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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Debate: A Mulher, os Amores e suas Loucuras




Em 2012, o projeto Estação Pátio Savassi brinca com as profecias do Calendário Maia. A proposta é investigar o que de nossos conhecimentos, sentimentos, cultura e humanidade valeria a pena guardar para o futuro. A partir do tema “É essencial…”, as apresentações vão recordar o passado, refletir sobre o presente e imaginar o futuro.
Para começar, no Dia Internacional da Mulher, a pós-doutora em Teoria Psicanalítica e doutora em Literatura Márcia Rosa discute o tema “A mulher, os amores e suas loucuras”. Quinta-feira, 08 de março, às 19h 30, no anfiteatro (L2) do Shopping Pátio Savassi. Entrada franca.
Estação Pátio Savassi
O projeto Estação Pátio Savassi é uma realização da Estação do Saber e do Shopping Pátio Savassi, com curadoria de Júlia Ramalho Pinto. O projeto está no sexto ano de realização, com palestras gratuitas quinzenais, sempre nas manhãs de sábados, onde são discutidos temas contemporâneos com a participação de intelectuais, escritores e profissionais renomados.

As palestras podem ser acompanhadas pelo Twitter nos endereços: twiter.com/estacaopatio, twitter.com/arpjulia e twitter.com/estacaodosaber. Transmissão via Ustream, na página da Estação do Saber, www.estacaodosaber.art.br
Dia 08 de março de 2012
Quinta-feira, às 19h 30
Local:
Anfiteatro (L2) do Shopping Pátio Savassi – Av. do Contorno, 6061. Savassi.
Entrada: Franca
Classificação etária: Livre
Inf.: (31) 2551 7663

Décimo Nono Encontro quero jogar RPG BH


A 19ª edição do Quero Jogar RPG, principal evento rpgístico da capital mineira, acontece no dia 26 de fevereiro, domingo, no Centro Cultural UFMG, nova sede do Clube de Jogos da 7ª Armada. O evento é aberto para jogadores iniciantes, experientes e quem mais quiser conhecer sobre roleplay games. A entrada é franca e os interessados podem se inscrever no site http://querojogarrpg.com.
O Quero Jogar RPG é um encontro mensal de jogos de interpretação, cardgames, boardgames Muito mais do que isso, é um grande evento para conhecer novos amigos e rever velhos companheiros. O evento começou com aventuras para D&D 4ª edição, partidas de Munchkin, Nanuk, GURPS, D&D 3ª edição, Hero Clix, Diablo, Zombie Dice, Mouse Guard, Warhammer, World of Darkness e hoje conta com uma enorme variedade de jogos e cenários.
Dia 26 de fevereiro de 2012
Domingo, de 13 às 18 horas
Local: Centro Cultural UFMG – Avenida Santos Dumont, 174 – Centro
Entrada free
Informações e inscrições: http://querojogarrpg.com

Escolas de Samba do Rio de Janeiro: Unidos da Tijuca

Unidos da Tijuca Escola de Samba - Samba Enredo

Unidos da Tijuca Escola de Samba Bandeira

Unidos da Tijuca

Clube dos Portuários
Av. Francisco Bicalho, 47
São Cristóvão

Ensaios:
Sextas e Sábados 20:00

Cores: amarelo e azul
Fundada em 1931


É uma das escolas de samba mais antigas. A agremiação surgiu a partir da fusão de blocos existentes nos morros das redondezas do Morro do Borel, comunidades da Casa Branca, Formiga e Ilha dos Velhacos. Mas o Morro do Borel é seu maior reduto, local de onde sai boa parte de seus componentes.
Em 1999, no Grupo de Acesso, a Tijuca fez um desfile memorável, com o enredo O Dono da Terra do carnavalesco Oswaldo Jardim, com um belo carnaval e um samba antológico, sendo reconduzida ao Grupo Especial.
No entanto, tornou-se realmente notada novamente apenas em 2004, como uma surpresa para todos, com o seu trabalho artístico muito criativo e inovador, que é considerado polêmica por alguns. É a única escola que homenageia o passado do Brasil como uma colônia portuguesa. Sua quadra de samba é muito popular entre os gays.
No carnaval 2010, a escola quebra o jejum de anos sem o título do grupo especial e se torna a campeã do carnaval carioca pela segunda vez, levando ainda o Estandarte de Ouro como melhor escola. O maior destaque do desfile foi, sem dúvidas, a comissão de frente, que agradou ao público, e faz shows em vários eventos no Brasil.
Em 2011, mais uma vez a escola deu um show na Avenida. Com muitas novidades a escola entrou na Sapucaí definitivamente disposta a levar o titulo pra casa, mas foi Roberto Carlos quem saiu com a glória.

Enredo 2012 da Unidos da Tijuca

Unidos da Tijuca

Enredo: O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei Luiz do sertão

Compositores: Vadinho, Josemar Manfredini, Jorge Callado, Silas Augusto e Cesinha

Samba Enredo

Nessa viagem arretada
“Lua” clareia a inspiração
Vejo a realeza encantada
Com as belezas do Sertão
“Chuva, sol”, meu olhar
Brilhou em terra distante
Ai, que visão deslumbrante, se avexe não
Muié rendá é rendeira
E no tempero da feira
O barro, o mestre, a criação

Mandacaru, a flor do cangaço
Tem “xote menina” nesse arrasta-pé
Oh! Meu Padim, santo abençoado
É promessa, eu pago, me guia na fé

Em cada estação, a “triste partida”
Eu vi no caminho vida severina
À margem do Chico espantei o mal
Bordando o folclore, raiz cultural
Simbora que a noite já vem, “saudades do meu São João”
“Respeita Véio Januário, seus oito baixo tinhoso que só”
“Numa serenata” feliz vou cantar
No meu Pé de Serra festejo ao luar
Tijuca, a luz do arauto anuncia
Na carruagem da folia, hoje tem coroação

A minha emoção vai te convidar
Canta Tijuca, vem comemorar
“Inté Asa Branca” encontra o pavão
Pra coroar o “Rei do Sertão”

Enredo de 2012

"O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei Luiz do sertão"

Sinopse

"Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão,
que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes,
os valentes, os covardes, o amor."
Luiz Gonzaga
Toca a sanfona porque a festa vai começar!
Abre e fecha esse fole que a comitiva vai chegar
A Avenida é a estrada que leva sertão adentro
E ninguém que aqui está esquecerá esse momento
De lembrar que, em noite de estrela, nasceu um rei no sertão
Que virou majestade de tanto ensinar o baião
Andando e cantando a história de seu povo
Cem anos depois, ele vai ser coroado de novo
Convidamos reis e rainhas pra mostrar que desde menino
Luiz Gonzaga, o Lua, já tinha de astro o destino
Mostrava o sorriso e a alegria, cantava e dava lição
Mas lá no fundo guardava saudade no coração
Senhoras e senhores, o roteiro dessa viagem
Leva a terras distantes, onde um povo de coragem
Desafia a seca e a poeira, do barro ganha a vida
Esculpe a terra, tece a renda, de sol a sol nessa lida
No mercado, montam a banca e é bonito de se ver
E de tudo que há no mundo, nele tem para vender
Cores, cheiros, sabores da cultura nordestina
Lá se compra toda a sorte dessa vida Severina
Segue o comboio real, vai cruzando o caminho
No lombo do burro, chega às terras de Vitalino
O mestre da escultura, que todo mundo copia
Bonecos que contam a vida, as coisas do dia a dia
Mas pra conhecer o sertão, é preciso ter coragem
Atravessar a caatinga, seguir em frente a viagem
Pedir benção, rezar com fé, ser beato, ser romeiro
E reunir com toda a tropa, lá na Missa do Vaqueiro
Senhores, rainhas e reis, o Rei do Baião anuncia
Que, depois de tanta reza, vai crescer a valentia
É pegar a beira do rio, é ser Lampião e Corisco
Pra conhecer a beleza do Vale do São Francisco
Andar pela margem pra ver a vida que brota dos rios
O Velho Chico crescendo, com água que vem dos baixios
A cana, os frutos, o gado, o canto do passarinho
Cantar a saudade do rei, desse tempo de menino
Toca a boiada, vaqueiro! Segue em guarda o cangaço
Que cada afluente que corre do Velho Chico é um braço
Desce pro sul até ver carrancas que trazem a sorte
A cara feia que espanta não deixa ter medo da morte
"Simbora" que vem a noite, é hora de ver balão
Que as festas já começaram, tem "arraiá", tem quentão
São José foi no plantio, na colheita é São João
A quadrilha já tá pronta, vai ter forró e baião
E a sanfona anima o povo, todos vão se apresentar
Pra comitiva real, ao som do fole brincar
Bumba meu boi, maracatu, frevo, pagode e reisado
E tudo que precisar pra gente ficar animado
Foi cantando pelo sertão que Gonzaga virou rei
De tanto cantarem junto, sua canção hoje é lei
Da poesia na praça, da valentia e coragem
Sua lição ganha as rádios, difunde sua mensagem
Nas estações onde passa, vai contando sua vida
Espalha alegria e raça, hoje ganha a Avenida
E a Tijuca agora brinca e pra todo o mundo diz
Que a estrela de Gonzaga no céu descansa feliz.

Exposição de Corpo a Cor

Desenhos, em pequenas dimensões, têm a cor como elemento de grande dramaticidade, contrastando com o preto da linha e do traço do artista Vinício Horta. A mostra “Do Corpo a Cor” reúne cerca de 40 obras – criações recentes, entre 2010 e 2011, em acrílica sobre tela – que expressam o homem com seus conflitos e suas inquietudes. Contradições entre o bem e o mal, o bonito e o feio, entre a linha e o grafismo...
“Só quem possui veia sensível como Vinício Horta é capaz de, graficamente, deixar testemunho de puro lirismo em temas que prendem a atenção do espectador pela criatividade na qual está implícita a técnica em perfeita harmonia com o conteúdo”, ressalta o curador da mostra, escritor e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte, Geraldo Edson de Andrade.
Vinício Horta fala da presença constante da figura humana em sua obra: “em geral construo imagens que olham de frente para o espectador, como a perguntar ou nada dizer; um querer sem saber o quê; um corpo a corpo encobrindo outras imagens que estão por trás do que se vê; meus trabalhos são algo meio impulsivo, rápido, criados geralmente com uso intenso de cores e, raramente, em preto e branco”.
Natural de Barretos, São Paulo, e radicado em Londres há mais de 30 anos, Vinício Horta é formado em Desenho pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Com vários cursos no exterior, o artista já expôs em diversas Galerias, Museus e Centros Culturais do Brasil, da Colômbia, Itália e da Inglaterra, tendo recebido importantes medalhas e prêmios pelo seu trabalho, como o “Prêmio da British Council Scholarship to the Croydon College of Art, Inglaterra”.

Serviço:

Exposição “Do Corpo a Cor” – Desenhos – Vinício Horta
Curadoria: Geraldo Edson de Andrade
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

Mostra "Laboratório Criativo"

Com curadoria do escultor Sandro Lucena, a mostra da artista paulistana, Madalena Colette, reúne 15 trabalhos, de formatos variados, entre pinturas, colagens, costuras e objetos, resultados de experimentos plásticos com tintas, tecidos, fios, papéis, jornal e outros materiais. A riqueza de materiais e conteúdos, marcados de alguma forma pelo tempo ou pelo uso, mobiliza o processo criativo da artista na procura de elos, entre elementos do passado e do presente, entre o físico e o psíquico, o pessoal e o universal.
A mostra “Laboratório Criativo” apresenta as indagações poéticas da artista e as respostas surgem em transparências, superposições, mesclas de cores e materialidades, onde alternam-se sombras e luzes. As obras combinam opostos - suavidade e firmeza - que vão sendo integrados através do seu fazer criativo, destaca Angela Philippini, artista plástica e arteterapeuta.
O caminho simbólico da exposição relembra-nos que dentro de cada um de nós há sempre “um alquimista em seu laboratório” e, como nos tempos ancestrais, o desempenho adequado nas operações alquímicas dependerá de muito “labor e meditação”. E Madalena Colette não teme a complexa tarefa de ser “alquimista de si mesma” e transita, com fluência, por materialidades, pigmentos e sentidos, expressando através de suas obras, sua multiplicidade profissional.
Arte-educadora e Arteterapeuta, Madalena Colette desenvolve seu trabalho artístico atenta ao vínculo entre o processo criativo e o processo educativo e terapêutico vivenciado através da arte. O desenvolvimento de sua própria expressão criativa acontece paralelamente ao trabalho como educadora e terapeuta. Desde meados dos anos 80, focaliza o tema da criatividade em seus estudos e na experiência de trabalho com pessoas, organizações e comunidades.
“Esta integração de ofícios, mediada pela criatividade e pelos afetos, demonstra que é possível lavar a dor na cor, resgatar memórias, reordenar idéias, reconquistar projetos e renovar esperanças. O centro axial da transformação aflora a cada imagem, fornecendo um fio visível para reconhecer o significado do que foi desvelado pela criação”, conclui Ângela Philippini.

Serviço:

Exposição: “Laboratório Criativo” – Madalena Colette
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

Exposição Universo Feminino

A exposição “Universo Feminino” reúne 20 obras das artistas plásticas Nelly Gutmacher, Ana Sarabanda e Marilene Tapias, apresentando a visão de três mulheres sobre a condição feminina brasileira. O ponto de partida das artistas é construir/desconstruir e, nesta polaridade, encontrar soluções estéticas de formas diversas e novos suportes para suas criações. No processo, a identidade de cada uma se revela, mostrando a força de expressão em diferentes técnicas.
Nelly Gutmacher trabalha com fotomontagem digitalizada em tela. Ela mistura panos, papeis, fotografa, recorta, remonta e digitaliza. O resultado são formas híbridas, minerais, vegetais, animais que emergem das camadas da sua mitologia; Marilene Tapias usa técnica mista nas mandalas: colagens, tinta acrílica, casca de ovo, lápis, cola e pigmentos. A artista procura o básico, o essencial para suas pinturas com pigmentos naturais; Ana Sarabanda usa chapa de cobre gravada em água forte, no processo de monotipia. Faz marcas como tatuagens em tecidos antigos de linho. Em gestos repetidos e obsessivos, usa tinta, lava, costura e, ao final, borda. O resultado obtido são relevos que remetem ao passado.
Além da arte, elas têm em comum o desejo de ir além do que é esperado para três mulheres acima de 60. Todas nós temos uma boa história de vida. “Eu respiro arte há algumas décadas e as meninas resolveram seguir os meus passos”, diz Nelly Gutmacher. A artista, que tem 40 anos dedicados à arte ou, como costuma dizer à “grande jornada da vida”, estudou com Ivan Serpa em 1968, já lecionou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage Nelly. Reúne vários prêmios em todos os salões do Brasil e participações em várias exposições individuais e coletivas.
Marilene Tapias conheceu Nelly por indicação de uma amiga e passou a ter aulas com ela em 2007. Jornalista aposentada dedica-se, exclusivamente, à arte há cinco anos; Ana Sarabanda foi aluna de Nelly na EAV nos anos 80 e, em 2010, voltou a trabalhar com ela. Fez licenciatura em Artes Plásticas no Instituto Bennett de Ensino. Elas se inspiram em artistas como Chagall, Duchamps, Bispo do Rosário, Matisse, Cícero Dias, Klimt, Cèzanne, Cristina Canale, Louise Bourgeois e Eliane Duarte.

Serviço:

Exposição “Universo Feminino” – Nelly Gutmacher, Ana Sarabanda e Marilene Tapias
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

Exposição Resgate

Quarenta pinturas, com temas, técnicas e suportes variados, dos artistas brasileiros Abelardo Zaluar, Carlos Augusto, Correia Camargo, Mario Mendonça, Mauro Ferreira, Oscar Tecidio, Sergio Telles e Teixeira Mendes, integram a mostra coletiva que objetiva resgatar a filosofia que durante décadas nortearam os fundamentos básicos para a formação de um artista plástico; aprendizado, cultura, técnica apurada e criatividade. Dentre os oito artistas selecionados, Oscar Tecidio, Correia Camargo, Zaluar e Teixeira Mendes não mais estão entre nós, mas cada um deles marcam suas presenças com cinco obras.
O curador da mostra, Ricardo Kimaid, lembrou que tantos outros artistas poderiam integrar esta coletiva, por terem obras que enriquecem o mercado brasileiro de arte brasileiro. Artistas que conseguiram materializar seus trabalhos com a fidelidade compatível com as suas inspirações. “Não basta somente ser criativo. Há de se vencer etapas para que o artista adestre seu traço e sua caligrafia pictórica, e assim poder manifestar em seus trabalhos uma arte que o identifique e o distinguirá entre os demais,” enfatizou.

Serviço:

Exposição “Resgate” – Coletiva
Curadoria: Ricardo Kimaid
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios