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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Observatórios em Saúde: ferramenta estratégica na produção de conhecimento


Os Observatórios são, hoje, uma potente ferramenta da democracia. Em razão de seu potencial como coletores de dados mas, principalmente, da grande capacidade de processamento e análise destes, além de conseguirem fazê-los circular em larga escala, os Observatórios têm ampliado a produção de conhecimento para a autonomia dos cidadãos, nas áreas das quais se ocupam e observam. Por essa razão, a Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola) promoveu, na sexta-feira (30/9), um seminário-oficina sobre Observatórios em Saúde, apresentado pela diretora da Escola de Saúde Pública da Bahia e integrante do Grupo de Condução da Rede, Marcele Paim.

A atividade foi divida em dois momentos: manhã e tarde. A sessão da manhã foi dedicada a compreender o que são os Observatórios, suas histórias, origens e formatos, seus principais conceitos operacionais e suas áreas de observação na saúde. Na ocasião Marcele Paim apresentou os resultados iniciais de sua pesquisa de doutorado sobre o tema, ainda em curso, e expôs com detalhes o planejamento, implementação e funcionamento do recém-lançado Observatório Análise de Políticas de Saúde no Brasil.

Efetuando, a princípio, uma importante distinção entre os observatórios que atuam como rede (de universidades e pesquisadores, principalmente) e os observatórios que funcionam com mais propriedade como repositórios virtuais, Marcele debateu com os presentes os formatos possíveis de observatórios – segundo suas funções e finalidades – e preparou terreno para a oficina, realizada na sessão da tarde da atividade.

O encontro contou com a presença e as contribuições de profissionais do Instituto Desiderata, OSCIP que atua contra o câncer infantil e que, do mesmo que a RedEscola, também tem se debruçado atualmente sobre a ideia de criar um Observatório em seu campo de atuação.

Os trabalhos da tarde, assim, visaram discutir o primeiro desenho de um possível Observatório da Educação Permanente em Saúde. A ideia surgiu como consequência dos resultados da pesquisa realizada pela RedEscola sobre o assunto, que envolveu a participação de cinco escolas da Rede nos estados do Paraná, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Pernambuco. O encontro pôde ser acompanhado pela web por todos os interessados.