalista Orlando Dantas, 30. Botafogo, Rio de Janeiro/RJ). 
Para mais informações e inscrições, acesse o site.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Audiência pública vai discutir impactos da intervenção federal sobre as favelas

Encontro promovido pelas defensorias públicas do Estado e da União acontece na segunda-feira(26), com presença confirmada do Ministério Público, Gabinete da Intervenção e sociedade civil


A Defensoria Pública do Rio de Janeiro promove na segunda-feira (26) a audiência pública A Intervenção Federal e seus Reflexos no Cotidiano da Favela. Realizado em parceria com a Defensoria Pública da União, o evento é uma das 12 ações definidas pelo Grupo de Trabalho criado pela instituição para monitorar a atuação dos interventores. Outra medida é a cartilha com direitos e deveres dos moradores das comunidades nas abordagens das forças de segurança, que será lançada durante a audiência.

Além de representantes das defensorias estadual e da União, a audiência já tem presença confirmada do Grupo de Trabalho Contra o Genocídio da População Negra e Favelada; Comissão de Direitos Humanos da Alerj; Ministério Público Federal; Ministério Público do Rio de Janeiro – Gaesp; Ministério Público Militar; Sociedade civil e do Gabinete da intervenção. O objetivo é ouvir as preocupações da sociedade civil e os informes das autoridades que estão à frente da medida, além de apresentar as garantias legais de todo cidadão.

“Existe um clima de muita incerteza, até porque ainda não foi apresentado um plano de ações concretas da intervenção. Houve uma atuação pontual chamada de ‘teste’ na Vila Kennedy, mas ainda se sabe muito pouco sobre o que esperar ou como agir. Isso, claro, causa apreensão no morador da favela, que, por enquanto, é quem mais sente os impactos dessa intervenção”, observa Pedro Strozemberg, ouvidor-geral da Defensoria Pública do estado e um dos organizadores do encontro. “A audiência será a oportunidade de sanar as principais dúvidas e também de apresentar a rede de apoio que esses moradores possuem para os casos de violação de direitos.”

Desde o início da intervenção, as defensorias do Estado e da União têm atuado em conjunto para que os direitos do cidadão sejam preservados, a despeito do seu endereço ou condição social. Foi o que gerou ampla mobilização contra medidas como os mandados de busca coletivos nas favelas, que chegaram a ser cogitados nos primeiros dias da presença federal na segurança do Rio. 

“Importante que a população leve o debate sobre os limites da atuação das forças de segurança. A Defensoria Pública sempre irá atuar para preservar as garantias e os direitos fundamentais de todas as pessoas. Nossa missão institucional é esta, e sempre estaremos de portas abertas a esse diálogo", ressalta Thales Arcoverde, defensor público federal. 

Defensoria na Favela

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro já definiu outras ações para o período de intervenção. Uma delas é o Defensoria na Favela – 40 semanas de intervenção cidadã. A partir da primeira semana de abril, um grupo formado por pelo menos dois defensores públicos, pela Ouvidoria da instituição e voluntários vai colher, in loco, informações dos moradores sobre a atuação das forças de segurança. A cada semana, uma favela será visitada pelo grupo até o fim do período de intervenção.

Outra medida já vem sendo desenvolvida desde a publicação do decreto presidencial que determinou a intervenção: o apoio e acompanhamento de iniciativas da sociedade civil. A DPRJ integra e acompanha ações como o Observatório da Intervenção; a Comissão Popular da Verdade e a Mobilização Baixada. A Defensoria também dará início a um canal direto para receber denúncias de cidadãos que tenham algum dos seus direitos violados. Por meio do telefone 0800 282 2279 será possível relatar abusos e também receber encaminhamento para atendimento da instituição.

No aspecto legal, a DPRJ atua para derrubar a Lei Complementar que amplia a competência da Justiça Militar, inclusive para a chamada “atuação subsidiária”, como é o caso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). 

“Trabalhamos de forma estratégica e coletiva desde a publicação do decreto de intervenção, com a mobilização das nossas diferentes áreas de atuação. Entre as mais importantes ações definidas está o estreitamento dos canais de comunicação com a sociedade civil. É assim que vamos conseguir atuar com eficiência na garantia dos direitos fundamentais das camadas mais vulneráveis da sociedade, que não podem ser violados sob qualquer pretexto”, afirma Rodrigo Pacheco, 2º defensor público-geral do estado.

Serviço
Audiência Pública “A Intervenção Federal e seus Reflexos no Cotidiano da Favela”
Quando: Segunda-feira, 26 de março, às 10h
Onde: Auditório da Defensoria Pública da União – Avenida Presidente Vargas, 62, Centro

Especialista palestra sobre desenvolvimento sustentável e História no século XXI

A Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) promove, no dia 27 de março, às 14h, no auditório da Sede da FGV (Praia de Botafogo, 190, 12º andar. Botafogo, Rio de Janeiro/RJ), palestra com o economista Sérgio Besserman Vianna. O convidado vai falar sobre “O desenvolvimento sustentável e a História no século XXI”.
O seminário pertence à série “Temas Contemporâneos” e tem o objetivo de discutir a incorporação das questões ambientais na agenda de desenvolvimento socioeconômico no século XXI.
O economista é especialista em desenvolvimento sustentável e estuda as consequências econômicas e sociais das mudanças climáticas globais desde 1992. Besserman foi presidente do IBGE (1999-2003) e, atualmente, preside o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Para mais informações e inscrições, acesse o site.

Seminário apresenta proposta de Reforma do Funcionalismo Público

O Brasil enfrenta a maior crise política e econômica desde os anos 1980. Diante deste quadro, a Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP) organiza uma série de encontros, intitulado “Propostas de Reformas para destravar o Brasil”. No dia 27 de março, às 11h, no auditório FGV EESP (Rua Itapeva, 474. Bela Vista, São Paulo/SP), o convidado será o professor Nelson Barbosa, que vai falar sobre a Reforma do Funcionalismo Público.
A proposta do ciclo de palestras é a apresentação de propostas de forma objetiva para o Brasil voltar a crescer de forma sustentável, com equidade e equilíbrio dos poderes, abrindo-se o debate com a sociedade.
Professor Titular da FGV EESP, Nelson Barbosa é doutor em Economia pela New School for Social Research e foi Ministro da Fazenda e do Planejamento (2015-2016), presidente do Conselho do Banco do Brasil (2009-2013) e presidente do Conselho de Administração da Vale (2011-2013).
Para mais informações e inscrições, acesse o site.

Theatro Municipal abre Temporada 2018 / Domingo a um real

Theatro Municipal do Rio de Janeiro abre Temporada 2018 com a “Ressurreição”, de Mahler

Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e Orquestra Sinfônica Brasileira dividirão o palco pela primeira vez, em apresentações nos dias 31 de março e 1º de abril


A Segunda Sinfonia de Mahler (“Ressurreição”) foi a obra escolhida pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro para a abertura de sua Temporada 2018. Sob a regência do maestro Tobias Volkmann, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal receberá a Orquestra Sinfônica Brasileira nos dias 31 de março e 1º de abril para, juntas, interpretarem a complexa obra que traça uma narrativa sobre a beleza da vida após a morte e ressurreição.

“A sinfonia deve ser como o mundo. Deve abranger tudo”. A famosa frase de Gustav Mahler poderia ser usada para ajudar a descrever suas obras sinfônicas. Todas são épicas, intensas, escritas para muitos instrumentos. E dessa necessidade de uma orquestra com tantos músicos extras surge uma parceria inédita: Pela primeira vez na história a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e a Orquestra Sinfônica Brasileira, estarão juntas, somando mais de 120 músicos no palco. Eles se juntarão, ainda, a 95 cantores do Coro (sendo a soprano Flavia Fernandes e a mezzo-soprano Denise de Freitas as solistas) e às bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche, que apresentarão coreografia criada por Marcelo Misailidis. "É com muito orgulho que recebo a Orquestra Sinfônica Brasileira, pois já fui seu diretor artístico. Agora, tenho a alegria de juntar pela primeira vez as duas orquestras neste evento histórico" – diz o presidente da Fundação Theatro Municipal Fernando Bicudo.

A parceria, no entanto, tem um significado especial para a OSB, que estava impedida de se apresentar no festejado palco carioca, em função de um impasse financeiro. Os concertos em questão quitam uma dívida que a Sinfônica Brasileira tinha com o Theatro Municipal e reabre as portas da casa para a Orquestra. “Ficamos muito felizes e gratos com a possibilidade de resolver com nossa arte as pendências que impediam a OSB de voltar ao Municipal. O convite para abrirmos a temporada 2018, feito pelo Presidente do Theatro Fernando Bicudo, é um exemplo de solidariedade entre instituições, que são parceiras históricas. Não poderia ser mais emblemático o repertório escolhido, bem como o fato inédito de termos OSTM e OSB juntas no palco do Municipal” - comemora o diretor artístico da OSB Pablo Castellar.

Com a Sinfonia nº 2, Mahler busca contar a história da vida. O primeiro movimento é considerado um grito angustiado buscando compreensão e significado, enquanto o segundo movimento é um tipo de reflexão nostálgica em tempos mais felizes. Usando as palavras do próprio Mahler, o terceiro movimento “é uma ruminação sobre a natureza sem sentido da vida”. Porém, o quarto vem como uma resposta a essa ideia e contempla a beleza e o significado da vida. O quinto movimento, de conclusão, é uma expressão de esperança e otimismo.

A Orquestra Sinfônica Brasileira conta com a Lei Rouanet, tem a NTS como mantenedora e a Vale, Brookfield e Eneva como Patrocinadoras.

A “Ressurreição”, de Mahler, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tem Patrocínio Ouro da Petrobras e Lei Rouanet de Incentivo à Cultura / Ministério da Cultura.


Segunda Sinfonia em Dó Menor (“Ressurreição”)
Regência - Tobias Volkmann
ComCoro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e Orquestra Sinfônica Brasileira, como convidada
Soprano – Flavia Fernandes
Mezzo-soprano – Denise de Freitas
Participação especial das bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche


PROGRAMA:
MAHLER, Gustav - Segunda Sinfonia em Dó Menor (“Ressurreição”)
I.             Allegromastroso
II.           Andante moderato
III.          In ruhidflissenderBewegung
IV.          Urlicht (Primeval Light)
V.            Im Tempo dês Scherzo



SERVIÇO:
Segunda Sinfonia em Dó Menor (“Ressurreição”)
Local – Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/nº, Cinelândia – Rio de Janei

domingo, 25 de março de 2018

Programação de animação é destaque no Rio2C


ENCOMENDA KIDS: FRANCE TV
HEAD OF ANIMATION PROGRAMS DA FRANCE TÉLÉVISIONS, LÍDER
EM PARCERIAS E MAIOR INVESTIDOR DA ANIMAÇÃO EUROPEIA, PIERRE SIRACURA FALA SOBRE ENCOMENDA DE INTERPROGRAMAS, SÉRIES
E MINISSÉRIES DE ANIMAÇÃO E APRESENTA OS MODELOS DE
COPRODUÇÃO INTERNACIONAL.
DIA 04/04, DE 15H15 ÀS 15H45, ESPAÇO BE BRASIL - SALA A.
ENCOMENDA ANIMAÇÃO: ÁNIMA STUDIOS
JOSÉ CARLOS GARCIA DE LETONA, COFUNDADOR DO MAIOR ESTÚDIO DE ANIMAÇÃO DA AMÉRICA LATINA, O ÁNIMA ESTUDIOS, FALA SOBRE
COMO REALIZAR COPRODUÇÕES DE LONGAS E SÉRIES. INTERFERÊNCIAS
FINAIS DE MAYRA LUCAS (CEO DA GLAZ ENTRETENIMENTO).
DIA 04/04, DE 11H30 ÀS 12H, NO ESPAÇO BE BRAZIL- SALA A.
ENCOMENDA KIDS: DISNEY USA
JERMAINE TURNER, DIRETOR EXECUTIVO DE ANIMAÇÃO DE SÉRIES
ATUAIS E COPRODUÇÕES PARA O DISNEY ABC TELEVISION GROUP,
FALA SOBRE OS INVESTIMENTOS EM CONTEÚDO ORIGINAL, ESTRATÉGIAS
DE AQUISIÇÃO E COPRODUÇÃO E COMO ENCOMENDAM PROJETOS DE ANIMAÇÃO PARA A DISNEY USA. INTERFERÊNCIAS FINAIS COM CARINA SCHULZE (FUNDADORA, ROTEIRISTA E PRODUTORA DA CHATRONE) E ZÉ BRANDÃO (SÓCIO-FUNDADOR DO COPA STUDIO).
DIA 05/04, DE 12H ÀS 12H45, NA SALA 2 - TEATRO DE CÂMARA - OI.
PARA SABER MAIS E GARANTIR SEU INGRESSO, ACESSE:
WWW.RIO2C.COM OU BAIXE NOSSO APLICATIVO.

DECLARAÇÃO MINISTERIAL UM CHAMADO URGENTE PARA UMA AÇÃO DECISIVA SOBRE A ÁGUA

Nós, Ministros e Chefes de Delegação, reunidos em Brasília, Brasil, nos dias 19 e 20 de março de 2018, durante a Conferência Ministerial do 8º Fórum Mundial da Água – “Compartilhando Água”,
Reconhecendo que:
A Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e  Desenvolvimento, adotada em 1992; o documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável intitulado “O futuro que queremos”, adotado em 2012; a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados em 2015; o Quadro Sendai para Redução do Risco de Desastres 2015-2030, adotado em 2015; o Acordo de Paris aprovado nos termos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima em 2015; e a “Nova Agenda Urbana” (Habitat III), adotada em 2016, representam marcos importantes na abordagem dos desafios globais de desenvolvimento sustentável;
Os países reafirmaram, no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20, seus compromissos em relação aos direitos humanos à água potável e ao saneamento, para serem progressivamente implementados para suas populações com pleno respeito à soberania nacional;
A água é um elemento transversal do desenvolvimento sustentável e no desafio da erradicação da pobreza; Os recursos hídricos são indispensáveis para todos os seres vivos e para viver em harmonia e em equilíbrio com o planeta e seus ecossistemas, reconhecidos por algumas culturas como “Mãe Terra”;
Todos os países precisam tomar medidas urgentes para enfrentar os desafios relacionados à água e ao saneamento;
A cooperação em todos os níveis e em todos os setores e partes interessadas, incluindo o compartilhamento de conhecimento, experiências, inovação e, quando apropriado, soluções é fundamental para promover a gestão sustentável da água e explorar sinergias com os diversos aspectos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável relacionados à água;
O papel fundamental das Nações Unidas na promoção da cooperação internacional da água em nível global. Vários dos princípios das convenções globais relevantes sobre a água podem ser úteis a este respeito;
Os esforços e as iniciativas tomadas em todos os níveis devem promover a participação adequada e inclusiva de todas as partes interessadas relevantes, em particular os mais vulneráveis e incluindo as comunidades locais, os povos indígenas, os jovens, as meninas e as mulheres e aqueles afetados pela escassez de água;
O ciclo hidrológico global, os processos geológicos, o clima, os oceanos e os ecossistemas são altamente interdependentes e todos eles devem ser levados em consideração na adoção de abordagens interdisciplinares, integradas e ustentáveis para a gestão da água;
O Painel Global de Alto Nível sobre Água e Paz emitiu seu relatório;
O Fórum Mundial da Água, desde a sua primeira convocação em Marraquexe, em 1997, vem contribuindo para o desenvolvimento de um entendimento comum e para o diálogo internacional sobre a água e promovendo ações locais, regionais e nacionais de gestão de recursos hídricos integrados e sustentáveis em todo o mundo.
Nós saudamos:
1. O impulso fornecido pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, em particular o ODS 6, ao 8º Fórum Mundial da Água para promover ações sobre iniciativas relacionadas à água e saneamento;
2. O estabelecimento do Painel de Alto Nível sobre a Água, convocado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas e o Presidente do Banco Mundial, e sua contribuição, tomando nota da publicação de seu relatório, que inspira e promove uma abordagem integrada em todos os governos e uma nova agenda para a ação sobre água;
3. A adoção, em 23 de dezembro de 2016, da Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Década Internacional para a Ação, Água para o Desenvolvimento Sustentável, 2018-2028, tomando nota da convocação, de acordo com seu parágrafo 12, de dois diálogos de trabalho para discutir o aprimoramento da integração e coordenação do trabalho das Nações Unidas sobre objetivos e metas relacionadas à água;
4. As contribuições significativas do 7º Fórum Mundial da Água na República da Coréia, a Cúpula da Água de Budapeste e a Semana da Água de Estocolmo para a preparação do 8º Fórum Mundial da Água;
5. A adoção em 2017 pela Assembleia Ambiental da ONU do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente da Resolução “Resolvendo os problemas de poluição da água para proteger e restaurar os ecossistemas relacionados à água”;
6. A contribuição de todas as partes interessadas, incluindo governos, sociedade civil, academia, povos indígenas e comunidades locais e setor privado, para o desenvolvimento e implementação de políticas positivas e proativas e cooperação em questões de água, bem como de soluções que podem ser compartilhadas entre os países e entre as partes interessadas, com base na perspectiva fonte-ao-mar e usando a água como um conector;
7. O trabalho dos Subprocessos de Governos Nacionais; Autoridades Locais e Regionais; Parlamentares; e Juízes e Promotores do 8º Fórum Mundial da Água e sua contribuição para o diálogo sobre questões relacionadas com a água;
8. O desenvolvimento de estratégias potenciais para aprimorar os meios de implementação, como finanças, capacitação, educação e transferência voluntária de tecnologia em termos mutuamente acordados, para apoiar o desenvolvimento de usos sustentáveis da água, incluindo  recursos hídricos não convencionais;
9. O envolvimento do setor privado e das empresas de propriedade pública para continuar ou melhorar a adoção de medidas de sustentabilidade relacionadas à água e saneamento eficientes, inclusive por meio de compromissos concretos e de acordo com as leis nacionais de água;
10. A participação formal de juízes e promotores pela primeira vez no Fórum Mundial da Água, enriquecendo as discussões que se beneficiaram da participação dos governos nacionais; autoridades locais e regionais, conforme aplicável; e parlamentares;
11. Os resultados e o acompanhamento das ações voluntárias do “Roteiro de Implementação” adotado no 7º Fórum Mundial da Água; 12. A convocação das rodadas ministeriais do 8º Fórum Mundial da Água, tomando nota dos relatórios dos moderadores, preparados sob sua própria responsabilidade.
Apresentamos um apelo urgente para uma ação decisiva sobre a água e declaramos que agora é hora de:
13. Renovar e reforçar o empenho político para garantir a implementação de ações imediatas e efetivas para superar os desafios relacionados à água e ao saneamento, em particular a escassez de água no contexto da adaptação à mudança do clima, e alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionados e suas metas;
14. Convidar o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF) a tomar nota, na sua revisão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, incluindo o ODS 6, dos resultados dos processos políticos, temáticos, regionais, de sustentabilidade e de cidadania do 8º Fórum Mundial da Água;
15. Convidar o sistema das Nações Unidas a fortalecer seu apoio aos países em matéria de água e a melhorar a integração e coordenação do trabalho das Nações Unidas sobre os objetivos e metas relacionados à água no âmbito do seu pilar de desenvolvimento sustentável;
16. Incentivar os governos a estabelecer ou fortalecer políticas e planos nacionais de gestão integrada de recursos hídricos, incluindo estratégias de adaptação à mudança do clima, com vistas a alcançar um acesso universal e equitativo à água potável segura e acessível, a um saneamento adequado e equitativo e à redução da poluição da água, e para proteger e restaurar os ecossistemas relacionados com a água, em linha com o ODS 6;
17. Apoiar o fortalecimento de acordos institucionais de água nacionais e, quando apropriado, subnacionais transparentes, eficazes, inclusivos e responsáveis, com a participação de todas as partes interessadas e a consideração das circunstâncias locais no processo de elaboração de políticas, ao mesmo tempo que promove as parcerias necessárias, a construção de confiança, a troca e compartilhamento de informações e experiências entre atores públicos, privados e da sociedade civil;
18. Mobilizar e alocar recursos financeiros suficientes de múltiplas fontes para a promoção e o investimento em gestão integrada e sustentável da água, especialmente orientada para os países em desenvolvimento e abordando seus desafios, vulnerabilidades e riscos específicos, incluindo redução de risco de desastres;
19. Desenvolver e compartilhar soluções, incluindo a Gestão Integrada de Recursos Hídricos e soluções baseadas na natureza, quando aplicável, para enfrentar os desafios mais urgentes de água e saneamento, por meio da pesquisa e inovação, aprimorando a cooperação em capacitação e transferência de tecnologia e outros meios de implementação e considerando o impacto da mudança do clima;
20. Incentivar a cooperação transfronteiriça com base em soluções vantajosas para todos, de acordo com o direito internacional aplicável, nomeadamente os instrumentos relevantes bilaterais, regionais e internacionais de que os países são parte;
21. Reforçar a necessidade urgente de respeitar o direito de todos os seres humanos, independentemente da sua situação e localização, à água potável e ao saneamento como direitos humanos fundamentais, previstos no direito internacional dos direitos humanos, no direito internacional humanitário e nas convenções internacionais pertinentes, conforme aplicável;
22. Promover o potencial da geração jovem como agentes de mudança e inovação na busca de soluções para desafios de água e saneamento e implementar e compartilhar políticas de educação e melhores práticas em água e saneamento, beneficiando-se de centros internacionais existentes e da expertise e rede da UNESCO, incluindo o Programa Hidrológico Internacional;
23. Aproveitar as redes e parcerias formadas durante o 8º Fórum Mundial da Água, em seus diversos processos, para promover a implementação desta declaração.