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quinta-feira, 15 de junho de 2017

ENSP recebe Sonia Fleury para debater sobre conjuntura nacional e saúde

A cerimônia de recondução ao cargo de diretor da ENSP de Hermano Castro, em 6/6, trouxe à Escola, para a conferência O Desafio da Conjuntura e a Saúde no Brasil, a professora e pesquisadora da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas e cientista política Sonia Fleury. O evento foi coordenado pelo pesquisador da Escola, Paulo Amarante. Os descrentes da política brasileira receberam uma injeção de ânimo por meio das palavras de Fleury. Ela disse não ter bola de cristal para adivinhar o futuro da conjuntura brasileira, mas atentou para algumas questões atuais. Para Fleury, o que separa a direita da esquerda é a Campanha "Nenhum direito a menos", porque as "Diretas Já" e o "Fora Temer" são defendidos pelos dois lados. Na opinião dela, é necessário conquistar o centro, “porque o Brasil não é, e nunca foi, de esquerda. Ela salientou, também, que conversar sobre conjuntura ajuda, porque o debate coletivo tem a função de aporte emocional para diminuir a descrença da política nacional. “Se desacreditamos dela, o que nos sobra?” E acrescentou: “Política é o lugar que tem regras e valores; é o que nos faz diferente como humanos; caso contrário, é a barbárie. Temos que juntar forças para que não seja desmontado o capítulo da Ordem Social da Constituição Federal de 1988 (seguridade social, saúde, previdência social, assistência social, educação, cultura, desporto, ciência, tecnologia e inovação, comunicação social, meio ambiente, índios, família, criança, jovem e idoso), como vem acontecendo, pois ele foi uma grande conquista.”
 
Fleury alertou para a “3ª Reforma Sanitária” em curso. A 1ª criou o Sistema Único de Saúde, e a 2ª introduziu as organizações sociais no sistema. Para ela, essa “3ª Reforma” acontece com  a criação do Sistema Nacional de Saúde, unindo a rede pública e privada, dando maior poder de decisão ao setor privado para desenhar a Política Nacional de Saúde. Segundo ela, essa reforma quer, na verdade, acabar com a Reforma Sanitária, que começou nos anos 1970, e cujo resultado foi garantir, na Constituição, por meio de emenda popular, que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado. “Não basta resistir, temos que atualizar o projeto nacional desenvolvimentista, soberano, sustentável, universal e inclusivo. É um enorme desafio a construir”, defendeu.