FOTOGRAFIAS

AS FOTOS DOS EVENTOS PODERÃO SER APRECIADAS NO FACEBOOCK DA REVISTA.
FACEBOOK: CULTURAE.CIDADANIA.1

UMA REVISTA SEM FINS LUCRATIVOS

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Brasil e Cuba avançam na formação profissional e no aperfeiçoamento dos sistemas de saúde

Iniciou, na segunda-feira, 19 de setembro, na cidade de Havana, Cuba, o II Colóquio Brasil-Cuba de Formação em Saúde Pública, evento que reúne as principais escolas e institutos de saúde pública desses dois países. Seu objetivo é discutir os desafios e estratégias para o aprimoramento permanente das capacidades formativas do campo, com base na apresentação, discussão e intercâmbio de ideias e experiências bem-sucedidas neles ocorridas. Este ano, o evento coincide com a realização da segunda turma do Programa de Estágio Internacional da ENSP, que permite a alunos dos programas de residência médica e multiprofissional da Escola a vivência única das peculiaridades e do funcionamento do Sistema de Saúde cubano, enfatizando a Atenção Primária em Saúde.
 
Na solenidade de abertura, o diretor da ENSP, Hermano Castro, falou para uma plateia de dirigentes, professores e alunos brasileiros e cubanos contextualizando o atual cenário político e econômico vivido no Brasil e na Região Latino-Americana. O diretor da ENSP enfatizou, ainda, a responsabilidade que as Escolas de Saúde Pública têm no que se refere às estratégias de enfrentamento das ameaças ao Sistema Único de Saúde brasileiro e ao setor saúde regional. Bastante aplaudido, o discurso propiciou o tom político que deverá permear as discussões nos três dias do evento.
 
Seguindo a mesma linha do discurso de Hermano Castro, falaram os diretores da Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba (Ensap), Pastor Castel-Florit, o diretor do Instituto Nacional de Higiene, Epidemiologia e Microbiologia de Cuba (Inhem), Disnardo Raúl Pérez, a diretora do Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador de Cuba, Maria Ester Linares, e o diretor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Paulo Cesar de Castro Ribeiro. Os diretores ressaltaram, de forma unânime, o papel protagonista e estratégico das escolas e institutos de saúde pública não somente à formação de quadros para a gestão dos programas de saúde pública, como também para o aperfeiçoamento permanente dos serviços e sistemas de saúde.
 
Os professores da ENSP Frederico Peres, pesquisador do Cesteh e idealizador do colóquio, Maria Alice Pessanha, pesquisadora do DCS e coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, Marco Antônio Menezes, vice-diretor de Ambulatórios e Laboratórios da ENSP, além de nove alunos dos programas de residência médica e multiprofissional, participam do evento que se encerra na próxima quarta-feira. Presente, ainda, ao encontro a assessora de Cooperação Internacional da EPSJV, Ingrid Freire.
 
A programação acadêmica se iniciou com um painel sobre os desafios para a formação em saúde pública na América Latina, a qual contou com a participação de Hermano Castro falando a respeito de tais desafios no Brasil. Na sequência, Marco Menezes demonstrou a experiência de integração de serviços-ensino da ENSP no painel sobre formação em saúde ambiental. No final da manhã, Frederico Peres apresentou as bases e os desafios para a construção de um programa de formação em saúde do trabalhador no Brasil. Para tanto, utilizou o painel sobre formação em saúde do trabalhador. Na parte da tarde, Maria Alice Pessanha demonstrou a experiência da ENSP na formação de residentes para a Estratégia da Saúde da Família; e, ao final do dia, Paulo Cesar de Castro Ribeiro e Ingrid Freire apresentaram e discutiram com os colegas cubanos os desafios para a formação de técnicos em Saúde no Brasil e em Cuba.