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sexta-feira, 30 de junho de 2017

FGV Management debate ambiente de negócios no Brasil e tendências de E-Business

O que leva uma startup ao sucesso? O que chama a atenção de um investidor no momento em que decide aportar recursos em um empreendimento? O que o empreendedor precisa ficar atento para que o seu negócio se destaque? Quanto o uso de tecnologias é fundamental para uma startup nos dias de hoje? Esses e outros questionamentos foram objeto do debate “Ambiente de Negócios no Brasil e Tendências de E-Business”, promovido pelo FGV Management, em 26 de junho, em São Paulo.
Sob a mediação do professor Antonio André, coordenador do curso Formação Executiva “Negócios Digitais”, o encontro reuniu oito especialistas das diversas perspectivas da cadeia de E-businesspara conversar com alunos e interessados em aprofundar seus conhecimentos em um mercado que movimenta aproximadamente US$ 2 trilhões no mundo e US$ 11 bilhões no Brasil. Pedro Sonego(analista de investimento da Startup Farm); Fausto Monteiro (gerente de soluções de clientes do Facebook); Fabio Costa (gerente de inovação da Timwe); Dairton Bassi (idealizador da Agile Trends); Hugo Santos (co-fundador da empresa Pluvi.On); Anderson Pavanello (sócio-gestor da empresa Meu Contador Online); Paulo Fernandes (pesquisador de logística em e-Commerce do Banco Mundial); e Cristóvão Pereira (professor da FGV e consultor) participaram do evento. 
Segundo André, a perspectiva é que até 2021 mais de um milhão de novos “dispositivos de internet das coisas serão comprados por hora no mundo, em velocidades cada vez mais extraordinárias. O professor adverte, no entanto, que as enormes expectativas de ganho vêm acompanhadas também de grandes riscos. Algumas estimativas apontam que 85% dos empreendimentos em negócios eletrônicos fracassam nos primeiros anos de vida.
Para o professor Cristóvão Pereira, a estruturação financeira precisa engajar o investidor. “O que o investidor deseja é saber qual o tamanho e o tempo de retorno do investimento. É preciso lembrar que o Brasil tem a segunda taxa básica de investimento mais alta do mundo e o retorno do empreendimento precisa competir com esta taxa. Para que o investidor seja atraído para o investimento, ele precisa ter claro de que o negócio irá ser bem-sucedido”.
Algumas variáveis são importantes para a determinação desse sucesso. Tanto Pereira quanto Pedro Sonego, da Startup Farm, concordam que a qualidade do capital humano é fundamental. “Não só o empreendedor, mas a equipe do projeto precisa ser fora da curva nos mais diversos tipos de inteligência. As equipes precisam ser multidisciplinares e diversas em gênero e em classes sociais. Essa diferenciação contribui para diminuir o custo de entendimento do público-alvo, por exemplo”, pondera Sonego.
Para Dairton Bassi, da Agile Trends, apesar de não haver uma receita de sucesso, algumas ferramentas simples podem ser valiosas ao ajudar o empreendedor a estruturar a sua startup, como o Canvas, por exemplo, que permite mapear público-alvo, potenciais parceiros, fornecedores e estratégias de divulgação de produto e serviço. “Às vezes, a adoção dessas ferramentas e um tempo de reflexão para entender o negócio evitam retrabalho e uma proposta inadequada”, explicou.
Fausto Monteiro, do Facebook, complementa que várias dessas ferramentas são muito acessíveis. “É possível determinar o perfil do potencial consumidor, levantar possibilidades, criar cenários e fazer muitas outras pesquisas a um custo muito baixo”.
Para mais informações sobre o Curso de Formação Executiva em Negócios Digitais, acesse o site.