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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ceensp discutiu o trabalho na contemporaneidade e as implicações para o trabalho em saúde

A chamada reestruturação produtiva, conjunto de mudanças pelas quais passa o mundo do trabalho desde meados do século passado, tem impactado de forma intensa o campo da saúde. Seja para pensar os desafios da produção do cuidado ou para entender como os sistemas de saúde devem responder às novas demandas tecnológicas, é preciso ter em conta esse contexto amplo em que se convive com a flexibilização de leis, intensificação de processos de trabalho, desterritorialização e suas consequentes transformações nas subjetividades e intersubjetividades. Destinos do trabalho na contemporaneidade: implicações para o trabalho em saúde foi o tema do  Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos, da ENSP, do dia 27 de julho. Coordenado por Maria Inês Carsalade Martins, pesquisadora da ENSP,  o debate contou, como palestrantes, com Ana Paula Pereira Marques, da Universidade do Minho e Marilene Castilho de Sá, pesquisadora da Escola.



Primeira a falar, Ana Paula Pereira Marques começou sua palestra trazendo dados sobre a realidade europeia para mostrar a importância e a complexidade que o setor saúde ganha nos tempos atuais, com exigências novas surgindo a partir do envelhecimento da população e do desenvolvimento tecnológico.

-  É uma atividade intensiva em termos econômicos e tecnológicos e exige cada vez mais padrões diferenciados de atendimento. É um setor que deve ter, por excelência, uma mão-de-obra qualificada e tem potencial de criação de empregos. No que se refere às tecnologias da saúde, isso tem sido estimulado  com financiamentos, etc. E daí que fala-se em Portugal de sistemas de saúde, ainda que a referência seja o Sistema Nacional de Saúde, que é o equivalente ao vosso SUS, mas há uma mudança terminológica. Falávamos, antes, de serviços de saúde. Mudamos para sistema de saúde e agora fala-se em sistemas, no plural, para se ter uma ideia da complexidade desse setor, que passa uma transformação de sentidos diversificados.

Veja, no vídeo, a fala completa da pesquisadora.

Marilene Castilho de Sá trouxe à tona, em sua fala, a questão dos desafios da produção do cuidado face a esse panorama de transformações enormes no mundo do trabalho.

- Falar dos destinos do trabalho na contemporaneidade pressupõe considerar essas transformações nas relações econômicas e sociais e os desafios que esses processos subjetivos e intersubjetivos colocam para a produção do cuidado, para o trabalho em saúde, a gestão e a dinâmica das organizações. Algumas importantes consequências que essas transformações trazem para os padrões de sociabilidade, para os modos de subjetivação na sociedade tem, obviamente, implicações sobre o sobre o trabalho em saúde, sobre a qualidade, os limites e as possibilidades do cuidado.