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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Série Justiça e Pensamento: Manual de Sobrevivência-Porque os Professores tem Direito


Diante de tantas notícias relacionadas ao crescente número de conflitos envolvendo professores, escolas e famílias, muitos deles com desdobramentos em delegacias de polícia e tribunais, com ações indenizatórias de alunos e pais contra professores e escolas, torna-se imprescindível capacitar os profissionais da Educação para os novos desafios do ambiente escolar. O debate trará vários casos reais e decisões favoráveis aos docentes, propondo uma reflexão sobre os direitos dos professores.
Carlos Alberto Lima de Almeida (advogado e mestre em Educação)
Coordenação: Fernanda Duarte (juíza federal)
Organização: Ajufe e Ajuferjes
Apoio: ESA (Escola Superior de Advocacia), OAB Niterói - Comissão de Direito Educacional
Inscrições no local
Dia 4, terça,
das 18h30 às 21h
Cinema
Entrada franca

Seminário de Negociação de Conflitos Ambientais


De 3 a 7 de outubro de 2011, acontecerá no Centro Cultural da Justiça Federal um evento fechado com a participação da Prof. Lin Harmon, Diretora-Adjunta da Pace Law School e Coordenadora dos Programas de Direito Ambiental, ministrará o Seminário Negociação de Conflitos Ambientais - Rio 2011, onde apresentará a experiência norte-americana em soluções alternativas de conflitos ambientais.

O Seminário terá como público alvo Magistrados Federais dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e convidados especiais.

Ao IAB serão conferidas 5 vagas para atendimento ao Seminário, devendo os interessados enviar email para keylah@kassociados.com.br, pois a Sra Keylah está organizando as inscrições.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Seminário Coleções e Colecionadores: A Polissemia das Práticas





Exposição "Corpo e Alma-Carmen Thompson"



A mostra reúne 14 gravuras em metal sobre papel com diferentes dimensões e técnicas em água-tinta, água-forte, ponta seca e lavis. A artista plástica e bailarina, Carmen Thompson, decidiu montar a exposição tendo como base dois solos por ela dançados no Festival Internacional de Flautas, Oboés e Fagotes, realizado no Forte de Copacabana em novembro de 2009. As fotografias daquela apresentação foram inicialmente trabalhadas pela arte digital e, em seguida, transformadas em Gravuras.
A exposição tem como objetivo integrar os diferentes segmentos de arte: dança, fotografia, digital e Gravura, fazendo um percurso por elas e gerando uma transformação na matéria da outra como se fosse uma coreografia. Além das gravuras, a mostra exibe um vídeo que trata desse percurso. “O movimento do corpo é a matéria prima da exposição e o fio condutor é a alma", afirma a artista.
A artista é bailarina contemporânea com passagem pelo ballet clássico quando ainda criança. Na juventude migrou para a dança moderna e depois para a dança contemporânea. Na época teve influência de Klauss Vianna e participou de vários espetáculos dirigidos por Rainer Vianna. Nas artes plásticas se dedicou ao desenho, à aquarela e à escultura usando vários materiais. Agora faz esta incursão pela gravura.
Em Corpo e Alma, Carmen Thompson nos propõe uma nova leitura da dança através da arte da gravura. Em seu trabalho desenvolvido na oficina de gravura do Museu do Ingá, em Niterói, a artista transpôs o registro fotográfico de suas performances de dança para as matrizes de gravura em metal, fazendo delas novos instrumentos de sua expressão artística. As chapas de latão trazem gravados os movimentos do corpo transformados em nuances de sulcos e texturas pelo ácido. Esses movimentos, cristalizados na superfície impressa de papel, novamente poderão, como na dança, reproduzir-se sob olhar do espectador, afirma Luiz Antonio Lopes de Souza, da Oficina do Ingá.
Serviço:

Exposição “Corpo e Alma” – Carmen Thompson
Abertura: 28 de setembro, às 19h
Visitação: de 29 de setembro a 13 de novembro, terça a domingo, de 12h as 19h – Grátis
Patrocínio: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

Exposição "O Mar de Sérgio Lucena"


A mostra - que reúne cerca de 30 pinturas da série marinha do artista paraibano Sérgio Lucena - tem o mar como importante figura de reflexão. “O mar de Sérgio Lucena” transborda e acalma a alma permitindo várias outras sensações simultâneas. A luz que emana de suas pinturas traduz a dualidade das marés: “depois da tempestade, vem sempre a calmaria”. Nesta série de elegante leveza e forte expressão pictórica, o belo é sentido de forma natural e profunda, proporcionando enxergar o mar em várias formas.
A exposição tem como objetivo a reflexão. Uma estrofe de um poema de Vanildo Brito, poeta paraibano, resume o conceito central da mostra: “descobrimos um mar oculto e profundo que o líquido e familiar oceano”. Neste universo é possível contrapor a energia fluída nos dias tranqüilos com as tempestades que as superfícies escondem. É um encontro marcado com a calma em dias agitados.
Para a curadora da exposição, Cláudia Lopes, Lucena é um pintor do mundo, um tradutor de almas. “Sua obra nos leva a espaços interiores que nem sempre nos atrevemos a pisar”. Com sua obra atual, faz com que a luz - elemento visto e sentido na série “Deuses do céu” – permaneça. O que se constata nas pinturas é que a forma praticamente desaparece e a cor, inevitavelmente, se transforma em luz permitindo a visualização do mar em diversas cores.
O crítico de arte Enock Sacramento define a exposição como sendo um mar particular do pintor. “Um mar muitas vezes azul, de um azul profundo, cinza, chumbo, violáceo, verde, dourado, fúcsia, de uma cor obtida por várias camadas de tinta e que, não raro, não está na superfície, mas vem do fundo”. Desde as primeiras obras surgidas de suas vivências paraibanas e da cultura nordestina brasileira, Sérgio Lucena, em “O Mar de Lucena” demonstra o longo caminho percorrido por ele durante sua trajetória profissional. Pode-se perceber que, através da luminosidade, o universo do artista transformou-se em um mar de cores e sensações, relata.
Nascido em 1963, em João Pessoa, na Paraíba, Sérgio Lucena, passou sua infância entre a capital e o sertão paraibano. Desde cedo gostava de pintar. Em 1981, Lucena conhece o artista paraibano Flávio Tavares que o orienta em seus primeiros passos na pintura acrílica e a partir de 1984, se dedica integralmente à pintura. Nessa época, o tema de suas obras era afigura humana e a vida como espetáculo de circo. Em 1986, faz sua primeira mostra individual e, em 1991, ganha bolsa de intercâmbio e vai morar em Berlim, onde convive com artistas contemporâneos alemães e com os mestres da pintura nos muitos museus. É o inicio de sua pintura a óleo.
Ao retornar ao Brasil, passa a pintar paisagens em grandes formatos e não encontra respaldo no mercado local. Durante sete anos desenvolve seu trabalho alheio ao mercado e a mídia. Neste período aprofunda seus estudos da pintura a óleo e desenvolve o trabalho que seria a base de sua pintura futura. Em 2001, é convidado a expor em Washington, DC. Com isso, retorna integralmente para sua carreira de artista. Desde os anos 80 participa de mostras individuais e coletivas, expondo em galerias, instituições culturais e museus no Brasil, na Alemanha, nos Estados Unidos e na Dinamarca.
Serviço:

Exposição “O Mar de Sérgio Lucena”
Abertura: 28 de setembro, às 19h
Visitação: de 29 de setembro a 13 de novembro, terça a domingo, de 12h as 19h – Grátis
Patrocínio: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

Exposição "Waldomiro de Deus- 50 Anos de Pintura


A exposição do pintor baiano Waldomiro de Deus, que comemorará meio século de pintura, reúne 30 obras criadas nas décadas de 60, 70, 80, 90 e nos primeiros anos no novo milênio. O trabalho revela um universo pictórico rico que inclui desde recriações da natureza e da vida cotidiana do povo brasileiro até grandes tragédias nacionais e internacionais como o ataque às torres gêmeas de Nova York, ocorrida há 10 anos, o atentado terrorista a uma estação de Madri, na Espanha, o recente tsunami que atingiu o Japão depois de um terremoto de 8.9 graus na escala Richter, o acidente ocorrido na construção da Estação Pinheiros do Metrô de São Paulo.
A curadoria da mostra é do crítico de arte Enock Sacramento, que acompanha a carreira do artista há mais de três décadas e está escrevendo sua biografia. Considera suas pinturas “projeções de um Brasil profundo e como manifestação cultural digna de ser vista e refletida". Segundo o curador, “a obra plástica de Waldomiro tem um espectro temático muito amplo e, além de se referenciar em acontecimentos de grande repercussão, também se volta para a natureza, da celebração do amor, da solidariedade e da elevação espiritual”.
Nascido em Itajibá, no interior da Bahia, a primeira coisa que impactou o artista foi a paisagem, a flora, a fauna, a natureza. A obra mais antiga da mostra é uma paisagem, realizada com guache sobre cartolina. Utilizou esses materiais porque foram os únicos que ele encontrou na casa de um antiquário de São Paulo, onde trabalhou como jardineiro. Pintando até altas horas da noite, Waldomiro sentia sono durante o dia e por isso foi demitido do emprego. Levou seus primeiros guaches para o Viaduto do Chá e com o produto da venda sobreviveu modestamente. Sua primeira exposição individual ocorreria em 1962, no Parque Água Branca, em São Paulo.
Naquela exposição, Waldomiro conheceu o decorador Terry Della Stuffa, que se tornou seu mecenas, apresentando-o ao mundo artístico e social de São Paulo. Participou da I Bienal Nacional de Artes Plásticas, em Salvador, da IX Bienal Internacional de São Paulo e mostras nacionais e internacionais De 1969 a 1973 viajou para a Europa, Ásia e América Latina. Em Israel morou num convento. Místico, afirma que foi lá que sentiu, “num raio de luz azul que veio do céu, a presença de Deus”. Waldomiro foi tema de mestrados de aspectos sócio-cultural, filosóficos e teológicos, além de livros e literatura de cordel. “É um dos pintores brasileiros mais conhecidos e alunos de centenas de escolas fazem frequentemente releitura de suas obras” afirma Enock Sacramento ao destacar que “Waldomiro de Deus é um valor emblemático no contexto da arte brasileira e sua obra faz jus à sua grande popularidade”.
A obra de Waldomiro de Deus integra numerosas coleções particulares e oficiais do Brasil e de vários países. E, entre os vários críticos de arte que demonstraram apreço por sua obra figuram Mário Schenberg, Theon Spanudis, Olney Krüse, Walmyr Ayala, Lélia Coelho Frota, Pierre Santos, Oscar D’Ambrósio, Paulo Klein, Jos Luyten, Sol Biderman e outros. Jorge Amado afirmou textualmente, em 1979, que “jogral a misturar as cores como quem faz versos ou inventa um passo de dança, recriando a vida com amor, Waldomiro de Deus nos oferece com sua pintura o que de melhor existe: o gosto de viver, a fraternidade, a ternura”.

Serviço:

Exposição “Waldomiro de Deus – 50 Anos de Pintura”
Abertura: 28 de setembro, às 19h
Visitação: de 29 de setembro a 13 de novembro, terça a domingo, de 12h as 19h – Grátis
Patrocínio: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

Exposição "Paixões Privadas"- A Arte Européia nas Coleções Particulares do Rio de Janeiro

De 29 de setembro a 13 de novembro, a exposição no Centro Cultural Correios abre o acervo de importantes colecionadores, entre eles
Roberto Marinho, Geneviève e Jean Boghici.

Obras de Rodin, Kandinsky, Renoir, Chagall, Bosch, Delaunay, Braque, Modigliani estarão reunidas na exposição “Paixões Privadas – A Arte Europeia nas Coleções Particulares do Rio de Janeiro”. Com curadoria de Romaric Büel, a mostra reúne mais de 70 obras de arte de diferentes períodos e artistas, com técnicas e materiais diversos. São telas, desenhos, aquarelas, esculturas e tapeçarias que revelam as paixões particulares de Roberto Marinho, Geneviève e Boghici, entre outros importantes colecionadores.
“As relações entre o Rio de Janeiro e a arte européia festejarão em breve 450 anos. A arte barroca das igrejas de Lisboa e Porto tinha sido trazida, desde a Descoberta, pelos colonos portugueses e as ordens religiosas que os acompanhavam. Mas não é esta a arte que desejo mostrar nesta exposição. Meu interesse é achar, no Rio, vestígios de uma outra Europa. Encontrar uma arte especificamente européia, como aquela tão bem preservada das coleções dos Estados Unidos ou, mais perto daqui, da Argentina, e até mesmo de São Paulo”, explica Romaric.
“O objetivo desta exposição é levar o público a descobrir uma herança pouco conhecida, até então nunca mostrada, como também incentivá-lo a colecionar. Queremos despertar a paixão pela arte”, resume. Da Grécia antiga à arte contemporânea, 70 obras de arte indicam interesses singulares de cada colecionador. Na entrada, a cenografia, concebida por Gerardo Vilaseca, reproduz o “gabinete do colecionador”, com algumas peças pertencentes ao próprio curador, Romaric Büel.
Mas o que causa mais impacto é contemplar, numa mesma montagem, uma ânfora grega datada de 500 A.C.; O Beijo, de Auguste Rodin; uma escultura de mármore greco-romana; a natureza morta de Georges Braque; o guache Bicho em Fundo Preto assinado por Wassily Kandinsky. Também merecem destaque a tela Busto de Coco, de Auguste Renoir; a escultura greco-romana Alegoria da Fortuna; a aquarela Mulher vestida para a noite, de Sonia Delaunay, da década de 20.
Serviço:

Exposição “Paixões Privadas – A Arte Européia nas Coleções Particulares do Rio de Janeiro”
Abertura: 28 de setembro, às 19h
Visitação: de 29 de setembro a 13 de novembro de 2011
Local: Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro do Rio de Janeiro-RJ
Visitação: de terça a domingo, de 12h as 19h - GRÁTIS
Telefones: (21) 2253-1580
Visite: www.correios.com.br
Curadoria: Romaric Büel
Patrocínio: Correios
Realização: Centro Cultural Correios