FOTOGRAFIAS

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domingo, 29 de maio de 2011

FotoRio 2011



Uma exposição inédita com obras dos mais importantes fotógrafos de vanguarda, brasileiros e estrangeiros, da arte contemporânea marca amanhã (30), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a abertura do FotoRio 2011 – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro. Realizado desde 2003, o evento bienal toma conta de vários espaços culturais da cidade, nos meses de junho e julho, com dezenas de mostras que valorizam a fotografia como arte e bem cultural.
O autorretrato é ponto de partida da exposição Eu me Desdobro em Muitos – A Autorrepresentação na Fotografia Contemporânea”. O evento é resultado de uma parceria entre o FotoRio 2011 e a Maison Européenne de la Photographie (MEP), de Paris. A mostra apresenta 69 obras de sete fotógrafos brasileiros e 14 estrangeiros. Além das fotos, complementam a exposição uma seleção de cinco vídeos curtos e interativos, com curadoria do diretor da MEP, Jean-Luc Monterosso, e a instalação Esteoroscopia, do carioca André Parente.
Para chegar à seleção final das obras expostas, os curadores Joana Mazza e Milton Guran acompanharam, ao longo dos últimos dois anos, festivais e mostras de fotografias em vários países. A exemplo do que foi para a pintura durante séculos, o retrato deu à fotografia um rosto, tanto que no senso comum, as duas palavras viraram sinônimos. Os curadores, no entanto, buscavam mais do que fotos em que os autores se retratavam.
“As fotos vão além de um autorretrato. Quando a gente define como autorrepresentação, isto significa ir além do sujeito. O fotógrafo tem um papel, um personagem. Essa é a proposta artística da exposição”, explica a curadora Joana Mazza. Os trabalhos selecionados representam, segundo os curadores, uma síntese da tradição do autorretrato da pintura como forma de expressão surgida no século 20, como a body art e a performance.
A imagem do fotógrafo e performer paulista Alisson Gothz, que faz parte da mostra, exemplifica a interligação entre obra e artista no conceito e na forma. Ghotz registra em imagens suas “produções” para sair na noite de São Paulo e posta essas transformações na internet, em seu próprio site ou nos canais das redes sociais. Já Helenbar, alterego virtual da designer carioca Helena Barros, professora da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), elabora imagens sofisticadas, com referência à pintura renascentista e ao barroco. Para isto, utiliza recursos contemporâneos, como o photoshop.
Entre outros nomes da vanguarda mundial da fotografia, estão, na exposição, o mexicano Gerardo Montiel Klint, a argentina Tatiana Parcero, o norueguês Bjorn Sterri e uma série de artistas da coleção da MEP, como o norte-americano Robert Mapplethorpe, e as duplas Gilbert & Georg, da Inglaterra, e Pierre & Gilles, da França.
A exposição abre para o público, com entrada franca, na terça-feira (31) e permanece em cartaz até 10 de julho, com visitação de terça-feira a domingo, das 9h às 21h. Nos dias 1º, 2, 3, 4 e 14 de junho, o CCBB vai promover visitas guiadas à mostra, de 17h às 19h, com comentários dos curadores e de artistas participantes. O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua 1º de Março, 66, no centro do Rio de Janeiro.



sábado, 28 de maio de 2011

Exposição Multimídia O Mistério o Tempo em Poesias

Depois de uma temporada em São Paulo, a exposição multimídia “O Mistério e o tempo em poesias”, do artista mineiro Cacau, chega à estação General Osório do Metrô, em Ipanema, no Rio de Janeiro até o dia 05 de junho.



Pilares e máscaras da poesia
Com concepção, criação e direção artística de Cacau, a mostra multimídia aborda o lirismo do cotidiano por meio de diversas manifestações artísticas – pintura, poesia, música, videoarte e performance cênica.
O espaço foi projetado a partir dos “pilares da poesia”. São três ambientes preparados para as pinturas, a vivência e a vídeo instalação. A mostra é composta por 15 obras onde são empregadas técnicas mistas e os objetos são transformados. A poesia aparece por meio de símbolos inscritos com cores metálicas (cobre, ouro e prata).
É possível percorrer a exposição ouvindo sons e melodias criadas pelo artista para a mostra. Em um dos espaços, um vídeo composto por imagens, grafismos e palavras é projetado em tiras de pano, que vão do chão até o teto formando uma tela. Com duração de sete minutos, a trilha sonora do vídeo é do guitarrista e diretor musical Paulo Rafael, que criou um mantra contemporâneo a partir da sonoridade dos metais.

Sobre o artista
Poeta, músico, compositor e artista visual, Cacau é um estudioso da cultura popular brasileira, sempre presente em suas criações e intervenções que promove no Brasil e no mundo. Já realizou diversas turnês pelo país, assim como na Europa e nos Estados Unidos, sempre levando em suas obras os ritmos, a sonoridade e a identidade brasileira. Em sua trajetória internacional, se apresentou no Montreux Jazz Festival (Suíça – 2007), no Balkan Music Square Ohrid (Macedônia – 2007), no Festival Sete Sóis Sete Luas (Itália, Portugal e Espanha- 2009/2010), no Latino-americando (Milão-Itália – 2009) e na Womex (Dinamarca – 2009).
Em 2008, participou do réveillon da Avenida Paulista, em São Paulo, esteve no Territórios Sevilla (Espanha) e lançou o CD/DVD ‘Acordes Pro Mundo’ (Som Livre), nos Estados Unidos, onde fez apresentações em Nova York, Danburry, Newark, Boston, Frederick, Atlanta, Orlando e Miami. Com essa turnê, Cacau foi agraciado com o prêmio ‘Brazilian International Press Award’. Como artista visual, Cacau realizou as exposições: ‘Visionária Aridez’ (2005) que passou por Fortaleza e Portugal, já o ‘OMISTÉRIOEOTEMPOEMPOESIAS’ (2007) esteve em Fortaleza e no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, antes de chegar ao Rio e ‘SOS-SÓS’ (2010), com passagem por Portugal, Itália e também Fortaleza.

Mostra de Cinema Suiço. Além das Fronteiras


Mostra reúne premiadas obras cinematográficas da Suíça Romanda e oferece ciclo de palestras e debate com diretores suíços



A Caixa Cultural Rio de Janeiro recebeu, desde 24 de maio até 5 de junho, a mostra cinematográfica Além das Fronteiras: O Cinema Suíço. O projeto reúne 15 obras de repercussão internacional dirigidas por nove cineastas da Suíça Romanda, região francófona do país.



Produzida pela 3 Moinhos Produções e com curadoria de Marcel Müller, representante da Swiss Films (agência de promoção do cinema Suíço), Além das Fronteiras: O Cinema Suíço exibe ao público carioca filmes produzidos no período de 1971 a 2009, dentre os quais seis são inéditos no Brasil.



A mostra revisita o período do Novo Cinema (representado por títulos premiados como Um Amor tão Fácil | La Dentelliére, de Claude Goretta,1976, e A Cidade Branca | Dans La Ville Blanche, de Alain Tanner, 1983) estabelecendo uma ligação com o Cinema Contemporâneo (representado por obras como O Lar | Home, de Ursula Meier, 2008, e Como Ladrões | Comme Des Voleurs (Á L’est), de Lionel Baier, 2006) e o desejo da nova geração de se impor na cena cinematográfica mundial.



O projeto inclui ainda a realização das palestras "O Cinema Novo Suíço: O grupo 5 e os franco atiradores Valdenses (1960-1980)", em 26 de maio, às 20h e "O Cinema Jovem da Suíça Romanda (anos 2000)”, em 27 de maio, às 20h, ambas com Frédéric Mermoud (diretor de Cúmplices / Complices, 2009). E em 28 de maio, às 17h, o público poderá participar do debate "Entre a tradição e a renovação", com Frédéric Mermoud e Jeanne Waltz (Nada Doce / Pas Douce, 2007), com mediação de Tatiana Monassa, crítica de cinema, editora da revista Contracampo e organizadora do catálogo da mostra.



Através do o apoio da Swiss Films e do Consulado Geral da Suíça do Rio de Janeiro, Além das Fronteiras: O Cinema Suíço apresentará todas as obras em película 35mm. A programação completa em www.ocinemasuico.com.br.

SERVIÇO:

Além das Fronteiras: O Cinema Suíço
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2
Período: 24 de maio a 05 de junho de 2011, de terça-feira a domingo
Horários: Consultar programação
Endereço: Av. Almirante Barroso 25, Centro (estação Metrô Carioca)
Telefone: (21) 2544-4080
Lotação: 85 lugares, sendo 2 (dois) para cadeirantes
Classificação etária: Verifique na programação completa da mostra.
Entrada: R$ 2,00 (inteira) R$ 1,00 (meia)
Acesso para portadores de necessidades especiais
Programação completa: www.ocinemasuico.com.br


Cena do filme Um Outro Homem (Lionel Baier, 2008, 90min)
Cena do filme Um Outro Homem (Lionel Baier, 2008, 90min)



PROGRAMAÇÃO


Terça, dia 24 de maio




Quarta, dia 25 de maio

16h30min - O Meio do Mundo

19h - Nada Doce (com a presença da diretora Jeanne Waltz)



Quinta, dia 26 de maio


17h30min - A Salamandra




Sexta, dia 27 de maio

15h - O Convite

18h - Cúmplices (com a presença do diretor Frédéric Mermoud)




Sábado, dia 28 de maio



20h - O Lar



Domingo, dia 29 de maio






Terça, dia 31 de maio

16h30min - Como Ladrões




Quarta, dia 1º de junho


19h - Ensaios



Quinta, dia 2 de junho

17h - O Lar




Sexta, dia 3 de junho





Sábado, dia 4 de junho

14h30min - Como Ladrões





Domingo, dia 5 de junho


17h - O Convite

19h - Nada Doce

Rio Restaurant Week 2011

Restaurante Week 2011 RJ

O Rio de Janeiro Restaurante Week 2011 acontece entre os dias 16 e 29 de maio. A quarta edição do evento gastronômico teM cardápios especiais de restaurantes de todo o estado com os mesmos preços do evento que aconteceu no Restaurante Week São Paulo 2011 nos dias 21 a 3 de abril. Tem a entrada , o prato principal com a sobremesa que custará R$ 29,90 o almoço e R$39,00 o jantar, as bebidas e outros serviços não serão inclusos.
E o mais legal é que o evento também tem cunho social: os restaurantes participantes sugerem aos clientes uma contribuição de R$ 1 a cada refeição. Ao final, o valor arrecadado será destinado às vítimas das enchentes da Região Serrana, mais especificamente à Aldeia Rio.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sétimo Seminário Internacional Arquivos de Tradição Ibérica


O 7º Seminário Internacional de Arquivos de Tradição Ibérica é um evento organizado pelo Arquivo Nacional e pela Associação Latino-Americana de Arquivos (ALA), com apoio da Unesco e do Sistema Firjan, que tem por objetivo reunir especialistas do Brasil, Portugal, Espanha, América Latina e Caribe, bem como de países de língua portuguesa da África e Ásia.

Com grande relevância para a integração arquivística dos países de tradição ibérica, em sua sétima edição o Seminário tem como tema "Funções Arquivísticas e Preservação Documental".

O Seminário de Arquivos de Tradição Ibérica teve início no Brasil, onde aconteceram a primeira e a segunda edições do evento, em 2000 e 2002. As demais edições ocorreram em Porto Rico (2003), Portugal (2005), Costa Rica (2007) e Chile (2009).

O Seminário funcionará como pré-evento à Conferência Internacional da Mesa-Redonda de Arquivos (CITRA), a ser realizada pelo Conselho Internacional de Arquivos (CIA) em Toledo, Espanha, em setembro de 2011.



Serão realizadas mesas-redondas sobre temas que abrangem a gestão de documentos digitais, usos e usuários de arquivos, conservação de arquivos, cooperação internacional, produção e difusão de conhecimento arquivístico, normas e intercâmbio de dados e acesso à informação e direitos humanos. Além disso, a Associação Latino-americana de Arquivos – ALA realizará sua assembléia-geral e serão ministradas, por especialistas, duas oficinas, uma sobre formatos de intercâmbio de dados e outra sobre o sistema RODA de gerenciamento e preservação de documentos digitais.

O evento está voltado para profissionais e estudantes que atuem em arquivos, centros de documentação e informação, bibliotecas e serviços arquivísticos. Haverá tradução simultânea em três idiomas: português, espanhol e inglês.

Seminário O Papel do Engenheiro Florestal nas Prefeituras Municipais 2011


Engenheiros Florestais
A Associação de Profissionais de Engenharia Florestal do Estado do Rio de Janeiro –(APEFERJ) em conjunto com a Divisão Técnica de Recursos Naturais Renováveis – (DTRNR) do Clube de Engenharia, com o apoio da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), realizaram, nesta  sexta-feira, 27 de maio, dia da Mata Atlântica, o Seminário “O Papel do Engenheiro Florestal nas Prefeituras Municipais”.

O evento ocorreu no auditório do 22º andar do Clube, das 9 às 15 horas, com diversas palestras sobre as atividades desenvolvidas por engenheiros florestais em prefeituras municipais em órgãos de meio ambiente, parques e jardins, defesa civil, obras e planejamento, entre outros.

Mostra de Cinema Andy Warhol 16MM

Andy Warhol e Lou Reed em Salvador Dalí / Divulgação
Rio - Para quem dizia que a fama duraria 15 minutos, até que a de Andy Warhol anda se mantendo bastante firme. Depois de uma seleção com seus trabalhos em vídeo, realizada no início do ano, agora é a vez de seus filmes em 16 milímetros chegarem ao Rio.

A Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 24 de maio a 05 de junho, a mostra “ Andy Warhol 16mm” composta de 23 filmes dirigidos por um dos artistas mais importantes do século XX. Restaurados e provenientes do acervo do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, os filmes foram produzidos entre 1963 e 1968, considerado o período mais provocador e transgressor da obra do artista norte-americano.
A mostra Andy Warhol 16mm recriará as condições originais das exibições desses filmes, de forma inédita no Rio de Janeiro: promoverá sessões das versões integrais dos filmes “Empire” e “Sleep” (respectivamente com cerca de oito e seis horas de duração), exibirá sessões com dois projetores simultâneos e homenageará o Exploding Plastic Inevitable, com filmes mudos do artista acompanhados pela execução de música ao vivo com Pedro Sá e Domenico Lancelotti. O Exploding Plastic Inevitable era um evento multimídia no qual Warhol agregava múltiplas projeções de filmes e slides com apresentações da banda Velvet Underground.
O filme escolhido para abrir a mostra é “Sleep” (5 horas e 21 minutos de duração), a primeira experiência cinematográfica de Warhol. O evento terá ainda um catálogo com textos de Jonas Mekas, lendária figura do cinema underground americano que foi responsável pela exibição de muitos dos primeiros filmes de Warhol e operou a câmera em “Empire”, e Ken Jacobs, importante cineasta experimental que foi projecionista de “Sleep”. O catálogo também conta com uma entrevista exclusiva com Billy Name, iluminador de parte dos filmes exibidos na mostra e braço direito de Andy Warhol no seu estúdio. A grande maioria dos filmes de Warhol nunca teve lançamento oficial em DVD, o que torna a mostra uma oportunidade única de ter contato com essas obras.
Warhol e Cinema
A produção cinematográfica de Andy Warhol, muito discutida mas pouco exibida no Brasil, teve importância central na sua produção artística na década de 1960, tendo sido um fator essencial de popularização da sua obra, por conta da atenção que a mídia impressa e televisiva dava a ele e aos astros dos seus filmes, os chamados “superstars” (termo que Warhol criou) – a socialite Edie Sedgwick, a cantora Nico, a atriz-literata Viva, os atores Joe Dallessandro e Paul America, a banda Velvet Underground, e muitos outros.
Em 1964, Warhol chegou a declarar publicamente que deixaria de pintar, e só faria filmes a partir de então, porque eram “muito mais fáceis de fazer” (evidentemente, essa promessa não se cumpriu). Contemplativos, experimentais e frequentemente retratando tabus da sociedade americana, os filmes chocavam na mesma medida em que fascinavam. O mais bem sucedido deles, comercialmente, foi “Chelsea Girls”, com três horas e meia de duração e composto de duas projeções 16mm simultâneas, que mostravam cenas de sensualidade, psicodelia e muitos diálogos e monólogos improvisados por um vasto elenco de estrelas da Factory, o ateliê/estúdio de Warhol. Por esta particularidade de projeções simultâneas, a sessão na CAIXA Cultural torna-se rara e imperdível.
Os seus filmes mais famosos, provavelmente, são os experimentos ainda mais radicais “Sleep” e “Empire”. O primeiro mostra um homem dormindo em quase seis horas de projeção; o outro, durante oito horas, mostra o balé de luzes internas e externas que transformam durante a noite o contorno do Empire State Building, em Nova York.
A busca da reprodução de uma duração de “tempo real” no cinema é algo presente em todos os filmes de Warhol, com um esvaziamento de “acontecimentos” que traz à tona outros desdobramentos do comportamento humano e da imagem.
Nos anos 1960, Andy Warhol alcançou um grande nível de repercussão entre intelectuais e artistas que se desdobra até hoje na videoarte, na performance-arte e mesmo no cinema comercial contemporâneo. “O esgarçamento narrativo, a ausência ou pouca importância dada ao roteiro, o registro de rostos e corpos como potências criativas e a exposição direta de atos cotidianos antes interditos para o cinema respeitável tornaram-se influências decisivas na arte audiovisual desde então. O acesso a esses trabalhos é essencial para uma melhor compreensão da trajetória que moldou o panorama artístico atual, e decisiva para a formação de uma nova geração de artistas”, diz o curador da mostra, Pedro Modesto.