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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Exposição Crux, Crucis, Crucifixus – O Universo Simbólico da Cruz




Inaugurada por ocasião da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro, a exposição Crux, Crucis, Cruficixus – O Universo Simbólico da Cruz, em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil até dia 23 de setembro de 2013, apresenta cerca de 150 cruzes, santos, relicários e oratórios dos séculos XVIII e XIX, em diferentes estilos, técnicas, materiais e origens  e que ressaltam a presença da cruz – forma elementar que habita, não só o universo religioso mas, no inconsciente coletivo da humanidade. Acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo, do Museu de Arte Africana e de coleções particulares importantes.
Alguns destaques:
- A exposição mostra, ao público carioca, obras raramente vistas pelo público como por exemplo: a grande coleção de objetos litúrgicos em ouro e prata (guardados em cofres do MAS);
- Dois suntuosos retábulos de 5 metros oriundos de Santo Amaro (podem ser vistos montados inteiros graças ao alto pé direito das salas do CCBB);
- Um crucifixo de mais de 4 metros com um Senhor Morto;
- a grande sala Visível Sensível Tangível - contando a história do símbolo da cruz em diversas civilizações, como cruzes celtas, egípcias, romanas, de todas as origens, religiões, civilizações.  
A História da Cruz através da sua universalidade, por volta de 30 modelos diferenciados o público aprenderá o significado de cada imagem, exemplos da A Cruz Cristã que se  transformou num símbolo de cultura da civilização ocidental, A Cruz na Origem da Arte Brasileira, mostra a linguagem barroca e sua riqueza regional.
Detalhes:
1. a sala é dedicada a pesquisa, com 30 tipos diferentes de cruzes com os respectivos textos. Além de material apropriado em textura e escrita em braille para os deficientes visuais. A intenção foi dedicar aos portadores de deficiência visual a oportunidade de conhecerem a riqueza de simbolismo que existe nas diferentes cruzes. O nome da sala explica o objetivo desse trabalho, o visível se torna possível através do tocar.
2. Para a curadora e historiadora Dalva de Abrantes “a história do Brasil está toda marcada pela presença da cruz. O brasileiro nasceu com nome de cruz, foi identificado, erroneamente, como Ilha de Vera Cruz que, em seguida, passou a ser Terra de Santa Cruz”.
Nas primeiras investidas da colonização portuguesa, as cruzes chegaram pelas velas das caravelas e continuaram no punhal das espadas, no peito das armaduras, nos desenhos dos pratos, nos brasões, nos estandartes, nas joias, nos monogramas bordados, nos livros e plantas dos edifícios. Elas estavam em tudo e por toda parte. Os navegadores e, logo depois, os colonizadores, por cinco séculos, ao implantar um modelo de organização social, levaram sem perceber a imagem da cruz, tornando-a onipresente na vida das pessoas, do nascimento à morte.

SERVIÇO
Crux, Crucis, Crucifixus – O Universo Simbólico da Cruz – exposição de cerca de 150 cruzes, oratórios, relicários e imagens
Centro Cultural Banco do Brasil Rio
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, salas A e D do 2º andar 
Telefone: (21) 3808-2020
Visitação: de 4ª a segunda-feira, de 9h às 21h.
Término: dia 23 de setembro
Entrada franca.