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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Evento internacional marca um ano da crise de zika no Brasil

Brasil, 11 de novembro de 2015. O Ministério da Saúde declarava que o país estava diante de uma emergência em saúde pública de importância nacional: o aumento dos casos de microcefalia assolava principalmente os estados da Região Nordeste. As causas da malformação congênita eram ainda desconhecidas. A principal suspeita recaiu sobre um vírus que emergia em território nacional, o zika. Simultaneamente, complicações neurológicas em adultos começavam a ser diagnosticadas em elevados índices, incluindo a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença de natureza autoimune que ataca os nervos e músculos. Pouco tempo depois, em 1º de fevereiro de 2016, foi a vez da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a microcefalia associada ao zika uma emergência de saúde pública de importância internacional. Agora, um ano após o primeiro alerta, quais os avanços alcançados e quais desafios persistem em torno desse vírus que continua se espalhando pelo mundo?
 
Para responder essa e outras perguntas e reafirmar seu compromisso com o avanço das pesquisas em prol da saúde pública, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promove, em parceria com a Academia Nacional de Medicina (ANM) e Academia Brasileira de Ciências (ABC), o evento internacional Zika, entre os dias 7 e 10 de novembro. “Estamos diante de um vírus com características peculiares, de grande relevância para a região dos trópicos, incluindo o Brasil. Além de ter sido relacionado a diferentes alterações neurológicas em crianças e adultos, o zika pode ser transmitido por mosquito e por via sexual. A realização do simpósio vai ao encontro dos esforços da comunidade científica brasileira e internacional em torno de um vírus que já alcançou um grande número de países”, destacou Wilson Savino, diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e um dos organizadores do encontro. A programação inclui os simpósios The zika menace in Americas: challenges and perspectives e One year after the announcement of the national public health emergency in Brazil: lessons, achievements and challenges. O encontro será realizado na sede da ANM, no Rio de Janeiro (Av. General Justo, 365, Centro – próximo ao Aeroporto Santos Dumont).
 
Profissionais e cientistas brasileiros e estrangeiros envolvidos desde o início nos relatos dos casos e nos mais diversos achados até o momento estarão presentes. “A partir da revisão das descobertas feitas nos últimos meses, buscamos avançar em termos de saúde pública e do conhecimento dos efeitos do zika. A troca de conhecimento contribuirá para estudos de novas estratégias terapêuticas, vacinas ou formas de controle da transmissão do vírus”, ressaltou Marcello Barcinski, pesquisador visitante da Fiocruz e um dos organizadores do evento. Interessados em participar têm até o dia 25 de outubro (clique aqui) para se inscrever. Especialistas e estudantes de pós-graduação podem compartilhar os resultados de seus trabalhos. O prazo para submissão de resumos vai até o dia 30 de outubro, por meio do email zika@ioc.fiocruz.br. Para detalhes e programação, acesse a página do evento.
 
O encontro será dividido em dois momentos. No primeiro, nos dias 7 e 8, serão abordados os desafios e perspectivas do vírus zika para as Américas. No segundo, entre os dias 9 e 10, os debates serão em torno das lições, conquistas e obstáculos (científicos, econômicos, sociais ou políticos), mas também dos desafios a serem superados no Brasil e no mundo. As apresentações serão realizadas no idioma inglês.