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quinta-feira, 25 de maio de 2017

IBRE debate caminhos para retomada do crescimento

Queda dos juros, avanço do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) no primeiro trimestre do ano e queda da inflação são alguns sinais de que a economia poderia estar saindo da recessão e apontando para a estabilidade. Os eventos políticos recentes tornam essa perspectiva incerta. Neste cenário cercado de dúvidas, especialistas irão se reunir no dia 31 de maio, a partir das 9h, no Centro Cultural FGV, em Botafogo, com o intuito de debater os próximos passos do governo e os “Desafios da política fiscal para a retomada do crescimento”. O encontro é promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE) e contará com a presença do Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.
O ministro vai abordar o tema pela perspectiva do governo, apontando a agenda de prioridades para a política fiscal no atual momento que passa o país. Também será apresentado relatório de projeto sobre falência dos estados, elaborado por pesquisadores da FGV. Para o economista Manoel Pires, pesquisador da área de Economia Aplicada da IBRE, a situação fiscal requer um conjunto de reformas estruturais nos próximos anos. "Do ponto de vista fiscal, tem sido adotada uma estratégia de gradualismo. À medida que o Brasil consegue melhorar as contas no médio prazo, o governo não precisa ficar refém de cortes no orçamento que dificultem a retomada da economia e deteriorem a prestação de serviços públicos importantes. É necessário equilibrar a estratégia de forma adequada, pois a sustentabilidade é um conceito de longo prazo. Daí a importância da reforma da Previdência”, destaca.
Apesar das alterações no texto original nas regras para aposentadoria, Pires acredita que as novas medidas trarão resultados positivos. A dúvida é como avançar com a reforma em um ambiente político incerto. “Do ponto de vista técnico, a reforma está em um bom termo. Deve estabilizar as despesas previdenciárias ao longo dos próximos anos, e poderemos analisar seu impacto na distribuição de renda e nos indicadores de pobreza, para avaliar a situação e elaborar novas políticas. O problema é como aprovar uma reforma que faça sentido em meio à tanta turbulência”, considerou o economista.
O encontro também será um espaço para debater outras reformas estruturais, as regras fiscais no Brasil, seus impactos macroeconômicos e como é possível avançar essa agenda no atual momento político, de forma a buscar uma conciliação entre a retomada do crescimento e a sustentabilidade fiscal. Para mais informações e inscrições, acesse o site.